Educação
Fundação FAT lança duas pós-graduações para atender a demanda do mercado
Disponibilizado em parceria com o SIEEESP, os cursos Gestão Estratégica de Instituições de Ensino e Neuroaprendizagem e Performance Cognitiva serão certificados pela UniFIL
A Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), instituição sem fins lucrativos que tem como propósito incentivar a pesquisa aplicada, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e profissional e a educação em todo o território nacional, está lançando dois novos cursos de pós-graduação Lato-Sensu – o Master Education em Neuroaprendizagem e Performance Cognitiva e o MBA em Gestão Estratégica de Instituições de Ensino.
Com uma matriz curricular bastante completa, o Master Education terá uma carga de 360 horas, das quais 150 serão para as disciplinas síncronas e as outras 210 para as mediadas por tecnologia. O curso tem como proposta levar o conhecimento da Neuroaprendizagem aos estudantes, expandido o conteúdo para outras áreas além da NeuroEducação, e está ancorado em três pilares específicos, como o funcionamento do cérebro, o processo de aprendizagem em si e o gerenciamento e melhoria da performance.
O grande diferencial em relação ao mercado é que a nova proposta engloba não só a parte do funcionamento do cérebro, bem como a cultura de aprendizagem, visando uma grande performance cognitiva, isto é, a gestão de todos os processos.
“Com a modernização da educação e com os recursos disponíveis, é urgente promover as adaptações necessárias para um perfil de aprendizes ao longo da vida, nos diferentes ambientes, criando uma estrutura de aprender a aprender em qualquer tempo, local, conteúdo, entendendo que aprendizagem é adaptação”, destaca a professora Adriana Mello, coordenadora do Master Education em Neuroaprendizagem e Performance.
Já o MBA em Gestão Estratégica de Instituições de Ensino, objetiva levar ao público informações no que se refere à legislação, ou seja, ao processo regulatório, mercado educacional, desafios desse setor, associados ao segmento financeiro, marketing, recursos humanos e tecnologia aplicada.
Com matérias EaD e disciplinas com encontros ao vivo e integrado por docentes do mercado com vasta expertise, o objetivo do curso é atingir o que o aluno precisa, tanto na parte de captação quanto de manutenção do negócio, passando pelo fortalecimento da marca institucional. A carga horária total é de 360 horas, sendo 150 para as matérias síncronas e 210 para as mediadas por tecnologia.
Para o coordenador do MBA em Gestão Estratégica de Instituições de Ensino, professor Marino Alves, a ideia é tornar o MBA prático, dispondo de uma matriz curricular bem atrativa em relação ao que existe no mercado. “A especialização visa garantir a visão do business como um todo e, ao mesmo tempo, assegura que os participantes, mediatos pela realidade que trarão para a sala de aula, façam uma socialização de saberes”, comenta.
Certificados pela UniFIL (Centro Universitário Filadélfia), instituição que possui mais de 80 anos de tradição, e disponibilizado em parceria com o SIEEESP (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), as especializações têm como proposta oferecer aos alunos novas perspectivas de aprendizagem, visando fomentar o desenvolvimento educacional no Brasil.
Segundo a professora Regina Stefano, gestora de cursos do SIEEESP, “a parceria entre a Fundação FAT, UNIFIL e SIEEESP possibilitará que os estudantes tenham cursos de qualidade por preços acessíveis, o que contribuirá ainda mais para o desenvolvimento educacional do país”, ressalta.
De acordo com o presidente da Fundação FAT, César Silva, as novas especializações são algumas das formas encontradas pela FAT para contribuir com o principal alicerce dos seres humanos: a educação. “Um país cresce significativamente quando instituições e sociedade trabalham unidas, em prol de benefícios que garantam mais estabilidade, tranquilidade e qualidade de vida à população. Acreditamos que os novos cursos fornecerão novas perspectivas àqueles que desejam evoluir do ponto de vista educacional”, completa Silva.
O Master Education em Neuroaprendizagem e Performance Cognitiva começa ainda neste mês, em 26 de agosto. Já MBA em Gestão Estratégica de Instituições de Ensino terá início em 2 de setembro.
Sobre a Fundação FAT
A Fundação de Apoio à Tecnologia – FAT foi fundada em 1987 com o propósito de incentivar a pesquisa aplicada, a inovação, o desenvolvimento tecnológico e profissional e a educação em todo o território nacional, estendendo esses serviços a organizações públicas e privadas, e à comunidade em geral. Como entidade de direito privado sem fins lucrativos, a FAT tem como objetivo colaborar com as instituições que atuam nas áreas da educação e da tecnologia, buscando estimular e desenvolver o conhecimento através de programas de geração, difusão e transferência de tecnologia.
Para mais informações acesse: https://fundacaofat.org.br/
Cultura
Anistia?
A anistia é um instrumento jurídico que permite ao Estado perdoar determinados crimes, extinguindo a punibilidade ou impedindo que o autor seja responsabilizado. Geralmente, esse tipo de medida é utilizado em contextos políticos — períodos de transição democrática, tensões sociais, conflitos internos ou momentos de grande polarização.
Para especialistas, a anistia cumpre uma função importante para reconstrução institucional, mas também pode gerar debate por seus limites e consequências.
Anistia Ampla: um perdão sem fronteiras legais
A anistia ampla é aquela que atua de forma abrangente, “cobrindo” a maioria — ou até a totalidade — dos envolvidos em um período de conflito político ou social. Ela não diferencia autorias, motivações ou tratamentos.
Características da anistia ampla
- Abrange quase todos os crimes cometidos em um contexto específico.
- Beneficia tanto opositores políticos quanto agentes estatais.
- Pode incluir crimes graves, dependendo da lei aprovada.
- Normalmente é pensada como parte de um processo rápido de pacificação.
No Brasil, o exemplo mais conhecido é o da Lei de Anistia de 1979, promulgada durante o regime militar. Apesar de ter sido celebrada por permitir o retorno de exilados e libertar presos políticos, a lei também beneficiou agentes da repressão, gerando críticas que permanecem até hoje.
Especialistas em direitos humanos afirmam que a amplitude da medida acabou dificultando investigações sobre violações graves, como tortura e desaparecimentos forçados.
📣 O que dizem os especialistas?
Segundo juristas, a anistia ampla costuma “apagar” o passado de forma mais brusca, o que pode ajudar na restauração institucional, mas também impedir processos de reconciliação baseados no esclarecimento da verdade.
Anistia Restrita: limites e critérios mais rigorosos
A anistia restrita é diferente. Trata-se de uma forma de perdão mais controlada, aplicável a grupos específicos ou a certos tipos de delitos.
Características da anistia restrita
- Só perdoa crimes selecionados pela lei.
- Normalmente exclui crimes graves, como:
- tortura
- homicídio qualificado
- estupro
- terrorismo
- Pode exigir critérios como reparação, colaboração com a Justiça ou confissão.
Esse modelo busca equilibrar o desejo de pacificação com a necessidade de responsabilização, evitando que pessoas envolvidas em crimes graves fiquem impunes.
🧭 Quando a anistia restrita é aplicada?
Em processos de transição democrática de diversos países — como Chile, Argentina e África do Sul — modalidades de anistia restrita foram utilizadas junto a comissões de verdade, permitindo que o país avançasse sem abrir mão da memória histórica.
A disputa entre o “esquecer” e o “lembrar”
A discussão entre anistia ampla e restrita não é apenas jurídica — ela representa um choque entre dois caminhos políticos:
Caminho 1: pacificação rápida
- O foco é “virar a página”.
- Evita conflitos e tensões institucionais.
- Tende à anistia ampla.
Caminho 2: justiça e responsabilização
- O foco é esclarecer o passado.
- Exige investigação e reconhecimento de erros.
- Tende à anistia restrita.
No Brasil, as disputas sobre qual modelo é mais adequado costumam refletir o clima político de cada época. Em momentos de polarização, o debate volta com força.
Maria Helena Duarte, professora de Direito Constitucional:
“Toda anistia é um ato político. A diferença está no grau de responsabilidade que a sociedade está disposta a assumir sobre seu próprio passado.”
Rafael Motta, pesquisador de Direitos Humanos:
“A anistia ampla pode impedir que a sociedade compreenda a dimensão das violações cometidas. Já a restrita permite avançar com mais equilíbrio, sem apagar a necessidade de justiça.”
Linha do tempo resumida das anistias no Brasil
- 1979: Lei da Anistia — ampla, geral e irrestrita; marco do processo de abertura política.
- Anos 1990–2000: Debates sobre a revisão da lei, especialmente em casos de violações graves.
- Anos recentes: O tema ressurge em discussões políticas contemporâneas, reacendendo debates sobre responsabilidade e limites do perdão estatal.
Conclusão
Compreender a diferença entre anistia ampla e restrita é essencial para entender como o Brasil — e qualquer sociedade — lida com períodos de conflito e transição. Enquanto a anistia ampla busca pacificação imediata, a restrita tenta equilibrar perdão e justiça, preservando a memória coletiva.
O debate permanece vivo, e sua evolução depende tanto do ambiente político quanto da capacidade do país de refletir sobre seu passado sem medo de encarar as próprias contradições.
Cultura
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Cultura
Projeto paranaense leva acesso à internet para comunidades excluídas do mapa digital.
Política inovadora troca ICMS por instalação de torres de transmissão e conecta mais de 300 mil pessoas em um ano.
Vencedor do Prêmio Espírito Público, na categoria Gestão e Transformação Digital, o Programa de Conectividade Rural do Paraná enfrentou uma das principais lacunas do desenvolvimento no estado: a exclusão digital em áreas remotas. Com 98% do território paranaense situado em zona rural, um levantamento realizado em 2023 identificou cerca de 920 localidades sem qualquer acesso à telefonia ou internet, atingindo vilas, assentamentos, comunidades quilombolas e pequenos povoados fora do radar das grandes operadoras, que não viam retorno financeiro para investir.
Sem acesso, agricultores enfrentavam dificuldades para receber crédito; jovens precisavam caminhar quilômetros para conseguir sinal e estudar; famílias ficavam sem falar com os filhos que migraram para as cidades. O projeto nasceu nesse cenário em 2023, e rapidamente se consolidou como política do estado. Em um ano, a cobertura rural saltou de 51,45% para 61,17%, beneficiando diretamente mais de 300 mil pessoas.
Hoje, envolve 17 órgãos do governo e adotou metodologias modernas de gestão, como Business Intelligence (BI), Análise Hierárquica de Processos (AHP) e design thinking, para priorizar áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com predominância de agricultura familiar, rios, matas e alta vulnerabilidade social.
Para o engenheiro agrônomo Julio Cesar de Oliveira, coordenador de Políticas Públicas de Inovação do Paraná, o acesso à internet deixou de ser um diferencial para se tornar um direito básico. “Hoje, a internet é como água e oxigênio: é vida, é um direito. Levamos conectividade com o objetivo de garantir cidadania.”
A grande inovação do projeto foi criar mecanismos inéditos de fomento e de financiamento. Em vez de depender de orçamento público, o Paraná criou um regime especial de compensação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que atraiu investimentos privados. Assim, créditos de impostos foram convertidos em infraestrutura feita por investimentos privados.
A estratégia deu certo: a TIM já se comprometeu a instalar 116 torres de transmissão; a Claro, 382; e a Vivo outras 411 torres. No total, serão quase 900 novas estruturas até 2027, sem gasto direto do Tesouro estadual. Dessas, cerca de 500 torres já estão em funcionamento.
Júlio apelida essa estratégia de “corrida do bem”. “Brinco com as operadoras: ‘Vocês vão deixar a concorrente ser a primeira do estado?’ Essa competição saudável acelera a instalação das torres. Quem ganha é o cidadão do campo”, afirma.
Modelo que inspira outros estados
Além dos ganhos sociais, o impacto econômico também é relevante. De acordo com o coordenador do projeto, estudos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) estimam que apenas os acordos com duas operadoras de telefonia – a TIM e a Claro – gerarão R$ 2 bilhões em retorno para o estado do Paraná, além de cerca de 40 mil empregos formais e informais e arrecadação de R$ 213 milhões em ICMS.
O projeto ainda está em andamento. Até 2026, a expectativa é que todas as localidades rurais do Paraná estejam conectadas. A estratégia já desperta interesse de outros estados, como Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Piauí, que buscam entender a experiência paranaense.
Agrônomo e também teólogo, Júlio fala do projeto com a paixão de quem enxerga nele quase uma missão pessoal. “Cada torre que se ergue é como se fosse uma vitória. Eu vibro, porque sei que ali a gente está levando vida, dignidade, igualdade. Internet no campo não é luxo. É oxigênio.”
FONTE: Julio César e Lincoln
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