Cultura

Exposição Arte em Cartaz – 22 Anos de Goiânia Mostra Curtas celebra a cultura visual contemporânea

Publicado

em

A Vila Cultural Cora Coralina recebe a exposição Arte em Cartaz – 22 Anos de Goiânia Mostra Curtas, sendo 22 cartazes desenvolvidos por artistas visuais e designers ao longo da história do festival

A Exposição Arte em Cartaz – 22 Anos de Goiânia Mostra Curtas, com curadoria de Gilmar Camilo, marca o lançamento oficial da 22ª Goiânia Mostra Curtas. A abertura da exposição será dia 14 de setembro (quinta), às 19h, na Vila Cultural Cora Coralina, Sala Sebastião Barbosa, e ficará aberta ao público para visitação até dia 8 de outubro. O público poderá conferir a história em cartaz do festival e conhecer os artistas visuais e designers que fizeram parte dessa trajetória. Essa programação faz parte da 22ª edição que acontecerá entre os dias 3 e 8 de outubro de 2023.

Criada em 2001, ano de sua primeira edição, a Goiânia Mostra Curtas chega aos vinte dois anos como festival de cinema dedicado ao audiovisual brasileiro mais longevo em atividade no estado de Goiás, tendo neste período histórico centenas de filmes exibidos para milhares de espectadores, formando plateias, aficionados e trazendo reconhecimento ao talento de realizadores, diretores, roteiristas, atores, fotógrafos e técnicos profissionais na indústria da sétima arte.

Este ano, a arte do cartaz da 22ª Goiânia Mostra Curtas, deriva de uma obra da série “A marcha”, de autoria do artista visual Talles Lopes. Um exercício indisciplinado de cartografia, um gesto de rebeldia contra a domesticação espacial do planeta Terra. Recriação, reinvenção, reparação. E a identidade visual é do designer Igor Augstroze.

Partindo da revisão de arquivos, atlas, projetos arquitetônicos e catálogos de exposições, o artista vem se dedicando a investigar a paisagem construída na periferia do pensamento moderno no Brasil, bem como as suspeitas relações entre o imaginário de modernidade e as heranças coloniais.

“Acredito que a investigação poética em torno das obras em ‘A marcha’ converge com as questões levantadas pela Goiânia Mostra Curtas na medida em que ambos, propõe uma reavaliação crítica de perceber os limites e as contradições das representações hegemônicas do Brasil, bem como dialogar e promover as várias perspectivas de mundo que constituem os brasis para além de suas representações”, reflete Talles Lopes.

O cartaz, ao longo de sua longínqua história, exerce um forte apelo estético e visual no espectador/leitor. Das primeiras xilogravuras sobre madeiras, datadas do século XV, até as técnicas de impressão e uso de novos suportes, tendo o papel como meio absoluto das escolhas para sua execução, no século XIX, a comunicação evoluiu, incorporando imagens e se transformando em uma peça gráfica de grande importância para a publicidade e a arte.

“Assim, confirmando sua ambição e vocação estética, a GMC reúne pela primeira vez, 22 cartazes com criações originais de 17 artistas visuais contemporâneos, produzidas especificamente para cada edição do festival; projetando para gerações a obra de criadores emergentes e consagrados que vivem e trabalham no ofício da arte em Goiás”, detalha a diretora do festival, Maria Abdalla.

Além de celebrar a história do cartaz como forte artigo de comunicação, a exposição também aborda o impacto da imagem eletrônica e digital na cultura visual contemporânea. “Em um mundo bombardeado sistematicamente por imagens que alteram nossa percepção, as obras expostas convidam o público a refletir sobre como a arte traduz nosso tempo e oferece diferentes formas de fruição ao espectador”, defende o curador Gilmar Camilo.

Sobre a GMC
A 22ª Goiânia Mostra Curtas acontecerá de 3 a 8 de outubro de 2023 no Teatro Goiânia, organizada e realizada pelo Icumam Cultural, com mais de duas décadas de história. Exibirá 76 filmes em cinco mostras, incluindo as competitivas Curta Mostra Brasil, Curta Mostra Goiás e Curta Mostra Animação, além da 21ª Mostrinha, especialmente voltado para público infanto-juvenil. A programação inclui também a mostra não competitiva Curta Mostra Especial – De Lugar Nenhum, e ações de formação, cursos, Laboratório de Roteiros Audiovisuais, masterclass, debate, encontros e homenagem. Também celebra a exposição Arte Em Cartaz – 22 Anos de Goiânia Mostra Curtas, ressaltando a contribuição do festival na democratização audiovisual, capacitação profissional e formação de público para o cinema nacional.

Parceiros
Esta 22ª edição, em 2023, é uma realização do Icumam Cultural e Instituto, do Governo do Estado de Goiás e Secretaria de Estado de Cultura de Goiás por meio do Programa Goyazes 2022. Conta com patrocínio da Rodonaves Transportes e apoio institucional da Prefeitura de Goiânia por meio da Lei de Incentivo à Cultura de Goiânia, apoio do Sebrae Goiás, Paradiso Multiplica e Vila Cultural Cora Coralina.

Serviço

ARTE EM CARTAZ – 22 ANOS DE GOI NIA MOSTRA CURTAS celebra a cultura visual contemporânea

EXPOSIÇÃO
14 de setembro (quinta) – abertura às 19h
Sala Sebastião Barbosa
Vila Cultural Cora Coralina

A exposição estará aberta ao público para visitação até 8 de outubro de 2023

22ª Goiânia Mostra Curtas
Teatro Goiânia
Av. Tocantins, Centro – Goiânia – GO
3 a 8 de outubro de 2023
Gratuito

Continue lendo
Clique para comentar

Responder

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Cultura

A nova era do bolsonarismo. À consolidação de uma força política.

Publicado

em

De

O bolsonarismo entrou em uma nova fase. O movimento político que ganhou força a partir da ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República agora enfrenta um dos momentos mais decisivos de sua história: provar que consegue manter influência eleitoral mesmo sem a presença de seu principal líder nas urnas.

 

A eleição de 2026 mostrou que o bolsonarismo deixou de depender exclusivamente de Jair Bolsonaro como candidato. O movimento passou a funcionar também como uma estrutura política, eleitoral e familiar, com forte presença no Congresso Nacional e capacidade de mobilização em diferentes regiões do país.

 

DA LIDERANÇA PESSOAL À SUCESSÃO POLÍTICA

 

Jair Bolsonaro continua sendo uma referência central para seu campo político, mas sua situação jurídica alterou profundamente o cenário. O Supremo Tribunal Federal manteve a condenação do ex-presidente a 27 anos e três meses de prisão no processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, tornando sua participação direta na disputa presidencial ainda mais limitada.

 

Nesse contexto, a eleição de 2026 passou a representar também um teste de sucessão.

 

Flávio Bolsonaro, senador e filho do ex-presidente, assumiu o protagonismo da candidatura presidencial do grupo. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo resultados reportados pela Reuters. A disputa foi encaminhada para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

 

O resultado transformou a eleição em algo maior do que uma simples disputa entre dois candidatos. Ela passou a ser interpretada também como um teste sobre a capacidade de sobrevivência e transformação do bolsonarismo.

 

UM MOVIMENTO QUE GANHOU FORÇA NO CONGRESSO

 

Um dos principais sinais dessa transformação está no Legislativo.

 

O Partido Liberal, principal legenda do campo bolsonarista, ampliou significativamente sua presença no Senado e na Câmara dos Deputados. Segundo levantamento divulgado pela Reuters, o partido passou de 15 para 28 cadeiras no Senado e poderá contar com 121 deputados na Câmara, contra 98 anteriormente.

 

Esse crescimento representa uma mudança importante na relação de forças dentro de Brasília.

 

Mesmo que a Presidência da República seja ocupada por outro grupo político, uma bancada conservadora fortalecida poderá influenciar a agenda nacional, as votações no Congresso, as discussões econômicas e as pautas relacionadas à segurança pública, costumes e organização do Estado.

 

O bolsonarismo, portanto, passa a disputar poder não apenas pela Presidência, mas também pelo Congresso.

 

A FAMÍLIA COMO ESTRUTURA POLÍTICA

 

Outro elemento característico dessa nova fase é a presença de integrantes da família Bolsonaro em diferentes espaços da política nacional.

 

A força eleitoral do grupo familiar passou a funcionar como uma espécie de rede política. A estratégia permite que o sobrenome Bolsonaro continue presente em eleições para diferentes cargos, mesmo diante das limitações jurídicas enfrentadas pelo ex-presidente.

 

Esse fenômeno também levanta uma questão para os próximos anos: o bolsonarismo continuará sendo identificado principalmente com Jair Bolsonaro ou conseguirá se transformar em uma corrente política mais ampla, capaz de sobreviver à liderança original?

 

MAIS DO QUE UM NOME, UMA IDENTIDADE POLÍTICA

 

O bolsonarismo construiu, ao longo dos últimos anos, uma identidade política própria.

 

Entre seus principais elementos estão a valorização das pautas conservadoras, a defesa de posições mais rígidas na área de segurança pública, o discurso de redução da influência do Estado em determinadas áreas da economia e uma forte oposição ao campo político liderado pelo PT.

 

A comunicação digital também teve papel fundamental nessa construção.

 

Redes sociais, grupos de mensagens e plataformas digitais permitiram ao movimento criar canais próprios de comunicação com seus eleitores, reduzindo a dependência dos meios tradicionais de comunicação.

 

Essa estrutura permanece ativa e representa um dos principais ativos políticos do movimento.

 

O DESAFIO DA RENOVAÇÃO

 

A nova fase, entretanto, também traz desafios.

 

Sem Jair Bolsonaro como candidato presidencial, seus sucessores precisarão conquistar eleitores para além do núcleo mais fiel do movimento.

 

Flávio Bolsonaro terá de demonstrar que consegue transformar a força política associada ao sobrenome Bolsonaro em uma candidatura com identidade própria e capacidade de dialogar com setores mais amplos do eleitorado.

 

Ao mesmo tempo, o campo conservador terá de lidar com diferentes lideranças que disputam espaço dentro da própria direita.

 

A existência de governadores, parlamentares e outras lideranças conservadoras mostra que o futuro desse campo político poderá ser mais fragmentado do que durante o período de maior concentração da liderança em Jair Bolsonaro.

 

UM NOVO CICLO

 

A eleição de 2026 sugere que o bolsonarismo não desapareceu com a saída de Jair Bolsonaro da disputa presidencial.

 

Ao contrário, os resultados eleitorais indicam que o movimento conseguiu preservar uma parcela significativa de sua força e ampliou sua presença institucional.

 

A grande mudança está justamente aí: o bolsonarismo começa a deixar de ser apenas o movimento de um presidente para se transformar em uma corrente política com sucessores, bancadas, estruturas partidárias e uma identidade eleitoral própria.

 

O resultado do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula será decisivo para determinar o tamanho dessa transformação. Independentemente do resultado presidencial, porém, uma conclusão já se apresenta: o bolsonarismo entrou em uma nova era, na qual a disputa pelo seu legado será tão importante quanto a disputa pelo poder.

 

FONTE :  Volnei Barboza

Continue lendo

Celebridades

Ejoy Brasil, por Rodrigo Zanardi, leva o extraordinário Selo Black a Jurerê Internacional em edição histórica que promete atrair turistas de todo o Brasil na véspera de feriado.

Publicado

em

De

Um novo capítulo se inicia para a Ejoy Brasil. Sob o comando de Rodrigo Zanardi, o projeto traz o extraordinário Selo Black para Jurerê Internacional, em Florianópolis, prometendo uma edição histórica na véspera de feriado.

A data estratégica aumenta a expectativa de reunir turistas de todo o Brasil, além de personalidades e um público bonito, diverso e cheio de estilo, criando uma atmosfera cool, sofisticada e descontraída, que promete movimentar a cena do entretenimento na capital catarinense.

A experiência ganha ainda mais destaque com um line-up especial, que reúne um dos melhores DJs do Brasil, prometendo música de qualidade, energia contagiante e uma pista vibrante do início ao fim.

Com a união da Ejoy Brasil e do Selo Black, a proposta é proporcionar uma experiência diferenciada, marcada por música, encontros e muita personalidade, colocando Jurerê Internacional no centro das atenções em uma ocasião especial.

Florianópolis se prepara para receber visitantes de diferentes regiões do país em uma edição que promete entrar para a história da Ejoy Brasil.

 

Continue lendo

Celebridades

Acupuntura e seus benefícios, Dr. Volnei Barboza.

Publicado

em

De

As crenças iniciais da acupuntura se baseavam em conceitos que são comuns na medicina tradicional chinesa, como uma energia da vida chamada qi

 

Acreditava-se que o qi fluía dos órgãos primários do corpo (órgãos zang fu) para tecidos “superficiais” do corpo como pele, músculos, tendões, ossos e juntas através de canais chamados meridianos. Os acupontos se localizam, quase sempre, ao longo dos meridianos Os que não se localizam ao longo dos meridianos são chamados extraordinários, e aqueles que não têm localização específica são chamados pontos a-shi.

 

Os acupontos propriamente ditos ficam sob a pele, não na superfície, e para que sejam estimulados devidamente e com segurança, as agulhas são introduzidas em diferentes graus de inclinação conforme o caso. Yintang, por exemplo, um acuponto localizado entre as sobrancelhas, deve ser punturado perpendicularmente em relação à pele no sentido do topo da cabeça para baixo, pinçando-se a pele levemente entre os dedos no momento da introdução da agulha; VB30, por outro lado, um ponto localizado em ambas as nádegas, deve ser punturado profundamente em ângulo de 90º.

 

O sentido das agulhas, o tempo e a forma de estimulação também podem variar conforme o tratamento específico. Condições de excesso (de chi ou de xué) são tratadas com estimulações menos vigorosas e pouco demoradas, ao passo que condições de vazio ou deficiência pedem manobras de entrada e retirada (não se retira totalmente a agulha, apenas se dá pequenos solavancos para cima e para baixo), fricção (na parte áspera da agulha), giros de um lado para outro ou mesmo pequenos petelecos na ponta exposta da agulha.

 

É costume também utilizar um “mandril” para inserir as agulhas. Trata-se de um pequeno tubo plástico descartável dentro do qual corre a agulha. A leve pressão da ponta do mandril sobre a pele ajuda a reduzir a dor da entrada, mas acupunturistas muito experientes muitas vezes optam por inserir a agulha em um movimento rápido à mão livre até a profundidade indicada, o que não é possível com o mandril (a diferença entre o comprimento do mandril e da agulha é o quanto se conseguirá inserir da agulha no primeiro movimento).

 

Sensação de qi

De-qi (Chinês: 得气; pinyin: dé qì; “chegada de qi”) se refere a uma alegada sensação de torpor, distensão ou formigamento elétrico no local da agulha. Se essa sensação não ocorre, então se justifica dizendo que o acuponto não foi localizado corretamente, ou a agulha não foi inserida na profundidade correta, ou houve manipulação inadequada. Se o de-qi não é imediatamente sentido no local de inserção da agulha, várias técnicas de manipulação costumam ser empregadas para promovê-la, como arrancar, sacudir e tremer.[61]

 

Uma vez que o de-qi é observado, técnicas podem ser utilizadas para “influenciar” o de-qi: por exemplo, através de certa manipulação, o de-qi pode, supostamente, ser transferido do local da agulha para locais mais distantes do corpo. Outras técnicas objetivam “tonificar” (chinês: 补; pinyin: bǔ) ou “sedar” (chinês: 泄; pinyin: xiè) o qi.

As primeiras técnicas são usadas em padrões de deficiência, as últimas em padrões de excesso de energia.[61] O de-qi é mais importante na acupuntura chinesa, enquanto os pacientes ocidentais e japoneses podem não considerá-lo uma parte necessária do tratamento.[52]

 

Práticas relacionadas

 

Do-in, uma forma não invasiva de trabalho corporal, usa pressão física aplicada aos acupontos por meio das mãos, dos cotovelos ou de outros instrumentos.A acupuntura é, frequentemente, acompanhada de moxabustão, a queima de preparações cônicas de moxa (feitas a partir de várias espécies do gênero Artemisia secas) sobre ou próximo à pele, frequentemente porém nem sempre em acupontos ou próximo a eles. Tradicionalmente, a acupuntura é usada para tratar doenças agudas, enquanto a moxabustão é usada para tratar doenças crônicas.

A moxabustão pode ser direta (o cone é colocado diretamente sobre a pele e permite-se que ele queime a pele, produzindo uma bolha e, eventualmente, uma cicatriz) ou indireta (o cone é colocado sobre uma fatia de alho, gengibre ou outro vegetal, ou um cilindro de moxa é mantido acima da pele, perto o bastante para aquecer ou queimar a pele).

Ventosaterapia é uma antiga forma chinesa de medicina alternativa na qual é criada uma sucção local sobre a pele; os praticantes acreditam que isso mobiliza um curativo fluxo de sangue.

Eletroacupuntura é uma forma de acupuntura na qual as agulhas são ligadas a um aparelho que gera pulsos elétricos contínuos (isso já foi descrito como, essencialmente, estimulação nervosa elétrica transdermal TENS mascarada como acupuntura).

Acupuntura de agulha de fogo é uma técnica que envolve a rápida inserção de agulhas aquecidas por fogo em partes do corpo.

Sonopuntura é uma estimulação do corpo similar à acupuntura usando som ao invés de agulhas.  Isso pode ser feito usando transdutores que emitam ultrassom a uma profundidade de oito a seis centímetros em acupontos da pele. Alternativamente, pode ser usado um diapasão ou outros aparelhos emissores de som.

Injeção em acupontos é a injeção de várias substâncias (como remédios, vitaminas ou extratos herbais) nos acupontos.  Essa técnica combina acupuntura tradicional com a injeção de uma dose efetiva de um remédio aprovado, e seus defensores sustentam que ela é mais eficiente que qualquer tratamento isolado, especialmente para o tratamento de alguns tipos de dor crônica. Entretanto, um estudo de 2016 revelou que a maior parte dos trabalhos publicados sobre o tema era de pouco valor devido a problemas metodológicos, e que testes em escala mais ampla seriam necessários para chegar a conclusões mais precisas.

Com base no conceito de microssistemas de acupuntura e sob os mesmos fundamentos da medicina tradicional chinesa que caracterizam a acupuntura, se desenvolveram técnicas explorando as possibilidades terapêuticas de regiões específicas do corpo como o pavilhão auricular (orelha) e as mãos.

Dentre estas, a mais antiga e difundida é a auriculopuntura ou auriculoterapia, já registrada no Neijing (500-300 a.C.). Tal técnica conta hoje com mais de uma escola: a chinesa clássica e a francesa, tendo sido esta última fundada pelo neurocirurgião francês Paul Nogier em 1957. Bem mais recente, o microssistema de acupuntura dos pontos das mãos – Korio Soo-Ji-Chim (Acupuntura de Mão, Coreana) foi desenvolvida apenas em 1975, por Tae Woo Yoo.[75] Os microssistemas são identificados seguindo a mesma lógica da reflexologia, ou seja, uma determinada área do corpo traz pontos reflexos de todo o corpo. Na auriculoterapia, por exemplo, visualiza-se um feto invertido sobre o pavilhão auricular para saber a que parte do corpo se refere cada região da orelha. Não há evidência científica, no entanto, de que a auriculoterapia possa curar doenças. A acupuntura do couro cabeludo, desenvolvida no Japão, é baseada em considerações reflexológicas do couro cabeludo.

A acupuntura cosmética é o uso da acupuntura numa tentativa de reduzir as rugas do rosto.

A acupuntura de veneno de abelha é a injeção de veneno de abelha purificado e diluído nos acupontos.

 

Colin A. Ronan, em sua “História ilustrada da ciência da Universidade de Cambridge”, assinala o período histórico de surgimento/consolidação de algumas das ideias básicas da ciência chinesa que eventualmente levaram ao desenvolvimento da técnica da acupuntura, como a concepção de Yin / Yang (陰陽) no princípio do século IV a.C. e a teoria dos Cinco elementos Wu Xing (五行), entre 370 e 250 a.C. por Tsou Yen (Zou Yan), o membro mais destacado da Academia Chi-Hsia (Zhi-Xia) do príncipe Hsuan (Xuan).

 

Na medicina tradicional chinesa, a doença é, geralmente, percebida como uma desarmonia em energias como yin, yang, qi, xuĕ, zàng-fǔ e meridianos, e na interação entre o corpo e o ambiente.[62]:77 A terapia se baseia em quais “padrões de desarmonia” podem ser identificados.[80][81]:1 Por exemplo, acredita-se que algumas doenças são causadas quando meridianos são invadidos por excesso de frio, vento e umidade.[81]:169-73 Visando a determinar qual é o padrão existente, os praticantes examinam itens como cor e formato da língua, a força relativa dos pontos de pulsação, o odor da respiração, a qualidade da respiração e o som da voz.[82][83] A medicina tradicional chinesa não diferencia claramente causa e efeito dos sintomas.[84]

 

FONTE: http://drvolneibarboza.com.br/

 

Continue lendo
Propaganda

Destaque