Cultura
1° SÃO PAULO FOOD FILM FEST – Festival de Cinema e Gastronomia traz filmes e degustações ( GRATUITO) _ abre 5/10/2022.
*entre os dias 05 e 12 de outubro, o público poderá se emocionar e deliciar com mais de 40 filmes de 15 países
* evento traz debates e degustações de pratos inesquecíveis do cinema após algumas das exibições presenciais
* oficinas para o público infantil que será convidado a colocar a mão na massa e a entender como funcionam animações em stop motion
* na programação obras como “A Festa de Babette”, “Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete”, “Estômago”, “A Grande Ceia Quilombola”, entre outros
A partir do dia 05 de outubro acontecerá o primeiro SÃO PAULO FOOD FILM FEST, que marca o Mês da Alimentação. A celebração foi escolhida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de envolver os governos e a população na luta contra a fome, a desnutrição e a pobreza. “Nosso propósito é trazer, através do cinema, temas urgentes para discussão sem deixar de promover a experiência sensorial que a gastronomia traz”, conta Daniela Guariba. “Um Festival para comer com os olhos e também alimentar a alma. Afinal, comida é cultura!”, completa André Henrique Graziano, idealizadores do evento.
Entre os dias 05 e 12 de outubro, o público poderá se emocionar e deliciar com mais de 40 filmes de 15 diferentes países, clássicos da ficção e documentários contemporâneos ligados à comida, à cultura e aos sistemas agroalimentares. Os filmes serão exibidos de forma híbrida e gratuita em São Paulo (Espaço Itaú Augusta – Anexo e Cinemateca Brasileira) ao longo da jornada, os espectadores terão a oportunidade de participar de ciclos de debates, além de degustações de pratos inesquecíveis do cinema após algumas das exibições presenciais. Já o público de casa poderá assistir os filmes através da plataforma oficial https://www.
Completam a programação do evento algumas oficinas para o público infantil que será convidado a colocar a mão na massa e a entender como funcionam animações em stop motion.
O Festival
O evento comemora os 35 anos do filme “A Festa de Babette”, baseado na obra de Isak Dinesen, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1988. O clássico se passa numa remota aldeia Dinamarquesa, dominada por uma tradição puritana, onde duas irmãs solteiras recordam com nostalgia a sua juventude. A chegada de Babette de Paris, fugindo ao terror da repressão à Comuna de Paris , mudará as suas vidas. Acolhida como empregada, anos depois, Babette ganha uma fortuna numa loteria em Paris e tem a oportunidade de corresponder à bondade e calor humano com que foi recebida, organizando uma opulenta festa com os melhores pratos e vinhos da gastronomia francesa. Sem dúvida, a obra é de encher os olhos, salivar a boca e aquecer o coração.
Porém, não é só de Europa que este Festival está recheado. A curadoria vai além e traz desde títulos japoneses, como o inusitado “Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete”, de Jûzô Itami até o marroquino “Adam”, de Maryam Touzani. No primeiro, uma comédia japonesa cult, Tampopo é uma viúva dona de restaurante determinada a dominar a arte do lámen – tradicional macarrão de origem chinesa. Em sua saga, ela é orientada por Goro, um misterioso motorista de caminhão especialista no assunto. Já o segundo, uma sensível trama que se desenrola no Marrocos, deixa emergir, além de uma atmosfera cheia de aromas de pães e doces maravilhosos, o drama das mulheres e o machismo estrutural da sociedade marroquina.
- “Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete”. Foto: Divulgação.
- Filme: “Antes do Prato”. Foto: Divulgação.
A programação ainda traz obras que falam da produção de alimentos e bebidas como “Os Cervejeiros da Vez” de Aaron Hosé, “Brewmance: Amor pela Cerveja” de Christo Brock, “Os Caçadores de Trufas” de Michael Dweck e Gregory Kershaw, “O Nascimento do Saquê” de Erik Shirai, “Pão: O Milagre de Cada Dia” de Harald Friedl, entre outros.
Muitos filmes nacionais também foram selecionados para a mostra. Entre eles está “Antes do Prato” de Carol Quintanilha, uma realização do Greenpeace Brasil, o documentário vai a três regiões do Brasil e mostra uma mobilização social potente e diversa para combater a fome, gerar saúde e garantir um meio ambiente em equilíbrio para toda a população.
Outro filme que fará sua estreia nas telonas é o “A Terra e o Prato” de João Grinspum Ferraz e Fábio Meirelles, com acesso aos melhores chefs do mundo, revela como algumas das mais proeminentes figuras da gastronomia pensam a respeito das mudanças na indústria alimentar – incluindo seu território, suas diferentes culturas, sua criatividade e a forma como moldam sua relação com a natureza e a sustentabilidade.
- Filme: “Estômago”. Foto: Divulgação.
- Filme: “A Grande Ceia Quilombola”. Foto: Divulgação.
Títulos como “Estômago”, que aborda a um só tempo, criatividade na cozinha e o pernicioso sistema carcerário brasileiro, até documentários como “A Grande Ceia Quilombola”, que retrata uma cultura repleta de saberes, que nutre respeito ao alimento e onde a comida tem um papel fundamental de coesão social, também farão parte da programação.
Os ciclos de debate
Neste momento, em que a fome volta assolar o país, atingindo 33,1 milhões de pessoas, como demonstram os dados do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil de 2022, os idealizadores do Festival apostam em alguns títulos com temas controversos, que visam pôr em pauta assuntos urgentes para discussão.
Os filmes “Agricultura Tamanho Família”; “À Procura de Mulheres Chefs” (The Goddesses of Food); “Quentura” e “A Grande Ceia Quilombola”; “Uma História de Desperdício” (Wasted! A Story of Food Waste) e “Cooperativa Park Slope” (Food Coop), serão exibidos online e sucedidos de mesas com convidados para debates de temas relevantes como Agricultura e Fome, Gênero na Cozinha, Comida Ancestral, Produção e Desperdício, Consumo Consciente e Economia Solidária.
O SÃO PAULO FOOD FILM FEST é viabilizado por meio da Lei de Incentivo à Cultura. Tem a apresentação do Grupo Carrefour Brasil e apoio da Ticket, uma marca Edenred e Consigaz. É uma produção da Química Cultural. A realização é da DOC e Outras Coisas, da Secretaria Especial de Cultura e do Ministério do Turismo.
Serviço:
Exibições: de 05 a 12 de outubro de 2022 – GRATUITO
onde: salas Espaço Itaú de Cinema – Augusta – R. Augusta, 1470 – Cerqueira César Cinemateca Brasileira – Largo Sen. Raul Cardoso, 207 – Vila Clementino
Online: Belas Artes à La Carte – https://www.
apresentação: Grupo Carrefour Brasil
apoio: Ticket e Consigaz
produção: Química Cultural
realização: Doc & Outras Coisas, Secretaria Especial de Cultura e Ministério do Turismo
Site e redes sociais
https://www.instagram.com/
48 filmes no total (31 documentários, 17 filmes de ficção)
CLÁSSICOS DA GASTRONOMIA – filmes de ficção
A 100 Passos de um Sonho
Dir. Lasse Hallström, EUA, 2014, 124′
Madame Mallory é conhecida por sua habilidade na cozinha. Dona de um restaurante famoso no sul da França, ela se vê ameaçada quando um concorrente indiano abre as portas do outro lado da rua. Eles vivem uma verdadeira guerra até que Madame Mallory conhece melhor o filho de seu adversário. Admirada pelo talento culinário do garoto, ela começa a ensiná-lo sobre a gastronomia francesa, sem que ele abandone a tradição indiana.
A Festa de Babette
Dir. Gabriel Axel, Dinamarca, 1987, 104′
Dinamarca, século XIX. Filippa e Martine são filhas de um rigoroso pastor luterano. Após a morte do religioso, surge no vilarejo Babette, uma parisiense que se oferece para ser a cozinheira e faxineira da família. Muitos anos depois, ainda trabalhando na casa, ela recebe a notícia de que ganhou um grande prêmio na loteria e se oferece para preparar um jantar suntuoso em comemoração ao centésimo aniversário do pastor. Os paroquianos, a princípio temerosos, acabam rendendo-se ao banquete de Babette.
A Grande Noite (FILME DE ABERTURA)
Dir. Campbell Scott, Stanley Tucci, EUA, 1996, 109′
Anos 50. Primo e Secondo, dois irmãos que emigraram da Itália, abrem o restaurante de seus sonhos em Nova Jersey. Mas a cozinha autêntica de Primo é muito extravagante para o paladar local e o negócio está em dificuldades. Em um último esforço para salvar o restaurante, os irmãos planejam organizar um evento com um cardápio inesquecível.
A Lancheira
Dir. Ritesh Batra, Índia, 2013, 104′
Ila, uma dona de casa de classe média, está tentando mais uma vez adicionar um pouco de tempero ao seu casamento, desta vez através de sua culinária. Ela espera desesperadamente que esta nova receita finalmente desperte algum tipo de reação de seu marido negligente. O que ela não sabe é que a lancheira especial que preparou foi entregue por engano a um funcionário do escritório, Saajan, um homem solitário à beira da aposentadoria.
Adam
Dir. Maryam Touzani, Marrocos, França, 2019, 98′
Selecionado para representar o Marrocos no Oscar, Adam conta a história da viúva Abla, dona de uma modesta padaria em Casablanca, onde vive com sua filha de oito anos. Sua rotina é interrompida pela chegada de Sâmia, uma jovem grávida à procura de um emprego e moradia. Mas ela não imaginava que, ao deixá-la entrar, sua vida mudaria para sempre.
Delicioso – Da Cozinha para o Mundo
Dir. Eric Besnard, França, 2021, 113′
Em 1789, pouco antes da Revolução Francesa, a gastronomia era um assunto da aristocracia; de fato, o prestígio de uma casa nobre dependia quase inteiramente da qualidade e reputação de sua cozinha. Quando Pierre Manceron, um chef de talento, mas recentemente demitido, decide criar um lugar de prazer e partilha aberto a todos – o primeiro restaurante! –, ele ganha clientes e inimigos.
Estômago
Dir. Marcos Jorge, Brasil, 2007, 112′
Na vida, há os que devoram e os que são devorados. Raimundo Nonato, nosso protagonista, descobre um caminho à parte: ele cozinha. E é nas cozinhas de um boteco, de um restaurante italiano e de uma prisão que Nonato vive sua intrigante história. E também aprende as regras sociais dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte – e eles sabem melhor do que ninguém qual é a parte melhor. Uma fábula nada infantil sobre poder, sexo e culinária.
First Cow – A Primeira Vaca da América
Dir. Kelly Reichardt, EUA, 2019, 122′
Em 1820, um cozinheiro solitário e habilidoso viaja para o território do Oregon, onde conhece um imigrante chinês que também busca criar sua fortuna. Logo, eles se unem em um perigoso esquema para roubar leite de uma premiada vaca local – a primeira e única em todo o território.
Julie & Julia
Dir. Nora Ephron, EUA, 2009, 123′
Baseado em uma história real, Julie & Julia conta como a vida e o livro de gastronomia de Julia Child, responsável por introduzir a sofisticada culinária francesa nos EUA, inspirou, décadas mais tarde, a jovem nova-iorquina Julie a dar uma reviravolta em sua vida ao se colocar um desafio: preparar as 524 receitas do livro ao longo de um ano.
Lámen Shop
Dir. Eric Khoo, Japão, Singapura, França, 2018, 109′
Masato é um jovem chef de lámen japonês que, cheio de dúvidas sobre a morte de seus pais e seu passado, decide embarcar em uma jornada culinária em Singapura. Lá, ele descobre muito mais do que deliciosos pratos.
O Confeiteiro
Dir. Ofir Raul Graizier, Alemanha, Israel, 2017, 105′
Thomas, um jovem e talentoso confeiteiro alemão, tem um caso com Oren, um homem israelense casado. Quando Thomas fica sabendo que o amante morreu em um acidente de carro, decide viajar a Israel atrás de respostas. Sem revelar sua identidade, ele começa a trabalhar no pequeno café de Anat, viúva de Oren. Em pouco tempo, seus doces deliciosos transformam o local em uma atração na cidade, ao mesmo tempo que atraem a ira da comunidade judaica por não se tratar de comida kosher. Mais envolvido na vida de Anat do que ele esperava, Thomas irá levar sua mentira a um ponto sem retorno. O Confeiteiro representou Israel no Oscar de 2019.
Ratatouille
Dir. Brad Bird, Jan Pinkava, EUA, 2007, 111′
Remy reside em Paris e possui um sofisticado paladar. Seu sonho é se tornar um chef de cozinha e desfrutar as diversas obras da arte culinária. O único problema é que ele é um rato. Quando se vê dentro de um dos restaurantes mais finos de Paris, Remy decide transformar seu sonho em realidade.
Sabor da Vida
Dir. Naomi Kawase, Japão, 2015, 113′
Sentaro dirige uma pequena padaria que serve dorayakis – panquecas recheadas com pasta de feijão vermelho doce (an). Quando uma senhora de idade, Tokue, se oferece para ajudar na cozinha, ele aceita a contragosto. Mas Tokue prova ter um toque de mágica quando se trata de fazer an. Graças à sua receita secreta, o pequeno negócio logo floresce e, com o tempo, Sentaro e Tokue abrem seus corações e revelam velhas feridas.
Sideways: Entre umas e Outras
Dir. Alexander Payne, EUA, 2004, 126′
Quando Jack e Miles, quarentões em crise de meia-idade e amigos mais que improváveis embarcam em uma viagem de degustação pelas vinícolas da Califórnia, a vida deles vira de ponta cabeça – e não só por causa do vinho.
Tampopo – Os Brutos Também Comem Espaguete
Dir. Jûzô Itami, Japão, 1985, 114′
Nesta comédia japonesa cult, Tampopo é uma viúva dona de restaurante determinada a dominar a arte do lámen – tradicional macarrão de origem chinesa. Em sua saga, ela é orientada por Goro, um misterioso motorista de caminhão especialista no assunto.
Tomates Verdes Fritos
Dir. Jon Avnet, EUA, 1992, 130′
Evelyn Couch é uma dona de casa emocionalmente reprimida que habitualmente afoga suas mágoas comendo doces. Porém, a vida dela se transforma ao conhecer Ninny Threadgoode, uma senhora vivaz de 83 anos que lhe conta histórias de seu passado – como a história de amizade entre duas mulheres, a rebelde Idgie e a doce Ruth, cozinheira de mão cheia, mas casada com um homem violento.
Vatel – Um Banquete para o Rei
Dir. Roland Joffé, França, Reino Unido, Bélgica, 2000, 103′
Em meio a inúmeras dívidas, a salvação econômica do Príncipe de Condé, nobre do século XVII, está nas mãos de seu mestre de cerimônias, François Vatel. Para conseguir recuperar o favor do rei Luís XIV – e assim se livrar de suas dívidas –, ele encarrega seu fiel servidor de preparar um suntuoso banquete que dure três dias e três noites para toda a corte de Versailles.
COZINHA CONTEMPORÂNEA – Documentários
A Grande Ceia Quilombola
Dir. Ana Stela Cunha, Rodrigo Sena, Brasil, 2017, 52′
No Quilombo de Damásio, terra doada por um senhor de engenho a três de suas escravas, o alimento tem sido secularmente cultivado e extraído da natureza de forma parcimoniosa, fazendo parte de uma estrutura social que privilegia o coletivo. O filme retrata parte dos saberes dessa cultura na qual a comida tem um papel fundamental na coesão social.
À Procura das Mulheres Chefs
Dir. Vérane Frédiani, França, Reino Unido, 2016, 90′
O mundo da gastronomia é predominantemente masculino. A diretora francesa Vérane Frédiani, autora do primeiro catálogo extenso de mulheres chefs trabalhando em restaurantes na França, nos apresenta as mulheres que estão mudando o jogo em todos os níveis. Uma jornada global que revela a força feminina na gastronomia.
A Terra e o Prato
Dir. João Grinspum Ferraz e Fábio Meirelles, Brasil, 2020, 71′
Com acesso sem precedentes aos melhores chefs do mundo, A Terra e o Prato revela como algumas das mais proeminentes figuras da gastronomia pensam a respeito das mudanças na indústria alimentar – incluindo seu território, suas diferentes culturas, sua criatividade e a forma como moldam sua relação com a natureza e a sustentabilidade.
Abrindo a Terra – O Rei da Batata
Dir. Eric Ebner, Aaron Ebner, EUA, 2019, 51′
Uma ode visualmente deslumbrante às culturas indígenas da Cordilheira dos Andes, o filme é sobre Julio Hancco, um ancião que vive nos Andes e cultiva mais de 300 variedades de batata – um verdadeiro guardião da biodiversidade. Ele representa um povo, uma cultura e um modo de vida que está se perdendo com a modernização. A cultura deles sobreviverá? Ou tudo será perdido com o último Rei da Batata?
Agricultura Guarani
Dir. Fellipe Abreu, Patrícia Moll, Brasil, 2022, 7′
No extremo sul da cidade de São Paulo, indígenas da etnia Guarani conseguiram recuperar terras degradadas, antes usadas para a monocultura de eucalipto. Após recolher, trocar e resgatar sementes de aldeias de outros estados e países, hoje eles cultivam mais de 200 variedades livres de qualquer transformação gênica. Plantar essas sementes, para os indígenas, significa fortalecer não só o físico, mas também o espírito.
Agricultura Tamanho Família
Dir. Silvio Tendler, Brasil, 2014, 59′
No Brasil, dos quase 5 milhões de estabelecimentos rurais, 4,5 milhões são ocupados por outro tipo de agricultura: a agricultura familiar, que utiliza estratégias de produção que respeitam o meio ambiente e é responsável pela produção da maior parte do alimento que chega à mesa dos brasileiros. O filme mostra as diversas formas de agricultura familiar e o quanto esse modelo de produção agrícola cria e movimenta a cultura, a produção econômica, as relações sociais e inclusive os afetos no interior do país.
Amazônia em Chamas
Dir. Michal Siewierski, EUA, 2020, 75′
O cineasta Michal Siewierski embarca em uma jornada audaciosa para expor a conexão entre os incêndios na floresta amazônica e nossas escolhas alimentares. Entre corrupção política, ganância corporativa e crimes contra as pessoas e a natureza, o filme aborda os fatos que os meios de comunicação tradicionais têm medo de cobrir.
Antes do Prato
Dir. Carol Quintanilha, Brasil, 2022, 54′
Uma realização do Greenpeace Brasil, o documentário vai a três regiões do Brasil e mostra uma mobilização social potente e diversa para combater a fome, gerar saúde e garantir um meio ambiente em equilíbrio para toda a população. Diante de um país em crise, o filme retrata como a agricultura familiar agroecológica vem criando pontes entre as cidades e o campo para propor uma revolução no atual modelo de produção e consumo de alimentos. Uma revolução em rede, conectada, solidária. E que já está em andamento.
Brewmance: Amor pela Cerveja
Dir. Christo Brock, EUA, 2021, 102′
Cultura
Côte d’Azur Já nos preparativos para o verão europeu — descubra os destinos mais exclusivos da Riviera Francesa
E você, já está nos preparativos do verão europeu? Mais do que uma viagem, essa é uma escolha de posicionamento. A Côte d’Azur não é apenas um destino — é um palco onde o extraordinário acontece, onde cada cenário parece desenhado para poucos, e cada experiência carrega um significado que vai além do luxo tradicional.
Aqui, o luxo deixa de ser apenas acesso. Ele se transforma em pertencimento. Pertencer a um seleto grupo, ser reconhecido, circular entre pessoas que compartilham do mesmo nível de visão, influência e estilo de vida. Na Riviera Francesa, não se trata apenas de estar — mas de ser visto, lembrado e, principalmente, reconhecido.

Saint- tropez
Entre paisagens cinematográficas e experiências surpreendentes, Saint-Tropez continua sendo um dos epicentros desse estilo de vida. Um lugar onde dias começam em beach clubs icônicos como o Club 55 e terminam em encontros exclusivos que só acontecem para quem realmente faz parte desse círculo.

Cannes
Em Cannes, o glamour ultrapassa o famoso Festival de Cannes. Durante o verão, a cidade se transforma em um verdadeiro hub de influência global, onde negócios, imagem e prestígio se conectam em experiências privadas e altamente seletivas.
Já Mônaco eleva tudo a outro nível. Sofisticação extrema, discrição e poder definem o ritmo desse destino onde o icônico Cassino de Monte Carlo é apenas um dos símbolos de um estilo de vida reservado para poucos.

Monaco
Mas a Riviera também surpreende nos detalhes. Èze encanta com sua atmosfera quase secreta, oferecendo vistas que parecem irreais e experiências intimistas para quem busca exclusividade absoluta. Enquanto Antibes revela um lado sofisticado e autêntico, com seu porto repleto de iates que são verdadeiras obras de arte flutuantes.

Eze
E em Nice, o clássico encontra o contemporâneo em uma harmonia perfeita, com gastronomia refinada, cultura vibrante e cenários que refletem elegância em cada detalhe.
No fim, a Côte d’Azur não é sobre destinos — é sobre identidade. Sobre fazer parte de um grupo seleto, de um círculo onde o luxo é silencioso, mas profundamente percebido. Porque o verdadeiro luxo não está apenas no acesso… está no pertencimento. Em ser reconhecido por uma sociedade, um grupo, um clã que compartilha dos mesmos códigos,

Nice
valores e visão de mundo.
E essa, definitivamente, é a experiência mais exclusiva que o verão europeu pode oferecer.
FONTE: Mathaus Sanchez
Celebridades
Acupuntura e seus benefícios, Dr. Volnei Barboza.
As crenças iniciais da acupuntura se baseavam em conceitos que são comuns na medicina tradicional chinesa, como uma energia da vida chamada qi
Acreditava-se que o qi fluía dos órgãos primários do corpo (órgãos zang fu) para tecidos “superficiais” do corpo como pele, músculos, tendões, ossos e juntas através de canais chamados meridianos. Os acupontos se localizam, quase sempre, ao longo dos meridianos Os que não se localizam ao longo dos meridianos são chamados extraordinários, e aqueles que não têm localização específica são chamados pontos a-shi.
Os acupontos propriamente ditos ficam sob a pele, não na superfície, e para que sejam estimulados devidamente e com segurança, as agulhas são introduzidas em diferentes graus de inclinação conforme o caso. Yintang, por exemplo, um acuponto localizado entre as sobrancelhas, deve ser punturado perpendicularmente em relação à pele no sentido do topo da cabeça para baixo, pinçando-se a pele levemente entre os dedos no momento da introdução da agulha; VB30, por outro lado, um ponto localizado em ambas as nádegas, deve ser punturado profundamente em ângulo de 90º.
O sentido das agulhas, o tempo e a forma de estimulação também podem variar conforme o tratamento específico. Condições de excesso (de chi ou de xué) são tratadas com estimulações menos vigorosas e pouco demoradas, ao passo que condições de vazio ou deficiência pedem manobras de entrada e retirada (não se retira totalmente a agulha, apenas se dá pequenos solavancos para cima e para baixo), fricção (na parte áspera da agulha), giros de um lado para outro ou mesmo pequenos petelecos na ponta exposta da agulha.
É costume também utilizar um “mandril” para inserir as agulhas. Trata-se de um pequeno tubo plástico descartável dentro do qual corre a agulha. A leve pressão da ponta do mandril sobre a pele ajuda a reduzir a dor da entrada, mas acupunturistas muito experientes muitas vezes optam por inserir a agulha em um movimento rápido à mão livre até a profundidade indicada, o que não é possível com o mandril (a diferença entre o comprimento do mandril e da agulha é o quanto se conseguirá inserir da agulha no primeiro movimento).
Sensação de qi
De-qi (Chinês: 得气; pinyin: dé qì; “chegada de qi”) se refere a uma alegada sensação de torpor, distensão ou formigamento elétrico no local da agulha. Se essa sensação não ocorre, então se justifica dizendo que o acuponto não foi localizado corretamente, ou a agulha não foi inserida na profundidade correta, ou houve manipulação inadequada. Se o de-qi não é imediatamente sentido no local de inserção da agulha, várias técnicas de manipulação costumam ser empregadas para promovê-la, como arrancar, sacudir e tremer.[61]
Uma vez que o de-qi é observado, técnicas podem ser utilizadas para “influenciar” o de-qi: por exemplo, através de certa manipulação, o de-qi pode, supostamente, ser transferido do local da agulha para locais mais distantes do corpo. Outras técnicas objetivam “tonificar” (chinês: 补; pinyin: bǔ) ou “sedar” (chinês: 泄; pinyin: xiè) o qi.
As primeiras técnicas são usadas em padrões de deficiência, as últimas em padrões de excesso de energia.[61] O de-qi é mais importante na acupuntura chinesa, enquanto os pacientes ocidentais e japoneses podem não considerá-lo uma parte necessária do tratamento.[52]
Práticas relacionadas
Do-in, uma forma não invasiva de trabalho corporal, usa pressão física aplicada aos acupontos por meio das mãos, dos cotovelos ou de outros instrumentos.A acupuntura é, frequentemente, acompanhada de moxabustão, a queima de preparações cônicas de moxa (feitas a partir de várias espécies do gênero Artemisia secas) sobre ou próximo à pele, frequentemente porém nem sempre em acupontos ou próximo a eles. Tradicionalmente, a acupuntura é usada para tratar doenças agudas, enquanto a moxabustão é usada para tratar doenças crônicas.
A moxabustão pode ser direta (o cone é colocado diretamente sobre a pele e permite-se que ele queime a pele, produzindo uma bolha e, eventualmente, uma cicatriz) ou indireta (o cone é colocado sobre uma fatia de alho, gengibre ou outro vegetal, ou um cilindro de moxa é mantido acima da pele, perto o bastante para aquecer ou queimar a pele).
Ventosaterapia é uma antiga forma chinesa de medicina alternativa na qual é criada uma sucção local sobre a pele; os praticantes acreditam que isso mobiliza um curativo fluxo de sangue.
Eletroacupuntura é uma forma de acupuntura na qual as agulhas são ligadas a um aparelho que gera pulsos elétricos contínuos (isso já foi descrito como, essencialmente, estimulação nervosa elétrica transdermal TENS mascarada como acupuntura).
Acupuntura de agulha de fogo é uma técnica que envolve a rápida inserção de agulhas aquecidas por fogo em partes do corpo.
Sonopuntura é uma estimulação do corpo similar à acupuntura usando som ao invés de agulhas. Isso pode ser feito usando transdutores que emitam ultrassom a uma profundidade de oito a seis centímetros em acupontos da pele. Alternativamente, pode ser usado um diapasão ou outros aparelhos emissores de som.
Injeção em acupontos é a injeção de várias substâncias (como remédios, vitaminas ou extratos herbais) nos acupontos. Essa técnica combina acupuntura tradicional com a injeção de uma dose efetiva de um remédio aprovado, e seus defensores sustentam que ela é mais eficiente que qualquer tratamento isolado, especialmente para o tratamento de alguns tipos de dor crônica. Entretanto, um estudo de 2016 revelou que a maior parte dos trabalhos publicados sobre o tema era de pouco valor devido a problemas metodológicos, e que testes em escala mais ampla seriam necessários para chegar a conclusões mais precisas.
Com base no conceito de microssistemas de acupuntura e sob os mesmos fundamentos da medicina tradicional chinesa que caracterizam a acupuntura, se desenvolveram técnicas explorando as possibilidades terapêuticas de regiões específicas do corpo como o pavilhão auricular (orelha) e as mãos.
Dentre estas, a mais antiga e difundida é a auriculopuntura ou auriculoterapia, já registrada no Neijing (500-300 a.C.). Tal técnica conta hoje com mais de uma escola: a chinesa clássica e a francesa, tendo sido esta última fundada pelo neurocirurgião francês Paul Nogier em 1957. Bem mais recente, o microssistema de acupuntura dos pontos das mãos – Korio Soo-Ji-Chim (Acupuntura de Mão, Coreana) foi desenvolvida apenas em 1975, por Tae Woo Yoo.[75] Os microssistemas são identificados seguindo a mesma lógica da reflexologia, ou seja, uma determinada área do corpo traz pontos reflexos de todo o corpo. Na auriculoterapia, por exemplo, visualiza-se um feto invertido sobre o pavilhão auricular para saber a que parte do corpo se refere cada região da orelha. Não há evidência científica, no entanto, de que a auriculoterapia possa curar doenças. A acupuntura do couro cabeludo, desenvolvida no Japão, é baseada em considerações reflexológicas do couro cabeludo.
A acupuntura cosmética é o uso da acupuntura numa tentativa de reduzir as rugas do rosto.
A acupuntura de veneno de abelha é a injeção de veneno de abelha purificado e diluído nos acupontos.
Colin A. Ronan, em sua “História ilustrada da ciência da Universidade de Cambridge”, assinala o período histórico de surgimento/consolidação de algumas das ideias básicas da ciência chinesa que eventualmente levaram ao desenvolvimento da técnica da acupuntura, como a concepção de Yin / Yang (陰陽) no princípio do século IV a.C. e a teoria dos Cinco elementos Wu Xing (五行), entre 370 e 250 a.C. por Tsou Yen (Zou Yan), o membro mais destacado da Academia Chi-Hsia (Zhi-Xia) do príncipe Hsuan (Xuan).
Na medicina tradicional chinesa, a doença é, geralmente, percebida como uma desarmonia em energias como yin, yang, qi, xuĕ, zàng-fǔ e meridianos, e na interação entre o corpo e o ambiente.[62]:77 A terapia se baseia em quais “padrões de desarmonia” podem ser identificados.[80][81]:1 Por exemplo, acredita-se que algumas doenças são causadas quando meridianos são invadidos por excesso de frio, vento e umidade.[81]:169-73 Visando a determinar qual é o padrão existente, os praticantes examinam itens como cor e formato da língua, a força relativa dos pontos de pulsação, o odor da respiração, a qualidade da respiração e o som da voz.[82][83] A medicina tradicional chinesa não diferencia claramente causa e efeito dos sintomas.[84]
FONTE: http://drvolneibarboza.com.br/
Celebridades
Exclusiva com o empresário Altemir Marini, à frente de empreendimentos de grande relevância, como o Hard Rock Cafe Itapema.
– Você sempre gostou de empreender?
Sim. Acredito que está na essência. Já passamos por alguns negócios e, atualmente, temos um grupo de empresas, incluindo a MayBelly Incorporadora, que é referência no mercado imobiliário da região, a Vidrofort, o Píer Oporto e o Hard Rock Cafe Itapema. Quando cheguei a Itapema, há 36 anos, existia um sonho e a vontade de fazer diferente. Com muito trabalho e enfrentando muitos desafios fomos empreendendo e conquistando e, hoje, mais do que uma história, conseguimos construir um legado. Então, mais do que gostar de empreender, acredito que está na veia, no sangue, na alma e, principalmente, no coração.
– O que você acredita que qualquer empreendimento precisa ter, para fazer sucesso?
Não perder a essência de onde e de quando tudo começou, precisa ter transparência, ética, honestidade, seriedade, comprometimento e, óbvio, muito trabalho. Porque o sucesso é consequência, mas o alicerce está nestes princípios que citei e na vontade de entregar o melhor sempre e, para isso, é necessário muito trabalho.

– O que não pode faltar em qualquer restaurante?
Além da comida, claro, um atendimento de excelência, onde o cliente não apenas viva uma experiência, mas se sinta em casa.
– Como é ser proprietário de um dos points mais badalados do Brasil?
É uma honra e um desafio. O Hard Rock é uma marca global, onde ela chega, ela transforma. E sabíamos disso desde a primeira conversa com o grupo. Então, fazer parte disso, ter trazido uma marca tão impactante para o litoral norte catarinense é um orgulho, mas também é desafiador. Afinal, a marca tem valores e princípios que a norteiam e que são o fundamento do sucesso e da história do Hard Rock e que precisamos seguir e perpetuar. Mas, além disso, enquanto sócios, somos presentes na operação, acompanhando todas as etapas diariamente, porque entendemos que mais do que não basta ser um point badalado, ter tantas pessoas de tantas partes do Brasil e do mundo querendo conhecer esta unidade única, o que queremos é que cada cliente entre aqui e tenha uma experiência indescritível e que saia daqui entendendo e sentindo o porquê o Hard Rock é este fenômeno mundial.

– Qual o diferencial do Hard Rock Itapema com os demais?
O Hard Rock Cafe Itapema já nasceu diferente. É a única unidade da marca dentro da água e com vista 360 graus para o mar. É praticamente como estar em um cruzeiro atracado. Ou seja, uma marca icônica, conhecida e reconhecida globalmente, em um lugar paradisíaco proporciona uma experiência única e inesquecível.

– Você imaginou que o Hard Itapema faria tanto sucesso?
Desde que anunciamos a vinda do Hard Rock Cafe para Itapema, uma grande expectativa tomou conta de toda a região. Então, imaginávamos que seria um sucesso, mas ainda assim superou todas as nossas previsões. Apenas nos primeiros dois meses de funcionamento, mais de 70 mil pessoas passaram pelo HRC Itapema, um número expressivo que demonstra que a unidade de Itapema já nasceu sendo um verdadeiro sucesso.

– Qual o segredo do sucesso pra você?
Trabalho, seriedade, honestidade e, acima de tudo, jamais perder a essência que, no nosso caso, são a humildade e a transparência. Com estes princípios, e com a sabedoria de que o resultado faz parte de um processo de muita luta, de suor, de sacrifícios e de comprometimento, o sucesso é consequência.
– Quais os pratos que fazem mais sucesso (+ vendidos) drinks e outros?
Costelinha, wings, chopp, strawberry basil limonade.

– Quais os planos para 2026?
O Hard Rock Cafe Itapema inaugurou em dezembro de 2025, ou seja, completamos três meses de operação. Mas já temos novidades previstas para este ano como a abertura do terceiro pavimento da casa e do quarto que é o rooftop. Mais dois espaços que certamente tornarão a experiência aqui ainda mais icônica.
FONTE: Mathaus Sanchez
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