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Educação

Barack Obama promove ações antirracista no camarote Lapa na Sapucaí, durante desfile das escolas de samba

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Na contagem regressiva para o carnaval fora de época, no Rio de Janeiro, os foliões que assistirem aos desfiles das escolas do Grupo Especial serão convidados a fazer uma importante reflexão sobre questões políticas e sociais do Brasil e do mundo. Racismo, crise financeira, desigualdade social e corrupção, estão entre as discussões do cotidiano que chegaram aos enredos dentro da avenida do samba, e também nos camarotes. Liderados pelo escritor e internacionalista Henrique Barack Obama, o Camarote Lapa receberá nos dias 22, 23 e 30 de abril ações em prol da inclusão social, combate ao preconceito e empoderamento de Africanos e Afrodescentendes.

A iniciativa faz parte do projeto “BLACKDM”, criado e desenvolvido por Henrique, brasileiro Embaixador do Movimento Afro Desenvolvimentista que ganhou fama internacional por sua grande semelhança ideológica com o ex-presidente do Estados Unidos, Barack Obama. Previsto para ser lançado oficialmente no dia 25 de maio de 2022, a ação neste primeiro momento, além de apresentar o carnaval carioca para o mundo, também contará com o seminário “Transformando escravizados em senhores”, a conferência mundial da Diáspora Africana, entre outras ações. “É um ato histórico para o carnaval carioca, que pela primeira vez terá um dos camarotes na Marques de Sapucaí, que se propõe a ir muito além da diversão e da Cultura do Carnaval, atuando diretamente no ativismo”, comemora Henrique.

O projeto, de acordo com ele, conta ainda com uma metodologia que busca desenvolver um conjunto de ferramentas tecnológicas, que proporcionará o ensino para promover a qualificação profissional, e o desenvolvimento de pessoas na modalidade EAD. Além de mecanismos que fundamentada nos 16 pilares das atividades proporcionará aos países do continente africano, implementarem um novo modelo econômico utilizando o advento das Criptomoedas. Além de sistemas para desenvolver o agronegócio, melhorar a genética de gados, produção de frangos, ovinos, suínos, etc. O que, segundo Henrique Barack Obama, proporcionará aos países a se desenvolverem tecnologicamente, inclusive, realizando exploração das atividades de mineração de forma sustentável, fomentando o turismo e gerando emprego e renda através de jogos online e presencial, entre outras dezenas de oportunidades que serão disponibilizadas no avanço das relações.

“Depois que sofri um ataque racista, cheguei à conclusão que enquanto houver no rico e poderoso continente africano, negros pobres, subdesenvolvidos, sem acesso a novas tecnologias, e sem conhecimento para fazer uso de suas riquezas inexploradas para o benefício do povo negro. Nós negros, afrodescendentes, não seremos reconhecidos em igualdade por mais empoderado que sejamos. Ainda mais, que a grande maioria de nós, O POVO PRETO, que sobrevivemos as atrocidades cometidas aos nossos ancestrais no passado recente, fomos de certa forma encurralados na limitação através da desvantagem social”, explica Henrique Barack Obama.

E continua: “Antes dos invasores já tínhamos milhares de anos com a nossa própria cultura, e sempre fomos organizados em tribos. NUNCA SEREMOS VÍTIMAS! Pois temos DNA dos verdadeiros guerreiros. Todos os momentos que dizem buscar reparação social/histórica, sempre discursam nos conduzindo como direito de “minorias”. Como nós negros podemos ser minoria? Somos africanos e afrodescendentes, com ligações e laços inseparáveis! Independentemente de onde nascemos, ou estejamos, estamos ligados a mais de 2 bilhões de negros. Temos um continente inteiro só nosso. E como podem tentar fazer de quase 1/3 do planeta ser “uma minoria?” SOMOS UMA DAS MAIORES RAÇAS DO MUNDO!”, conclui.

Sobre Henrique Barack Obama:

Empresário, consultor, escritor, jornalista, empreendedor social e internacionalista, Cláudio Henrique Barack Obama se destaca pela versatilidade que imprime suas ideias e projetos baseados na sua experiência profissional e de vida. Isso tudo associado a um nível de conhecimento diversificado, preservando a sua simplicidade devido a sua origem e com grande preocupação com a sociedade em geral. Isso faz com que seus projetos, ideias e ideais alcancem o bem estar social, independente de nacionalidade, raça, cor ou credo.

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Cultura

Anistia?

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A anistia é um instrumento jurídico que permite ao Estado perdoar determinados crimes, extinguindo a punibilidade ou impedindo que o autor seja responsabilizado. Geralmente, esse tipo de medida é utilizado em contextos políticos — períodos de transição democrática, tensões sociais, conflitos internos ou momentos de grande polarização.

Para especialistas, a anistia cumpre uma função importante para reconstrução institucional, mas também pode gerar debate por seus limites e consequências.

 

 Anistia Ampla: um perdão sem fronteiras legais

A anistia ampla é aquela que atua de forma abrangente, “cobrindo” a maioria — ou até a totalidade — dos envolvidos em um período de conflito político ou social. Ela não diferencia autorias, motivações ou tratamentos.

Características da anistia ampla

  • Abrange quase todos os crimes cometidos em um contexto específico.
  • Beneficia tanto opositores políticos quanto agentes estatais.
  • Pode incluir crimes graves, dependendo da lei aprovada.
  • Normalmente é pensada como parte de um processo rápido de pacificação.

No Brasil, o exemplo mais conhecido é o da Lei de Anistia de 1979, promulgada durante o regime militar. Apesar de ter sido celebrada por permitir o retorno de exilados e libertar presos políticos, a lei também beneficiou agentes da repressão, gerando críticas que permanecem até hoje.

Especialistas em direitos humanos afirmam que a amplitude da medida acabou dificultando investigações sobre violações graves, como tortura e desaparecimentos forçados.

📣 O que dizem os especialistas?

Segundo juristas, a anistia ampla costuma “apagar” o passado de forma mais brusca, o que pode ajudar na restauração institucional, mas também impedir processos de reconciliação baseados no esclarecimento da verdade.

 

Anistia Restrita: limites e critérios mais rigorosos

A anistia restrita é diferente. Trata-se de uma forma de perdão mais controlada, aplicável a grupos específicos ou a certos tipos de delitos.

Características da anistia restrita

  • Só perdoa crimes selecionados pela lei.
  • Normalmente exclui crimes graves, como:
    • tortura
    • homicídio qualificado
    • estupro
    • terrorismo
  • Pode exigir critérios como reparação, colaboração com a Justiça ou confissão.

Esse modelo busca equilibrar o desejo de pacificação com a necessidade de responsabilização, evitando que pessoas envolvidas em crimes graves fiquem impunes.

🧭 Quando a anistia restrita é aplicada?

Em processos de transição democrática de diversos países — como Chile, Argentina e África do Sul — modalidades de anistia restrita foram utilizadas junto a comissões de verdade, permitindo que o país avançasse sem abrir mão da memória histórica.

 

 A disputa entre o “esquecer” e o “lembrar”

A discussão entre anistia ampla e restrita não é apenas jurídica — ela representa um choque entre dois caminhos políticos:

Caminho 1: pacificação rápida

  • O foco é “virar a página”.
  • Evita conflitos e tensões institucionais.
  • Tende à anistia ampla.

Caminho 2: justiça e responsabilização

  • O foco é esclarecer o passado.
  • Exige investigação e reconhecimento de erros.
  • Tende à anistia restrita.

No Brasil, as disputas sobre qual modelo é mais adequado costumam refletir o clima político de cada época. Em momentos de polarização, o debate volta com força.

 

 

Maria Helena Duarte, professora de Direito Constitucional:
“Toda anistia é um ato político. A diferença está no grau de responsabilidade que a sociedade está disposta a assumir sobre seu próprio passado.”

Rafael Motta, pesquisador de Direitos Humanos:
“A anistia ampla pode impedir que a sociedade compreenda a dimensão das violações cometidas. Já a restrita permite avançar com mais equilíbrio, sem apagar a necessidade de justiça.”

 

Linha do tempo resumida das anistias no Brasil
  • 1979: Lei da Anistia — ampla, geral e irrestrita; marco do processo de abertura política.
  • Anos 1990–2000: Debates sobre a revisão da lei, especialmente em casos de violações graves.
  • Anos recentes: O tema ressurge em discussões políticas contemporâneas, reacendendo debates sobre responsabilidade e limites do perdão estatal.

 

 Conclusão

Compreender a diferença entre anistia ampla e restrita é essencial para entender como o Brasil — e qualquer sociedade — lida com períodos de conflito e transição. Enquanto a anistia ampla busca pacificação imediata, a restrita tenta equilibrar perdão e justiça, preservando a memória coletiva.

O debate permanece vivo, e sua evolução depende tanto do ambiente político quanto da capacidade do país de refletir sobre seu passado sem medo de encarar as próprias contradições.

 

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Cultura

MOX MÍDIA – Soluções Digitais Inteligentes para administração de empresas.

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Cultura

Projeto paranaense leva acesso à internet para comunidades excluídas do mapa digital.

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Política inovadora troca ICMS por instalação de torres de transmissão e conecta mais de 300 mil pessoas em um ano.

 

Vencedor do Prêmio Espírito Público, na categoria Gestão e Transformação Digital, o Programa de Conectividade Rural do Paraná enfrentou uma das principais lacunas do desenvolvimento no estado: a exclusão digital em áreas remotas. Com 98% do território paranaense situado em zona rural, um levantamento realizado em 2023 identificou cerca de 920 localidades sem qualquer acesso à telefonia ou internet, atingindo vilas, assentamentos, comunidades quilombolas e pequenos povoados fora do radar das grandes operadoras, que não viam retorno financeiro para investir.

Sem acesso, agricultores enfrentavam dificuldades para receber crédito; jovens precisavam caminhar quilômetros para conseguir sinal e estudar; famílias ficavam sem falar com os filhos que migraram para as cidades. O projeto nasceu nesse cenário em 2023, e rapidamente se consolidou como política do estado. Em um ano, a cobertura rural saltou de 51,45% para 61,17%, beneficiando diretamente mais de 300 mil pessoas.

 

Hoje, envolve 17 órgãos do governo e adotou metodologias modernas de gestão, como Business Intelligence (BI), Análise Hierárquica de Processos (AHP) e design thinking, para priorizar áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com predominância de agricultura familiar, rios, matas e alta vulnerabilidade social.

Para o engenheiro agrônomo Julio Cesar de Oliveira, coordenador de Políticas Públicas de Inovação do Paraná, o acesso à internet deixou de ser um diferencial para se tornar um direito básico. “Hoje, a internet é como água e oxigênio: é vida, é um direito. Levamos conectividade com o objetivo de garantir cidadania.”

A grande inovação do projeto foi criar mecanismos inéditos de fomento e de financiamento. Em vez de depender de orçamento público, o Paraná criou um regime especial de compensação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que atraiu investimentos privados. Assim, créditos de impostos foram convertidos em infraestrutura feita por investimentos privados.

A estratégia deu certo: a TIM já se comprometeu a instalar 116 torres de transmissão; a Claro, 382; e a Vivo outras 411 torres. No total, serão quase 900 novas estruturas até 2027, sem gasto direto do Tesouro estadual. Dessas, cerca de 500 torres já estão em funcionamento.

Júlio apelida essa estratégia de “corrida do bem”. “Brinco com as operadoras: ‘Vocês vão deixar a concorrente ser a primeira do estado?’ Essa competição saudável acelera a instalação das torres. Quem ganha é o cidadão do campo”, afirma.

Modelo que inspira outros estados

Além dos ganhos sociais, o impacto econômico também é relevante. De acordo com o coordenador do projeto, estudos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) estimam que apenas os acordos com duas operadoras de telefonia – a TIM e a Claro – gerarão R$ 2 bilhões em retorno para o estado do Paraná, além de cerca de 40 mil empregos formais e informais e arrecadação de R$ 213 milhões em ICMS.

O projeto ainda está em andamento. Até 2026, a expectativa é que todas as localidades rurais do Paraná estejam conectadas. A estratégia já desperta interesse de outros estados, como Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Piauí, que buscam entender a experiência paranaense.

Agrônomo e também teólogo, Júlio fala do projeto com a paixão de quem enxerga nele quase uma missão pessoal. “Cada torre que se ergue é como se fosse uma vitória. Eu vibro, porque sei que ali a gente está levando vida, dignidade, igualdade. Internet no campo não é luxo. É oxigênio.”

 

FONTE: Julio César e Lincoln

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