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Cinema

1° SÃO PAULO FOOD FILM FEST – Festival de Cinema e Gastronomia traz filmes e degustações ( GRATUITO) _ abre 5/10/2022.

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Filme: "A Festa de Babette". Foto: Divulgação.

*entre os dias 05 e 12 de outubro, o público poderá se emocionar e deliciar com mais de 40 filmes de 15 países

* evento traz debates e degustações de pratos inesquecíveis do cinema após algumas das exibições presenciais

* oficinas para o público infantil que será convidado a colocar a mão na massa e a entender como funcionam animações em stop motion

 * na programação obras como “A Festa de Babette”, “Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete”, “Estômago”, “A Grande Ceia Quilombola”, entre outros

A partir do dia 05 de outubro acontecerá o primeiro SÃO PAULO FOOD FILM FEST, que marca o Mês da Alimentação. A celebração foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de envolver os governos e a população na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza.  “Nosso propósito é trazer, através do cinema, temas urgentes para discussão sem deixar de promover a experiência sensorial que a gastronomia traz”, conta Daniela Guariba. “Um Festival para comer com os olhos e também alimentar a alma. Afinal, comida é cultura!”, completa André Henrique Graziano, idealizadores do evento.

Entre os dias 05 e 12 de outubro, o público poderá se emocionar e deliciar com mais de 40 filmes de 15 diferentes países, clássicos da ficção e documentários contemporâneos ligados à comida, à cultura e aos sistemas agroalimentares. Os filmes serão exibidos de forma híbrida e gratuita em São Paulo (Espaço Itaú Augusta – Anexo e Cinemateca Brasileira) ao longo da jornada, os espectadores terão a oportunidade de participar de ciclos de debates, além de degustações de pratos inesquecíveis do cinema após algumas das exibições presenciais. Já o público de casa poderá assistir os filmes através da plataforma oficial  https://www.belasartesalacarte.com.br.

Completam a programação do evento algumas oficinas para o público infantil que será convidado a colocar a mão na massa e a entender como funcionam animações em stop motion.

O Festival

O evento comemora os 35 anos do filme “A Festa de Babette”, baseado na obra de Isak Dinesen, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988. O clássico se passa numa remota aldeia Dinamarquesa, dominada por uma tradição puritana, onde duas irmãs solteiras recordam com nostalgia a sua juventude. A chegada de Babette de Paris, fugindo ao terror da repressão à Comuna de Paris , mudará as suas vidas. Acolhida como empregada, anos depois, Babette ganha uma fortuna numa loteria em Paris e tem a oportunidade de corresponder à bondade e calor humano com que foi recebida, organizando uma opulenta festa com os melhores pratos e vinhos da gastronomia francesa. Sem dúvida, a obra é de encher os olhos, salivar a boca e aquecer o coração.

Porém, não é só de Europa que este Festival está recheado. A curadoria vai além e traz desde títulos japoneses, como o inusitado “Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete”, de Jûzô Itami até o marroquino “Adam”, de Maryam Touzani. No primeiro, uma comédia japonesa cult, Tampopo é uma viúva dona de restaurante determinada a dominar a arte do lámen – tradicional macarrão de origem chinesa. Em sua saga, ela é orientada por Goro, um misterioso motorista de caminhão especialista no assunto. Já o segundo, uma sensível trama que se desenrola no Marrocos, deixa emergir, além de uma atmosfera cheia de aromas de pães e doces maravilhosos, o drama das mulheres e o machismo estrutural da sociedade marroquina.

A programação ainda traz obras que falam da produção de alimentos e bebidas como “Os Cervejeiros da Vez” de Aaron Hosé,  “Brewmance: Amor pela Cerveja” de Christo Brock,  “Os Caçadores de Trufas” de Michael Dweck e  Gregory Kershaw, “O Nascimento do Saquê” de Erik Shirai, “Pão: O Milagre de Cada Dia” de Harald Friedl, entre outros.

Muitos filmes nacionais também foram selecionados para a mostra. Entre eles está “Antes do Prato” de Carol Quintanilha, uma realização do Greenpeace Brasil, o documentário vai a três regiões do Brasil e mostra uma mobilização social potente e diversa para combater a fome, gerar saúde e garantir um meio ambiente em equilíbrio para toda a população.

Outro filme que fará sua estreia nas telonas é o “A Terra e o Prato” de João Grinspum Ferraz e Fábio Meirelles, com acesso aos melhores chefs do mundo, revela como algumas das mais proeminentes figuras da gastronomia pensam a respeito das mudanças na indústria alimentar – incluindo seu território, suas diferentes culturas, sua criatividade e a forma como moldam sua relação com a natureza e a sustentabilidade.

Títulos como “Estômago”, que aborda a um só tempo, criatividade na cozinha e o pernicioso sistema carcerário brasileiro, até documentários como “A Grande Ceia Quilombola”, que retrata uma cultura repleta de saberes, que nutre respeito ao alimento e onde a comida tem um papel fundamental de coesão social, também farão parte da programação.

Os ciclos de debate

Neste momento, em que a fome volta assolar o país, atingindo 33,1 milhões de pessoas, como demonstram os dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil de 2022, os idealizadores do Festival apostam em alguns títulos com temas controversos, que visam pôr em pauta assuntos urgentes para discussão.

Os filmes “Agricultura Tamanho Família”; “À Procura de Mulheres Chefs” (The Goddesses of Food); “Quentura” e “A Grande Ceia Quilombola”; “Uma História de Desperdício” (Wasted! A Story of Food Waste) e “Cooperativa Park Slope” (Food Coop), serão exibidos online e sucedidos de mesas com convidados para debates de temas relevantes como Agricultura e Fome, Gênero na Cozinha, Comida Ancestral, Produção e Desperdício, Consumo Consciente e Economia Solidária.

O SÃO PAULO FOOD FILM FEST é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Tem a apresentação do Grupo Carrefour Brasil e apoio da Ticket, uma marca Edenred e Consigaz. É uma produção da Química Cultural. A realização é da DOC e Outras Coisas, da Secretaria Especial de Cultura e do Ministério do Turismo.

Serviço:

Exibições: de 05 a 12 de outubro de 2022 – GRATUITO

onde: salas Espaço Itaú de Cinema – Augusta – R. Augusta, 1470 – Cerqueira César Cinemateca Brasileira – Largo Sen. Raul Cardoso, 207 –  Vila Clementino

Online: Belas Artes à La Carte – https://www.belasartesalacarte.com.br/

apresentação: Grupo Carrefour Brasil

apoio: Ticket  e Consigaz

produção: Química Cultural

realização: Doc & Outras Coisas, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo

Site e redes sociais

www.spfoodfilmfest.art.br

https://www.instagram.com/spfoodfilmfest/

 48 filmes no total (31 documentários, 17 filmes de ficção)

CLÁSSICOS DA GASTRONOMIA – filmes de ficção

A 100 Passos de um Sonho

Dir. Lasse Hallström, EUA, 2014, 124′

Madame Mallory é conhecida por sua habilidade na cozinha. Dona de um restaurante famoso no sul da França, ela se vê ameaçada quando um concorrente indiano abre as portas do outro lado da rua. Eles vivem uma verdadeira guerra até que Madame Mallory conhece melhor o filho de seu adversário. Admirada pelo talento culinário do garoto, ela começa a ensiná-lo sobre a gastronomia francesa, sem que ele abandone a tradição indiana.

A Festa de Babette

Dir. Gabriel Axel, Dinamarca, 1987, 104′

Dinamarca, século XIX. Filippa e Martine são filhas de um rigoroso pastor luterano. Após a morte do religioso, surge no vilarejo Babette, uma parisiense que se oferece para ser a cozinheira e faxineira da família. Muitos anos depois, ainda trabalhando na casa, ela recebe a notícia de que ganhou um grande prêmio na loteria e se oferece para preparar um jantar suntuoso em comemoração ao centésimo aniversário do pastor. Os paroquianos, a princípio temerosos, acabam rendendo-se ao banquete de Babette.

A Grande Noite (FILME DE ABERTURA)

Dir. Campbell Scott, Stanley Tucci, EUA, 1996, 109′

Anos 50. Primo e Secondo, dois irmãos que emigraram da Itália, abrem o restaurante de seus sonhos em Nova Jersey. Mas a cozinha autêntica de Primo é muito extravagante para o paladar local e o negócio está em dificuldades. Em um último esforço para salvar o restaurante, os irmãos planejam organizar um evento com um cardápio inesquecível.

A Lancheira

Dir. Ritesh Batra, Índia, 2013, 104′

Ila, uma dona de casa de classe média, está tentando mais uma vez adicionar um pouco de tempero ao seu casamento, desta vez através de sua culinária. Ela espera desesperadamente que esta nova receita finalmente desperte algum tipo de reação de seu marido negligente. O que ela não sabe é que a lancheira especial que preparou foi entregue por engano a um funcionário do escritório, Saajan, um homem solitário à beira da aposentadoria.

Adam

Dir. Maryam Touzani, Marrocos, França, 2019, 98′

Selecionado para representar o Marrocos no Oscar, Adam conta a história da viúva Abla, dona de uma modesta padaria em Casablanca, onde vive com sua filha de oito anos. Sua rotina é interrompida pela chegada de Sâmia, uma jovem grávida à procura de um emprego e moradia. Mas ela não imaginava que, ao deixá-la entrar, sua vida mudaria para sempre.

Delicioso – Da Cozinha para o Mundo

Dir. Eric Besnard, França, 2021, 113′

Em 1789, pouco antes da Revolução Francesa, a gastronomia era um assunto da aristocracia; de fato, o prestígio de uma casa nobre dependia quase inteiramente da qualidade e reputação de sua cozinha. Quando Pierre Manceron, um chef de talento, mas recentemente demitido, decide criar um lugar de prazer e partilha aberto a todos – o primeiro restaurante! –, ele ganha clientes e inimigos.

Estômago

Dir. Marcos Jorge, Brasil, 2007, 112′

Na vida, há os que devoram e os que são devorados. Raimundo Nonato, nosso protagonista, descobre um caminho à parte: ele cozinha. E é nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e de uma prisão que Nonato vive sua intrigante história. E também aprende as regras sociais dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte – e eles sabem melhor do que ninguém qual é a parte melhor. Uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária.

First Cow – A Primeira Vaca da América

Dir. Kelly Reichardt, EUA, 2019, 122′

Em 1820, um cozinheiro solitário e habilidoso viaja para o território do Oregon, onde conhece um imigrante chinês que também busca criar sua fortuna. Logo, eles se unem em um perigoso esquema para roubar leite de uma premiada vaca local – a primeira e única em todo o território.

Julie & Julia

Dir. Nora Ephron, EUA, 2009, 123′

Baseado em uma história real, Julie & Julia conta como a vida e o livro de gastronomia de Julia Child, responsável por introduzir a sofisticada culinária francesa nos EUA, inspirou, décadas mais tarde, a jovem nova-iorquina Julie a dar uma reviravolta em sua vida ao se colocar um desafio: preparar as 524 receitas do livro ao longo de um ano.

Lámen Shop

Dir. Eric Khoo, Japão, Singapura, França, 2018, 109′

Masato é um jovem chef de lámen japonês que, cheio de dúvidas sobre a morte de seus pais e seu passado, decide embarcar em uma jornada culinária em Singapura. Lá, ele descobre muito mais do que deliciosos pratos.

O Confeiteiro

Dir. Ofir Raul Graizier, Alemanha, Israel, 2017, 105′

Thomas, um jovem e talentoso confeiteiro alemão, tem um caso com Oren, um homem israelense casado. Quando Thomas fica sabendo que o amante morreu em um acidente de carro, decide viajar a Israel atrás de respostas. Sem revelar sua identidade, ele começa a trabalhar no pequeno café de Anat, viúva de Oren. Em pouco tempo, seus doces deliciosos transformam o local em uma atração na cidade, ao mesmo tempo que atraem a ira da comunidade judaica por não se tratar de comida kosher. Mais envolvido na vida de Anat do que ele esperava, Thomas irá levar sua mentira a um ponto sem retorno. O Confeiteiro representou Israel no Oscar de 2019.

Ratatouille

Dir. Brad Bird, Jan Pinkava, EUA, 2007, 111′

Remy reside em Paris e possui um sofisticado paladar. Seu sonho é se tornar um chef de cozinha e desfrutar as diversas obras da arte culinária. O único problema é que ele é um rato. Quando se vê dentro de um dos restaurantes mais finos de Paris, Remy decide transformar seu sonho em realidade.

Sabor da Vida

Dir. Naomi Kawase, Japão, 2015, 113′

Sentaro dirige uma pequena padaria que serve dorayakis – panquecas recheadas com pasta de feijão vermelho doce (an). Quando uma senhora de idade, Tokue, se oferece para ajudar na cozinha, ele aceita a contragosto. Mas Tokue prova ter um toque de mágica quando se trata de fazer an. Graças à sua receita secreta, o pequeno negócio logo floresce e, com o tempo, Sentaro e Tokue abrem seus corações e revelam velhas feridas.

Sideways: Entre umas e Outras

Dir. Alexander Payne, EUA, 2004, 126′

Quando Jack e Miles, quarentões em crise de meia-idade e amigos mais que improváveis embarcam em uma viagem de degustação pelas vinícolas da Califórnia, a vida deles vira de ponta cabeça – e não só por causa do vinho.

Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete

Dir. Jûzô Itami, Japão, 1985, 114′

Nesta comédia japonesa cult, Tampopo é uma viúva dona de restaurante determinada a dominar a arte do lámen – tradicional macarrão de origem chinesa. Em sua saga, ela é orientada por Goro, um misterioso motorista de caminhão especialista no assunto.

Tomates Verdes Fritos

Dir. Jon Avnet, EUA, 1992, 130′

Evelyn Couch é uma dona de casa emocionalmente reprimida que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Porém, a vida dela se transforma ao conhecer Ninny Threadgoode, uma senhora vivaz de 83 anos que lhe conta histórias de seu passado – como a história de amizade entre duas mulheres, a rebelde Idgie e a doce Ruth, cozinheira de mão cheia, mas casada com um homem violento.

Vatel – Um Banquete para o Rei

Dir. Roland Joffé, França, Reino Unido, Bélgica, 2000, 103′

Em meio a inúmeras dívidas, a salvação econômica do Príncipe de Condé, nobre do século XVII, está nas mãos de seu mestre de cerimônias, François Vatel. Para conseguir recuperar o favor do rei Luís XIV – e assim se livrar de suas dívidas –, ele encarrega seu fiel servidor de preparar um suntuoso banquete que dure três dias e três noites para toda a corte de Versailles.

COZINHA CONTEMPORÂNEA – Documentários

A Grande Ceia Quilombola

Dir. Ana Stela Cunha, Rodrigo Sena, Brasil, 2017, 52′

No Quilombo de Damásio, terra doada por um senhor de engenho a três de suas escravas, o alimento tem sido secularmente cultivado e extraído da natureza de forma parcimoniosa, fazendo parte de uma estrutura social que privilegia o coletivo. O filme retrata parte dos saberes dessa cultura na qual a comida tem um papel fundamental na coesão social.

À Procura das Mulheres Chefs
Dir. Vérane Frédiani, França, Reino Unido, 2016, 90′

O mundo da gastronomia é predominantemente masculino. A diretora francesa Vérane Frédiani, autora do primeiro catálogo extenso de mulheres chefs trabalhando em restaurantes na França, nos apresenta as mulheres que estão mudando o jogo em todos os níveis. Uma jornada global que revela a força feminina na gastronomia.

A Terra e o Prato

Dir. João Grinspum Ferraz e Fábio Meirelles, Brasil, 2020, 71′

Com acesso sem precedentes aos melhores chefs do mundo, A Terra e o Prato revela como algumas das mais proeminentes figuras da gastronomia pensam a respeito das mudanças na indústria alimentar – incluindo seu território, suas diferentes culturas, sua criatividade e a forma como moldam sua relação com a natureza e a sustentabilidade.

Abrindo a Terra – O Rei da Batata

Dir. Eric Ebner, Aaron Ebner, EUA, 2019, 51′

Uma ode visualmente deslumbrante às culturas indígenas da Cordilheira dos Andes, o filme é sobre Julio Hancco, um ancião que vive nos Andes e cultiva mais de 300 variedades de batata – um verdadeiro guardião da biodiversidade. Ele representa um povo, uma cultura e um modo de vida que está se perdendo com a modernização. A cultura deles sobreviverá? Ou tudo será perdido com o último Rei da Batata?

Agricultura Guarani

Dir. Fellipe Abreu, Patrícia Moll, Brasil, 2022, 7′

No extremo sul da cidade de São Paulo, indígenas da etnia Guarani conseguiram recuperar terras degradadas, antes usadas para a monocultura de eucalipto. Após recolher, trocar e resgatar sementes de aldeias de outros estados e países, hoje eles cultivam mais de 200 variedades livres de qualquer transformação gênica. Plantar essas sementes, para os indígenas, significa fortalecer não só o físico, mas também o espírito.

Agricultura Tamanho Família

Dir. Silvio Tendler, Brasil, 2014, 59′

No Brasil, dos quase 5 milhões de estabelecimentos rurais, 4,5 milhões são ocupados por outro tipo de agricultura: a agricultura familiar, que utiliza estratégias de produção que respeitam o meio ambiente e é responsável pela produção da maior parte do alimento que chega à mesa dos brasileiros. O filme mostra as diversas formas de agricultura familiar e o quanto esse modelo de produção agrícola cria e movimenta a cultura, a produção econômica, as relações sociais e inclusive os afetos no interior do país.

Amazônia em Chamas

Dir. Michal Siewierski, EUA, 2020, 75′

O cineasta Michal Siewierski embarca em uma jornada audaciosa para expor a conexão entre os incêndios na floresta amazônica e nossas escolhas alimentares. Entre corrupção política, ganância corporativa e crimes contra as pessoas e a natureza, o filme aborda os fatos que os meios de comunicação tradicionais têm medo de cobrir.

Antes do Prato

Dir. Carol Quintanilha, Brasil, 2022, 54′

Uma realização do Greenpeace Brasil, o documentário vai a três regiões do Brasil e mostra uma mobilização social potente e diversa para combater a fome, gerar saúde e garantir um meio ambiente em equilíbrio para toda a população. Diante de um país em crise, o filme retrata como a agricultura familiar agroecológica vem criando pontes entre as cidades e o campo para propor uma revolução no atual modelo de produção e consumo de alimentos. Uma revolução em rede, conectada, solidária. E que já está em andamento.

Brewmance: Amor pela Cerveja

Dir. Christo Brock, EUA, 2021, 102′

Cinema

Filme dirigido pelo multiartista novíssimo Edgar com trilha de Pupillo estreia no Festival do Rio

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Estreia no próximo dia 06 de outubro, no Festival do Rio 2023, o primeiro curta-metragem dirigido e roteirizado pelo cantor e multiartista Novíssimo Edgar: “Erva de Gato”. O projeto, que foi filmado em 2021, foi produzido pela artista Giulia Del Bel (“As Five”, “Meu nome é Bagdá”), que também faz parte do elenco, ao lado de Grace Passô (“Praça Paris”) e Ítalo Martins (atualmente em cartaz na novela “Terra e Paixão”, da Globo). A trilha sonora foi composta pelo produtor musical, baterista, e ex-integrante da banda Nação Zumbi, Pupillo. A sessão do dia 06 será fechada para convidados, mas haverá uma exibição aberta ao público em 07/10 – mais informações serão enviadas em breve. A 25ª edição do Festival do Rio acontece de 05 a 15 de outubro.

Assista ao trailer do filme

O filme é uma obra de ficção que se passa em um Brasil separado em três fronteiras, após uma guerra civil: “Confederalismo Democrático do Nordeste”, “Sul é Meu País” e “Amazônia”. Um grupo de amigos se encontram em uma casa no “Estado Autônomo” e após uma brincadeira, despertam o espírito adormecido em corpo de gato e recebem uma missão.

“Estou muito feliz que finalmente ‘Erva de Gato’ será apresentado ao mundo”, afirmou Edgar. “Tenho muito orgulho desse trabalho, que foi feito com muito carinho e dedicação por tanta gente. Acho que ele não poderia ter uma estreia melhor do que no Festival do Rio, um evento tão importante para a nossa cultura.”

Artista brasileiro, Novíssimo Edgar nasceu na periferia de Guarulhos, São Paulo em 1993. Atualmente vive e trabalha nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Poeta, artista plástico, compositor, performer, sua obra transborda autenticidade e liberdade, passando por diversos suportes e segmentos de pesquisas de metalinguagens e transmídia. Além da parceria musical com Elza Soares, tem participações com João Donato, Céu e Baiana System. Ganhou dois prêmios como artista revelação no ano de 2018, pela SIM e pela APCA, e recebeu o prêmio Zumbi dos Palmares da Legislação de São Paulo pela sua influência na luta anti-racista em 2019. 

“Realizar este curta acho é tanto uma realização pessoal e profissional, quanto coletiva”, comentou Edgar. “Creio que também é uma oportunidade para que outras pessoas que acompanham o meu trabalho consigam ver, produzir e assumir esses postos, da mesma forma como eu assumi. Eu acho que deixar de ser um fetiche para outros diretores em cima dos universos e ficções que eu crio e eu mesmo ter conseguido pegar e ser o timoneiro desta embarcação, junto à toda equipe que acreditou, é muito importante. Esse é um grande ponto, porque todas as outras produções que eu realizei, desde videoclipes ou audiovisuais, sempre fiquei com a co-direção ou fui o responsável pelo argumento… e no caso de “Erva de Gato”, esse é o meu roteiro e a direção total na íntegra, e isso faz uma grande diferença”, finaliza o artista nascido em Guarulhos-SP. 

Um dos pontos altos de “Erva de Gato” é, sem dúvida, sua trilha sonora, assinada por Pupillo. Produtor musical, baterista, compositor de trilhas sonoras, ex-integrante da banda Nação Zumbi, Pupillo vem produzindo artistas desde 2000, a exemplo de Mundo Livre S/A, Otto, Lirinha, Céu, Gal Costa, Erasmo Carlos e Paulo Miklos. Recentemente, lançou o EP do projeto Orquestra Frevo do Mundo – Volume 2, produzido por ele com participação de Nando Reis, Martins e Bala Desejo. O trabalho, que também é uma iniciativa do produtor artístico Marcelo Soares, apresenta canções com uma sonoridade carnavalesca. 

“Erva de Gato”

Escrito e dirigido por NOVÍSSIMO EDGAR 

Produzido por GIULIA DEL BEL 

Elenco principal: GRACE PASSÔ, ÍTALO MARTINS, GORETTI RIBEIRO e GIULIA DEL BEL 

Direção de fotografia: LARYSSA MACHADA, LEANDRO REALISTA e RAFAEL PIU

Montagem: RENATO PASCOAL 

Trilha sonora original: PUPILLO 

Direção de casting: EDUARDO BENESI 

Preparação de elenco: CLAYTON NASCIMENTO

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Cinema

MOSTRA ECOFALANTE DE CINEMA EXIBE 18 FILMES EM LORENA

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Festival acontece de forma gratuita até de setembro

* evento tem sessões abertas ao público na Unisal e na USP, além de exibições para estudantes em diversas instituições de ensino

* programação inclui títulos assinados por Estêvão Ciavatta, Fred Rahal, Laura Faerman e Marina Weis

* filmes premiados e com carreira em importantes festivais como IDFA-Amsterdã, Sheffield DocFest e Festival de Berlim

Até o dia 27 de setembro, a cidade de Lorena receberá a itinerância da 12ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, considerada como o mais importante evento audiovisual da América do Sul dedicado às temáticas socioambientais. Totalmente gratuita, a programação contará com a exibição de 18 filmes, incluindo obras premiadas e com carreira em importantes festivais nacionais e internacionais, destaques das edições mais recentes da Mostra Ecofalante em São Paulo e sessões para o público infanto-juvenil. 

O evento terá sessões abertas ao público na Unisal e na USP, além de exibições educacionais na Faculdade Serra Dourada, no Colégio Drummond, na ETEC Padre Carlos Leôncio da Silva e em três escolas da rede estadual de ensino: EE Gabriel Prestes, EE Prof° Luiz de Castro Pinto e EE Prof° Francisco Marques de Oliveira Junior. A Mostra realiza ainda sessões para cerca de 2 mil alunos da rede municipal de ensino, que acontecem no período da manhã e da tarde na Unisal e na USP.

A programação completa do evento pode ser acessada no site ecofalante.org.br/programacao.

Mulheres na Conservação”

Destaques da programação

A programação da Mostra Ecofalante em Lorena traz filmes nacionais e internacionais, incluindo obras de destaque das edições mais recentes do festival em São Paulo.

Vento na Fronteira”, de Laura Faerman e Marina Weis, integrou a Competição Latino-Americana da Mostra em 2023; o filme acompanha a luta do povo Guarani-Kaiowá pelas suas terras, na região do Mato Grosso do Sul, que são objeto de disputa de grandes proprietários rurais. 

Exibido nos festivais IDFA-Amsterdã e Sheffield DocFest, “As Formigas e o Gafanhoto”, de Raj Patel e Zak Piper, retrata a jornada de Anita Chitaya do Malawi à Califórnia, com o desafio de convencer os norte-americanos de que a mudança climática é real.

As Formigas e o Gafanhoto”

 “Uma Vez Que Você Sabe”, do documentarista Emmanuel Cappellin, trata-se de um alerta: para uma parte dos cientistas, a oportunidade de evitar mudanças climáticas catastróficas já passou. A obra, exibida em eventos na Itália, Reino Unido e Hong Kong, coloca a pergunta: como se adaptar ao colapso?

Oeconomia”, dirigido por Carmen Losmann e selecionado para o Festival de Berlim, revela como as regras do jogo capitalista contemporâneo pré-condicionam sistematicamente o crescimento, os déficits e as concentrações de riqueza.

O canadense “Beleza Tóxica”, de Phyllis Ellis, exibido no festival HotDocs, é um documentário contundente sobre a falta de regulação da indústria cosmética e sobre o verdadeiro custo da beleza.

Beleza Tóxica”

Amazônia Sociedade Anônima”, de Estêvão Ciavatta, recebeu o prêmio One World Media Awards na categoria Impacto Ambiental. O documentário focaliza índios e ribeirinhos que, em uma união inédita liderada pelo Cacique Juarez Saw Munduruku, enfrentam máfias de roubo de terras e desmatamento ilegal para salvar a Floresta Amazônica.

BR Acima de Tudo”, de Fred Rahal, trata dos impactos da possível expansão da rodovia BR-163, cujo traçado corta a floresta amazônica em direção à fronteira com o Suriname, projeto gestado durante a ditadura civil-militar (1964-1985). 

Dirigido pela premiada diretora Cosima Dannoritzer, “Ladrões do Tempo” é uma coprodução Espanha/França que investiga como o tempo se tornou uma nova fonte cobiçada. A obra ouve especialistas para revelar o quanto a monetização do tempo, por um sistema econômico agora predominante, afeta a vida cotidiana. 

Para o público infanto-juvenil, a Mostra exibe duas animações. “Meu Nome é Maalum”, de Luísa Copetti, conta a história de uma menina negra brasileira que enfrenta os desafios de uma sociedade racista e, com a ajuda de sua família, transforma a tristeza em orgulho por sua ancestralidade. Em “Vanille”, de Guillaume Lorrin, uma pequena parisiense embarca numa aventura cheia de mistérios em Guadalupe e faz as pazes com suas origens. 

BR Acima de Tudo”

Realização

A itinerância da 12ª Mostra Ecofalante de Cinema em Lorena é viabilizada por meio da Lei de Incentivo à Cultura. O evento é uma apresentação da Valgroup, tem patrocínio da BASF e da Taesa e apoio da Drogasil. Tem apoio institucional da Prefeitura de Lorena (por meio da Secretaria Municipal de Educação), da Embaixada da França no Brasil, do Programa Ecofalante Universidades e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A Etec Padre Carlos Leôncio da Silva, Faculdade Serra Dourada, a Unisal e a USP são parceiras educacionais do evento. A produção é da Doc & Outras Coisas e a coprodução é da Química Cultural. A realização é da Ecofalante e do Ministério da Cultura.

Serviço

Mostra Ecofalante de Cinema – Lorena
18 a 27 de setembro
programação gratuita
ecofalante.org.br

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Ciência

Martins lança álbum “Interessante e Obsceno”

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Da nova geração de novos cantores e compositores, Martins, que já teve músicas gravadas por artistas como Daniela Mercury, Ney Matogrosso, Margareth Menezes e outros, tem chamado cada vez mais atenção com seu talento, a força de seus versos e sua performance como cantor. 

“Interessante e Obsceno”, seu segundo álbum traz muitas de suas facetas, letras mais pessoais como “Deixe” e faixa-título e outras que tratam mais das paixões, dos rompantes da vida como “Deixa Rolar”, “Tem Problema Não” e “Arrepia”. 

Ouça aqui

Com produção de Rafael Ramos, o álbum ainda traz a regravação de “Eu e Você Sempre”, de Jorge Aragão. Martins lançou o álbum de estreia, homônimo, em 2019, em 2022 “Almério e Martins ao vivo no Parque” e, recentemente, o single “Tua Voz”.

Confira o faixa a faixa de “Interessante e Obsceno”:

por Zélia Duncan

Martins tem um sorriso dentro da voz. É o espelho dos seus olhares para o que faz, de como a música parece lhe servir e, dessa maneira, chega até nós. Um conforto, um escape da vida que pesa nos ombros, um sorriso à espreita, ou escancarado. Emociona macio a quem ouve. E com toda doçura que sempre se anuncia na voz e na presença, vai mostrando com firmeza a que veio. E veio para ficar. Sua plateia canta todas as suas canções, até as inéditas. Há algo de imediato na sua imagem e no seu canto, que rapidamente nos convoca. Vindo da maré sempre renovadora dos mares pernambucanos, de uma semente que germina no coletivo e atende pelo nome de Reverbo. 

Acreditando na troca, Martins chega muito bem acompanhado, desde seu álbum de estreia. E não larga a mão de seus companheiros de jornada, porque neles se reconhece. E cresce. Não me deixa mentir a presença de Juliano Holanda, que produziu o álbum anterior, toca as guitarras e assina metade das músicas deste lançamento, que traz ao todo uma dúzia delas, literalmente. Apenas uma é regravação. Um clássico do repertório do grande Jorge Aragão, intitulada “Eu e você sempre”. Que na língua de Martins se torna uma doce e irresistível balada de amor. Aliás, é sobre amor o que escutamos neste álbum. Amor lírico, amor sensual, amor que termina, amor que começa, amor existencial, como na comovente canção com ares de oração, chamada “Deixe”, uma das quatro que assina com Juliano, onde aos poucos se revelam cordas e sopros, como que para nos elevar gradativamente. Proponho que você se entregue e “deixe que tudo que há num corpo se revele”, ao ouvi-la.

A faixa de abertura, ”Tua Voz”, começa com violão e um teclado com sonoridade Rhodes, tocado com sensibilidade por Rodrigo Tavares. O clima é sensual, meio bluesy, pra falar da boca, do canto e dos desejos. 

“Não Duvido” se anuncia com uma levada samba-rock. Violão, suingue, sopros e já chega provocando: “eu tenho lábios de sorrir, você tem dentes de quem quer morder”. Soa orgânica e alegre. Na bateria de Thiaguinho Silva e percussão de Kainã do Jêje, tudo vai pro lugar do balanço e a música se faz e derrama num refrão que é prazer garantido.

“Tá tudo bem” é de Igor Carvalho e Juliano Holanda, traz  o selo de qualidade Reverbo. Não à toa, Martins gravou e assinou com seu canto, junto com os autores, seus parceiros em tantas outras.

A faixa-título do álbum, “Interessante e Obsceno”, uma das cinco assinadas apenas por Martins, traz desejos de equilíbrio, auto-estima e leveza. Como um novo táxi lunar chegando de Pernambuco, pra te levar aos melhores passeios. Cuidado, o risco de ouvi-la sem parar é grande.

A apaixonada “Tem Problema Não” escorrega, dá vontade de pintar a cena que a melodia anuncia. Tem um clima bossa-nova, costurado pelo trombone de Nilsinho Amarante, que vai fazendo a ponte entre as estrofes, o refrão e a paixão à distância, que sempre dá um jeito de se encontrar através da canção. Aliás, bons refrões não faltam, na dançante “Deixa Rolar” comprova-se muito bem o suingue e as palavras que rapidamente se aprende, enquanto o corpo balança.

As cordas e sopros que soam na balada “Nu”, vestem a faixa de forma suave e gradativa, que emociona e valoriza a bela canção. Alberto Continentino assina seu contrabaixo em todas as faixas, pra deixar tudo bem amarrado, com sabedoria musical e inspiração. 

“Céu da Boca” vai rolar pelas gargantas dos fãs e a saliva de cada um vai ficar docinha, apaziguada e cheia de horizontes. O convite é amplo, “comigo e quem você quiser”. Põe naquela playlist das baladas irresistíveis.

“Voltar Pra si” encerra os trabalhos com clima de ijexá , baixo, percussão  e guitarras, pronta pras ruas de Olinda e Recife, parceria de quatro deles, Martins, PC Silva, Juliano e Marcello Rangel. 

O álbum e a jornada de Martins confirmam que se você quer voltar pra si, escolha bem seus companheiros de estrada e o caminho se faz mais possível.Tudo começa e se expandir a partir do violão, das palavras, dos parceiros e da voz desse artista cheio de um carisma, que é a cereja do bolo. 

Este novo passo chega até nós muito bem articulado, pela produção sensível  de Rafael Ramos. Arranjos inventivos que soam levemente, a serviço das canções. 

Agora é dar a largada, deitar e rolar.

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