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Cultura

Igualdade de direitos, empatia e representatividade ganham a cena no Acessa BH

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Espetáculo A Corda em Si. Créditos: Antonio Rossa.

Com cerca de 50 atrações, a 2ª edição do Festival Acessa BH acontecerá de 1º de setembro a 31 de outubro apresentando espetáculos teatrais, de dança, música e literatura de artistas com e sem deficiência, além de diversas atividades formativas. 

O monólogo E.L.A., protagonizado pela atriz  cearense Jéssica Teixeira, abre o evento.

Live com Maestro João Carlos Martins seguida de apresentação de Brisa Marques.

 Esta edição conta com trabalhos que integram a acessibilidade desde a concepção dos espetáculos, como as montagens da Cia Fluctissonante – um coletivo  formado por artistas surdos e ouvintes.

 Toda a programação é acessível e gratuita.

www.youtube.com/AcessaBH

 

Espetáculos protagonizados por artistas com deficiência, rodas de conversa, debates e oficinas estão na programação da 2ª edição do Festival Acessa BH. O evento, que tem o intuito de dar o protagonismo às pessoas com deficiência, tanto nos palcos, como no centro dos debates e trazer o assunto da inclusão e da acessibilidade para a pauta e prática cotidiana, vai acontecer de 1º de setembro a 31 de outubro, de forma virtual (www.youtube.com/AcessaBH) e também presencialmente em Belo Horizonte. Dentre os destaques estão o espetáculo de abertura, E.L.A, a estreia de Ave, montagem da Cia Ananda de Dança Contemporânea e do Núcleo de Criação e Pesquisa Sapos e Afogados, além de apresentação com o renomado maestro João Carlos Martins.

No dia 01/09, às 19h, acontece a live de abertura do festival com apresentação de Brisa Marques e participação de Lais Vitral – idealizadora e curadora do Acessa BH, além dos artistas de Jéssica Teixeira, Moira Braga e Edu O., que integram a programação do evento.

Na sequência, às 20h, acontecerá o espetáculo que traz o monólogo E.L.A. “Será mesmo que tem pessoas que se acostumaram ao próprio corpo e que não o estranham de maneira nenhuma?”. A provocação é feita por Jéssica Teixeira, atriz, produtora e diretora cearense. Pessoa com deficiência, a artista tem se empenhado em conduzir para o debate público, com cada vez mais urgência, questões sobre beleza, saúde, aceitação, política e acessibilidade a partir do próprio cotidiano, ampliando perspectivas.

Em sua segunda edição, o Acessa se expande passando de 05 para cerca de 50 atividades na programação. O evento promoverá 04 debates, 04 oficinas, 05 rodas de conversa, 26 apresentações de artes cênicas, 04 de música, 02 de literatura, uma mostra de processo e o pré-lançamento de um festival teatral. “Para o Festival e Seminário online, ampliamos o alcance, convidando artistas e profissionais de dez estados brasileiros e com olhar não só para diferentes corpos, mas também para a diversidade, com o protagonismo também de artistas mulheres e LGTBQIA+”, explica Lais Vitral, idealizadora e curadora do evento.

Esta edição também conta com trabalhos que já integram a acessibilidade desde a concepção dos espetáculos, como as montagens da Cia Fluctissonante, do Paraná, um coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que se dedicam à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e português), sendo precursora nacional na criação em arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro da cena. A Fluctissonante estará no Acessa BH com dois espetáculos, “Elevador” e “O Pequeno Príncipe”, além de uma oficina de Composição Cênica com Dramaturgia Descritiva (que está com inscrições abertas até 30/08) e uma mostra de processo do novo espetáculo “O Barco”. O Coletivo Desvio Padrão, de São Paulo, também estará nesta edição do Festival. Composto por pessoas que transitam nas pontas da curva normal: cegos, videntes, surdos e ouvintes atuantes em linguagens diversas do campo da cultura. O Coletivo está na programação com os espetáculos “Só se fechar os olhos” e “Para Além do gesto”, em sessões mediadas com o público. Os espetáculos são duas versões da mesma história, sendo a primeira concebida para o público com deficiência visual, e a segunda para o público com deficiência auditiva.

 

Escola de gente

A Escola de Gente – Comunicação em Inclusão, reconhecida internacionalmente por seu trabalho em prol de uma sociedade inclusiva, também marcará presença no Acessa BH no Dia Nacional do Teatro Acessível, 19 de setembro. A participação da organização se dará de duas formas:

Às 19 horas, com plena acessibilidade digital, terá início um bate-papo com Claudia Werneck, idealizadora da Escola de Gente, e os representantes do “Os Inclusos e Os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade” Carolina Godinho, Diego Molina e Natália Simonete. Teatro acessível e inclusão na arte serão pauta e, também, durante a live será apresentado um novo projeto de alcance nacional que envolve o grupo teatral e a Escola de Gente: o ETA Festival! – Esquetes de Teatro Acessível, online, gratuito e ao vivo.

Na sequência, às 20 horas, será possível acompanhar, de forma gratuita com Libras, legenda e audiodescrição, o espetáculo teatral “Ninguém mais vai ser bonzinho”, de autoria de Diego Molina, por meio do grupo “Os Inclusos e Os Sisos”, que em quase 20 anos de atuação, sempre com peças plenamente acessíveis, já se apresentou para mais de 200 mil pessoas. O espetáculo aborda, com muito humor, questões cotidianas de preconceito e discriminação.

 

Arte acessível

Apesar de existir uma legislação específica, a acessibilidade cultural ainda deixa muito a desejar na prática. Segundo Daniel Vitral, co-idealizador do Festival, aos poucos se vê um aumento de atividades culturais com acessibilidade, mas muitas vezes elas estão restritas a cumprir um protocolo. “Vemos temporadas de espetáculos ou festivais com apenas uma sessão com recursos de acessibilidade. Ou ainda, uma sessão exclusiva para pessoas com deficiência. Em alguns projetos, vemos que a acessibilidade já é pensada desde o início das produções, mas eles ainda são minoria. Recentemente, começamos a ter uma certa popularização dos intérpretes de Libras. Mas muito tem sido feito apenas de forma protocolar, porque a Lei de Incentivo à Cultura Federal, por exemplo, passou a exigir medidas de acessibilidade para pessoas com deficiência em todos os projetos. Mas não é suficiente contar com um intérprete de Libras, e não ter um material de divulgação adequado, ou não informar que haverá intérprete de Libras, ou colocar o intérprete num cantinho, praticamente fora do palco, de forma que a pessoa com deficiência auditiva não consiga ver a cena e o intérprete ao mesmo tempo, com facilidade”, explica.

O Festival Acessa BH parte do princípio de que a pessoa com deficiência deve ter seu direito à cultura garantido, e para isso deve poder escolher o melhor dia/horário, bem como comparecer com seus amigos e familiares.

 

Programação – Espetáculos online – disponíveis em www.youtube.com/AcessaBH

01/09 – 19h – Live de abertura com Lais Vitral, Jéssica Teixeira, Moira Braga e Edu O

              Apresentação Brisa Marques

              20h – E.L.A. – Jéssica Teixeira (CE)

02/09 – 20h – Hermeto Pascoal (AL)

03/09 – 16h – Ventaneira – A Cidade das Flautas – Moira Braga (RJ)

09/09 – 20h – Elevador – Cia. Fluctissonante (PR)

10/09 – 20h – Ciranda de Retina e Cristalino – Cia Dança sem Fronteiras (SP)

13/09 – 19h – Live com artistas

              Fernanda Amaral e Gabriel Sousa Domingues, da Cia Dança sem Fronteiras e Mateus Costa e Fernanda Rosa, do Duo A Corda em Si

              Apresentação Brisa Marques

19/09 – 19h – Bate-papo sobre teatro inclusivo e apresentação do ETA Festival! – Esquetes de Teatro Acessível – Escola de Gente (RJ) – Os Inclusos e Os Sisos – Teatro de Mobilização pela Diversidade.

              20h – Ninguém mais vai ser bonzinho – Os Inclusos e os Sisos – Escola de Gente (RJ)

20/09 – 19h – Live com Maestro João Carlos Martins seguida de apresentação de Brisa Marques

21/09 – 19h45 – Mediação Só se fechar os olhos

              20h – Só se fechar os olhos – Coletivo Desvio Padrão (SP) | Sessão seguida de bate papo

22/09 – 19h45 – Mediação Para Além do Gesto

              20h – Para além do gesto – Coletivo Desvio Padrão (SP) | Sessão seguida de bate papo

26/09 –20h – O Som da Pele (PE)

01/10 – 20h – Ah, se eu fosse Marylin! – Edu O. (BA)

04/10 – 20h – Motus – Congresso Internacional do Medo – Cia Ananda (MG)

06/10 – 19h – Live com artistas

              João Paulo Lima, Anamaria Fernandes e Juliana Saúde

              Apresentação Brisa Marques

07/10 – 20h – A Corda em Si (SC)

08/10 – 16h – DoroTEA – A Peixinha Autista – Bruno Grossi (MG)

11/10 – 20h – N’Otro Corpo – João Paulo Lima (CE)

12/10 – 16h – O Pequeno Príncipe – Cia Fluctissonante (PR)

13/10 – 20h – Frida – Vanessa Cornélio (SP)

17/10 – 19h – Live com artistas

              Giovanni Venturini, Vanessa Cornélio e Mona Rikumbi

              Apresentação Brisa Marques

24/10 – 20h – Ave – Cia Ananda e Sapos e Afogados

25/10 – 20h – A Não Ser – Giovanni Venturini (SP)

26/10 – 20h – Cartas para Irene – Oscar Capucho (MG)

27/10 – 20h – Kiuá Matamba – Salve a Força dos Ventos – Mona Rikumbi (SP)

29/10 – 16h – A Chuva é importante – Lucas Ramon (MG)

31/10 – 20h – Húmus – Coletivo. Direção Renata Mara (MG)

 

Programação – Espetáculos presenciais

16 e 17/09, sexta e sábado, às 20h: Cabra-Cega (Pigmentar Companhia ) no Galpão Cine Horto

18/09, domingo, às 19h: Cartas para Irene (Oscar Capucho) no Galpão Cine Horto

23 e 24/09, sexta e sábado, às 20h: Pisca Devagar (Renata Mara e Brisa Marques) no Galpão Cine Horto

21/10, sexta-feira, às 20h: Caixa Preta (Sapos e Afogados) no Teatro Raul Belém Machado

22/10, sábado, às 10h e 16h: Lágrimas da Floresta (Cia Ananda) no Teatro Raul Belém Machado – Espetáculo sensorial. Capacidade reduzida, 40 crianças por sessão (07 a 14 anos)

23/10, domingo, às 19h: Ave (Cia Ananda e Sapos e Afogados) no Teatro Raul Belém Machado – Sessão seguida de roda de conversa com artistas

 

Programação – Atividades formativas online. Debates no canal do www.youtube.com/AcessaBH

Debate 1 – Diversidade e Direitos Culturais

Quando: Dia 14/09, quarta-feira, às 19h

Nesse debate, Ciça Cordeiro e Isadora Nascimento apresentarão dados sobre a pessoas com deficiência no Brasil, a LBI – Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015), a acessibilidade como direito, as conquistas do movimento de PcD e a importância da acessibilidade atitudinal, comunicacional e mobilidade urbana para o acesso à cultura. Com mediação de Fatine Oliveira, o debate ainda abordará a deficiência da perspectiva de raça e gênero.

Ciça Cordeiro – Jornalista, Consultora em Diversidade e Inclusão na Talento Incluir, Gestora em Cultura Inclusiva, Comunicação e Eventos Acessíveis

Isadora Nascimento – Advogada com especialização em cidadania e direitos humanos no contexto das políticas públicas e em advocacia feminista e direitos da mulher. Produtora de conteúdo com pautas sobre a intersecção de gênero, raça e deficiência. Integra o Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam

Mediação: Fatine Oliveira – Publicitária, mestre em Comunicação Social (UFMG). É ativista, cofundadora do Coletivo Feminista Helen Keller mulher com deficiência, integrante do Movimento Vidas Negras com Deficiência Importam

Debate 2 – Acessibilidade em Espaços Culturais

Quando: Dia 28/09, quarta-feira, às 19h

Acessibilidade em Espaços Culturais – a cultura é para todos

Como as instituições culturais podem posicionar a acessibilidade no centro de seus projetos? Como ampliar as discussões acerca da presença e permanência de pessoas com deficiência como agentes culturais e visitantes? É possível pensar a acessibilidade em espaços culturais para além de adaptações? Neste debate, a arquiteta Silvia Arruda e a educadora e psicóloga Daina Leyton conversam acerca das principais barreiras, desafios e perspectivas de tornar os espaços culturais mais acessíveis. Mediado pelo educador e gestor educativo Danilo Filho, o bate papo abordará questões relacionadas à acessibilidade física e instrumental, passando ainda pelas práticas educativas e atitudinais que garantem não só o acesso, como também a fidelização de pessoas com deficiência a museus e instituições de cultura.

Daina Leyton – Educadora, professora, psicóloga e consultora de acessibilidade cultural

Silvia Arruda – Arquiteta e cenógrafa com especialização em acessibilidade. Mãe atípica

Mediação: Danilo Filho – Coordenador Educativo CCBB-BH

Debate 3 – Como os cegos leem

Quando: Dia 05/10, quarta-feira, às 19h

Muito além do braille: como a tecnologia tornou a literatura mais acessível e interessante às pessoas com deficiência visual. Tecnologia assistiva: sistemas operacionais, aplicativos e leitores de tela.

Carla Mauch – Pedagoga, pesquisadora de educação inclusiva e coordenadora-geral da organização Mais Diferenças — Educação e Cultura Inclusivas

Marcos Lima – Jornalista, palestrante, youtuber

Mediação: Cleide Fernandes – Bibliotecária na Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e audiodescritora

Debate 4 – Encontro com Artistas

Quando: Dia 19/10, quarta-feira, às 19h

Artistas com deficiência compartilham suas experiências

Brenda Martins – Atriz surda e negra. Integrante do Grupo Signatores, grupo composto por atores surdos

Renata Mara – Artista de dança, docente, pesquisadora e psicóloga com baixa visão.

Mediação: Brisa Marques – Artista, escritora, letrista e jornalista

 

Oficinas

Oficina: Composição Cênica com Dramaturgia Descritiva

Ementa: Esta oficina trabalhará a criação de cenas teatrais através de exercícios introdutórios ao teatro, utilizando principalmente a metodologia empregada nas criações da Cia. Fluctissonante, que recentemente iniciou suas pesquisas acerca da ideia de dramaturgia descritiva. Neste encontro, os participantes irão desenvolver uma cena curta e autoral, tendo como principal referência criativa sua própria história fazendo uso de um objeto-memória afetivo. As cenas irão experimentar o recurso da audiodescrição integrada à dramaturgia (dramaturgia descritiva).

Ministrantes:

Helena de Jorge Portela – Atriz, pesquisadora de arte acessível e idealizadora da Cia. Fluctissonante

Suzana Portal – Consultora em Audiodescrição, com experiência teatro e cinema e colaboradora da Cia. Fluctissonante.

Sobre:

A Cia. Fluctissonante é um coletivo curitibano formado por artistas surdos e ouvintes que se dedicam à criação cênica contemporânea e bilíngue (Libras e Português). Seus projetos unem os públicos surdo e ouvinte nas plateias. Ao longo de sua trajetória produziu espetáculos para adultos como ‘Giacomo Joyce’ (2017) e ‘\TODAS/’ (2018) e também para a infância, como ‘Enquanto a Chuva Cai’ (2016) e ‘Conto Com Libras’ (2018). Em 2021, estreou sua quinta montagem, ‘Elevador’, com direção da artista convidada Georgette Fadel. Em 2020, passou também a desenvolver projetos digitais como a websérie ‘Mulheres – Sinais de Suas Escritas’ e a versão online do espetáculo ‘Conto Com Libras’, além do show-cênico-musical ‘Origami – Músicas Para Ver e Ouvir’. Assim, a companhia consolidou-se precursora nacional na criação em arte acessível, destacando-se justamente pela união de duas das línguas oficiais do Brasil dentro da cena e realizou ações em relevantes eventos, como: Palco Giratório e Plataforma Cena (nacionais), Semana Modos de Acessar (SP), Projeto Narrativas do Silêncio (RN), Curitiba Mostra, Festival de Teatro de Curitiba – Oficial, Mostra Novos Repertórios, Mostra Claudete Pereira Jorge e Prêmio Arte Paraná (PR).

Número de vagas: 20 vagas
Público alvo: Pessoas cegas, com baixa visão ou videntes com interesse em desenvolvimento e experimentação de cenas teatrais, a partir de 16 anos.
Pré-requisito: É necessário que os alunos possuam computador ou celular com acesso à internet, áudio e vídeo . No caso de acesso pelo celular, é necessário ter instalado o aplicativo Zoom.

Cronograma
Período de inscrição: 01 a 30 de agosto
Divulgação dos alunos selecionados: 01 de setembro
Datas das aulas: 05, 06 e 07 de setembro
Horário das aulas: das 19h às 21h30

Oficina #ForadaCaixa – Acessibilidade Criativa para Projetos Culturais

Ementa: A oficina tem como objetivo inspirar e desenvolver estratégias criativas de acessibilidade para projetos culturais alinhados aos fundamentos técnicos da área. Inicialmente, serão apresentados os fundamentos da acessibilidade comunicacional, do Desenho Universal e dos princípios da acessibilidade criativa e artística. Em seguida, será construída uma demonstração de proposta acessível para um projeto cultural imaginário. As aulas serão conduzidas mesclando a teoria com o relato de experiências.

Ministrante:

Andreza Nóbrega – Doutoranda em Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC com pesquisa envolvendo a pedagogia do teatro, a inclusão e a formação de espectadores sob a orientação do Dr Flávio Desgranges. É mestra em educação com enfoque na Educação Inclusiva (UFPE), especialista em audiodescrição (UFJF), graduada em Licenciatura em Educação Artística, com habilitação em Artes Cênicas (UFPE). É atriz, audiodescritora, professora da rede pública de ensino e produtora cultural. Coordenadora da VouSer Acessibilidade, é idealizadora de ações formativas e inclusivas nos projetos: Festival Conectação, Encontro de Acessibilidade Comunicacional em Pernambuco, Experiri Lab de Artista, Cine Às Escuras: Mostra Erótica de Cinema Acessível, do Cineclube VouVer Filmes, Conectação Teatro e LABAcessibilidade Artística e Criativa.

Número de vagas: 30 vagas por turma

Público alvo: Artistas, produtores, gestores culturais, arte-educadores, profissionais da acessibilidade e interessados em geral.

Pré-requisito: É necessário que os alunos possuam computador ou celular com acesso à internet, áudio e vídeo. No caso de acesso pelo celular, é necessário ter instalado o aplicativo Zoom.

Cronograma Turma 1
Período de inscrição: 15 de agosto a 11 de setembro
Divulgação dos alunos selecionados: 15 de setembro
Datas das aulas: 20 e 22 de setembro
Horário das aulas: das 9h às 12h

Cronograma Turma 2
Período de inscrição: 05 a 28 de setembro
Divulgação dos alunos selecionados: 30 de setembro
Datas das aulas: 04 e 06 de outubro
Horário das aulas: das 15h às 18h

Cronograma Turma 3
Período de inscrição: 12 de setembro a 12 de outubro
Divulgação dos alunos selecionados: 14 de outubro
Datas das aulas: 18 e 20 de outubro
Horário das aulas: das 19h às 22h

Mostra de processo “O Barco” | Cia Fluctissonante (PR)

Entre agosto e setembro, a Cia. Fluctissonante desenvolverá – a convite do Acessa BH – o processo de seu novo trabalho: “O Barco”. No dia 29 de setembro, a comunidade cega interessada poderá ter um primeiro contato com a obra, através de plataforma online. Neste encontro, a atriz Helena de Jorge Portela realizará uma primeira leitura da dramaturgia criada durante o evento. Assim, o retorno do público presente impactará diretamente no resultado final do espetáculo, que tem estreia prevista para 2023.

Número de vagas: 20 Vagas

Público alvo: Pessoas cegas, com baixa visão ou videntes com interesse em desenvolvimento e experimentação de cenas teatrais, a partir de 16 anos.

Pré-requisito: É necessário que os alunos possuam computador ou celular com acesso à internet, áudio e vídeo. No caso de acesso pelo celular, é necessário ter instalado o aplicativo Zoom.

Cronograma
Período de inscrição: 22 de agosto a 25 de setembro
Divulgação dos alunos selecionados: 27 de setembro
Data do encontro: 29 de setembro
Horário: das 19h às 21h30

Serviço

  • Programação online: gratuita no Youtube www.youtube.com/AcessaBH
  • Inscrições gratuitas para os debates, oficinas e mostra de processo: https://acessabh.com.br/inscricoes/

Acessibilidade:

  • Espetáculos online: Audiodescrição, Libras e Legendas
  • Debates, lives e oficinas online: Libras e Audiodescrição. *Na live da Escola de Gente, realizada em 19/09, haverá Libras, legenda e audiodescrição em canal fechado.
  • Espetáculos presenciais: Acessibilidade física, Audiodescrição e Libras

Mais informações sobre o evento: https://acessabh.com.br

O “Festival Acessa BH” é realizado por Lais Vitral e Vitral Bureau Cultural, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte, com o patrocínio da MGS, e patrocínio da Vallourec através da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

O “Seminário Acessa BH” é realizado por Lais Vitral e Vitral Bureau Cultural, com recursos da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte

ASSESSORIA DE IMPRENSA NACIONAL: ATTi Comunicação – @atticomunicacao
Valéria Blanco – atticomunicacacao1@gmail.com – 11- 991050441
Eliz Ferreira- eliz@atticomunicacao.com.br – 11- 991102442

Cultura

Veleiro Witness, do Greenpeace, vem ao Brasil para expedição científica na bacia da Foz do Amazonas

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Chega a Belém (PA), em 28 de fevereiro, o veleiro Witness, a mais nova embarcação do Greenpeace. A presença do Witness em águas brasileiras é parte da expedição Costa Amazônica Viva, do Greenpeace Brasil, que, entre outras atividades, vai fomentar o aprofundamento de conhecimento científico sobre a costa do Amapá, e os potenciais impactos da exploração de petróleo na região.

Em um contexto de abertura de novas fronteiras de exploração de petróleo na Amazônia, em áreas extremamente sensíveis do ponto de vista socioambiental e insuficientemente conhecidas pela ciência, o objetivo da expedição científica é coletar dados sobre as correntes marítimas da região. Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (IEPA), responsáveis pelo estudo, lançarão derivadores (equipamentos oceanográficos que emitem sinais de localização GPS) em diferentes pontos da Bacia da Foz do Amazonas para mapear as correntes de superfície no litoral do Amapá.

A expedição permitirá, entre outros objetivos, a obtenção de mais informações sobre a dinâmica das águas costeiras e oceânicas na bacia da Foz do Amazonas, que sofrem influência direta da descarga de águas do rio Amazonas.

O estudo busca contribuir para um entendimento mais acurado sobre a trajetória de eventuais vazamentos de petróleo, já que não há um consenso científico sobre tais dinâmicas. Pelo contrário, há um dissenso fundamental: as modelagens de dispersão de óleo apresentadas pela Petrobras, que indicavam que ele não chegaria até a costa foram recebidas com ceticismo por oceanógrafos de renomadas instituições do país.

Ainda há incertezas em relação ao risco do petróleo derramado atingir a costa amazônica, os manguezais, os rios, terras indígenas, açaizais e lavouras da região. Esses dados também são centrais para que a empresa apresente ações de prevenção e mitigação de impactos do óleo.

A modelagem da Petrobras contraria, ainda, relatos de comunidades indígenas e pescadores da região, que não tiveram suas vozes ouvidas, e afirmam reiteradamente que diversos objetos caídos em alto-mar já chegaram à costa do Amapá, aos rios e mangues do Oiapoque.

Além do mapeamento das correntes marinhas superficiais, que vem inclusive da oitiva desses relatos das comunidades locais, a expedição trará a percepção de povos indígenas e outros atores do território sobre a questão do petróleo na região, além de documentar os ambientes costeiros e Unidades de Conservação, mostrando a importância socioambiental da costa amazônica.

Com a expedição, o Greenpeace pretende fomentar o debate público em relação aos potenciais impactos do petróleo na região, cobrar responsabilidade das entidades de Estado (e o próprio governo) para que os povos do território e a ciência sejam escutados e que se respeite o Princípio da Precaução – que prevê a não implementação de projetos sem que haja consenso científico em relação à região e os potenciais impactos das atividades.

O Witness possui 22,5 metros de comprimento e, devido à elevação da quilha e do leme, é capaz de navegar em águas rasas e inacessíveis a barcos maiores. Adaptações tecnológicas promovidas na embarcação em 2022 visam tornar o veleiro mais ecológico e incluem células solares, turbinas eólicas e um sistema otimizado de gerenciamento de energia.

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Cultura

Estrela Do Terceiro Milênio É Campeã De 2024 Do Grupo De Acesso 1

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No Jubileu de Prata da escola, ano de comemoração dos 25 anos de fundação, a Milênio trouxe novamente o caneco para o Grajaú e garante a vaga para o grupo Especial em 2025.

Com o tema “Vovó Cici conta e o Grajaú canta: o mito da criação”, desenvolvido pelo carnavalesco Murilo Lobo, a agremiação apresentou na passarela do samba o enredo afro-religioso inspirado como a griô Cici de Oxalá conta para as crianças como os orixás criaram o mundo em que vivemos, através da mitologia iorubana. De forma lúdica, alegre e muito colorida, a Milênio passou leve e pulsante na Avenida ao ritmo da bateria Pegada da Coruja, conduzida pelo mestre Vitor Velloso.

“Fizemos um trabalho intenso e muito focado para retornar ao Especial. Optamos por um enredo emocionante e vovó Cici é muito encantadora e conquistou nossa comunidade e o mundo do Carnaval. Estamos felizes demais e o Grajaú também. Agora para o ano que vem contamos com todo povo do Grajaú para chegarmos pesado no Especial. Lembrando que nossas fantasias são gratuitas para alas e composições de alegorias e ensaios”, conta Silvão Leite, presidente e fundador da escola. Esse ano o projeto de Carnaval contou com a Lei de Incentivo à Cultura Pronac 231927.

Além da comunidade que empolgou o público, destaque para samba-enredo, trilha sonora interpretado por Grazzi Brazil e Darlan Alves que empolgaram o Anhembi e convidaram o público a cantar com os componentes durante o desfile. Esse é o 7° título da história da agremiação. Quem não viu o desfile pode rever pelo YouTube da LigaSP no link: https://www.youtube.com/watch?v=shLLEMMelyo&t=6s

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Cultura

Quem é Vandeuarley? O secretário de finanças integradas do Clube Nacional de Artistas do Brasil, que está ganhando destaque

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Vandeuarlei de Jesus Cardoso, mais conhecido como Vandeuarley, nasceu em 25 de setembro de 2002, em Tanque Novo, Bahia. Este talentoso artista musical, rapper, ator e compositor brasileiro tem conquistado os holofotes desde muito jovem. Hoje, ele se destaca como secretário de finanças integradas do Clube Nacional de Artistas do Brasil, trazendo uma abordagem inovadora para estabilizar as finanças da organização.

Sua trajetória começou aos 15 anos, e aos dezoito, já se destacava no cenário artístico. A parceria com Arlyson Gomes, seu amigo e colega no Clube Nacional de Artistas, impulsionou sua popularidade, marcando uma fase de grande sucesso em sua carreira. Entre seus hits estão “Deixa Eu Cantar” (2019), “Como a Motoca Fazem?” (2020) e “Simone” (2021), consolidando-o como um dos artistas mais reconhecidos de Tanque Novo, Bahia.

Vandeuarley não se limita apenas à música. Ele também é reconhecido por suas atuações teatrais e pela capacidade de envolver o público em suas performances. Além disso, sua presença nas redes sociais, especialmente no Instagram, tem gerado uma base de fãs dedicada e crescente.

Formado pelo Colégio Estadual de Tanque Novo e pelo Instituto Saber Consciente, Vandeuarley traz consigo não apenas talento, mas também uma visão estratégica para a gestão financeira do Clube Nacional de Artistas. Sua proposta de um sistema colaborativo de arrecadação de taxas demonstra seu compromisso em levar a organização a novos patamares de sucesso e estabilidade financeira. Com Vandeuarley à frente das finanças, a gestão de Arlyson Gomes alcança um novo nível de excelência e eficiência dentro do clube, solidificando ainda mais sua posição como um dos principais pilares do cenário artístico brasileiro.

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