Cultura
Dinâmicas para projeto e intervenção a partir da literatura
No dia 30 de novembro, quinta-feira, a partir das 8h, será realizado, na PUC-SP, o evento “Seminário PLIT: Dinâmicas para Projeto e Intervenção a partir da Literatura”.
Com base na literatura, em sentido amplo e em diálogo com outras áreas e formas de conhecimento, pressupomos ações que possam ser promovidas no plano social, por meio de iniciativas e práticas diversas — com propósito de agregar, incluir e melhorar a vida das pessoas. Estimulados por conversas e performances trazidas pelos participantes da programação do evento-seminário PLIT, gostaríamos de materializar esse pensamento propositivo de maneira criativa, convidando o público a imaginarmos, juntos, possíveis intervenções.
O PLIT (Programa-Laboratório Integrado Transdisciplinar) é uma proposta experimental que promove a aproximação da literatura com outras áreas do conhecimento a partir de uma perspectiva de pesquisa inovadora e com objetivo de gerar impacto social.
CONVIDADOS (em ordem alfabética)
Denise Stoklos, atriz e dramaturga
Dimy Unclear, grafiteiro
Eduardo Nicolau, fotógrafo e editor (Jornal Estado de S.Paulo 1997-2020)
Emma Jova, atriz e os grupos de teatro: Benvinda Cia e Geometrias (In)Congruentes
Eva Furnari, escritora e ilustradora
Gabriela Romeu, jornalista e curadora
Renata Meirelles, educadora e documentarista (Territórios do Brincar)
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“Manifesto inclusivo”, com estudantes do ensino fundamental II, integrantes do Projeto AEL Mauricio de Sousa, na escola EMEF Júlio de Grammont (DRE São Mateus)
SERVIÇO
Dia: 30 de novembro
Horário: 8h-17h (intervalo para almoço das 12 às 13h)
Local: PUC-SP (R. Monte Alegre, 984 – Perdizes). Auditório: 117A
Público: Aberto ao público em geral, permite inscrição especial aos educadores da rede pública de ensino, pesquisadores e outros interessados.
Inscrições para o público geral: https://forms.gle/ttcKwLASp4Wu6RKP8
Inscrições para professores da rede municipal: https://forms.gle/tdAVv2LLPD4MeV2s7
BENVINDA CIA
A Benvinda Cia. nasceu em 2016 a partir do desejo de participantes de diferentes grupos teatrais da Cultura Inglesa de aprofundar sua investigação em práticas artísticas. Pesquisadores de uma linguagem Pop e contemporânea e da transposição da estética das histórias em quadrinhos para a cena, contou com apresentações e temporadas em teatros paulistanos como iNBOx Cultural, Parlapatões, Viga Espaço Cênico e Cia da Revista; e centros culturais como a Casa1, Centro Cultural Grajaú, Casa de Cultura Parelheiros, Centro Cultural Vila Formosa, Casa de Cultura Tremembé e o Centro Cultural da Diversidade, além de apresentações em escolas da rede municipal e escolas particulares. O grupo investe na colaboração entre seus atores-criadores e direção, criando dramaturgias completamente autorais que dialogam com o mundo que nos cerca, e expande sua pesquisa para outras mídias, com a publicação de duas HQs pela Editora Giostri (“Limonada” e “Ana e a Baleia”, ambas à partir de peças homônimas da companhia), peças podcasts, leituras dramáticas ilustradas, peças em formato digital, vídeos ensaísticos sobre a cultura pop e da realização de oficinas abertas nas linguagens do corpo e das artes visuais.
No dia 30 de Novembro, o diretor artístico da Benvinda Cia, João Hannuch, estará acompanhado da atriz e produtora Emma Jovanovic na PUC SP, em parceria com o projeto PLIT para discutir sobre as relações entre a literatura e a arte transmídia. Autor e ilustrador de três HQs publicadas como adaptações de peças do grupo, João é Mestre em Teatro POP e Transmídia pela Escola Superior de Artes Célia Helena, e abordará parte de sua pesquisa a partir da apresentação de suas publicações, de mind map ilustrado e trechos de vídeos ensaísticos e de leituras dramáticas realizadas pela Benvinda Cia, a fim de explorar as diferentes intervenções da literatura na sociedade e na educação, sobretudo na voltada a crianças e adolescentes.
DENISE STOKLOS
Nascida em 1950, em Irati, PR, é atriz, autora, diretora e professora.
Em 1972, graduou-se em Ciências Sociais pela PUC-PR e Jornalismo pela UFPR. Em 1968, iniciou sua carreira no Teatro em Curitiba-PR, desde então sendo dirigida no Rio e em São Paulo por diretores inesquecíveis como Antonio Abujamra. Em 1978 estudou Mímica em Londres iniciando sua carreira internacional. Em 1987 criou um estilo chamado “Teatro Essencial” – no qual usa o mínimo de recursos externos, só o corpo, a voz e um terceiro elemento que vem do intelecto, memória, intuição: a dramaturgia.
Ao longo de seus cinquenta e dois anos de carreira criou diversos Solos Teatrais que são mantidos em repertório permanente. Foi convidada para apresentá-los em 33 países.
Tem recebido prêmios no Brasil (Ordem do Mérito Cultural, Ordem do Rio Branco, Ordem do Pinheiro, Shell, APETESP, APCA, Mambembe) e no exterior (Romênia, Cuba, Edinburgh). Em 2013, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Estadual do Centro Oeste – UNICENTRO, PR.
É uma das únicas atrizes brasileiras que trabalha apenas em teatro, não faz telenovelas.
Dias 15, 16 e 17 de dezembro fará um curso de imersão sobre performance a todos os interessados. Informações em seu Instagram @denisestoklosoficial.
DIMY UNCLEAR (@dimysp)
Grafiteiro paulistano iniciou sua trajetória em meados de 1998 tendo como suporte paredes para a realização de seus trabalhos. A busca pelo crescimento não cessou, atuando na área do design, criando estampas para diversas marcas de surf e dividindo seu tempo em uma produtora educacional. Hoje também assina seu trabalho com um símbolo.
EDUARDO NICOLAU
Fotógrafo com mais de 20 anos de experiência em redação de jornal. É formado em Fotografia pelo Senac.
Foi editor geral de fotografia do Jornal O Estado de S.Paulo entre 2010 e 2020 e fotógrafo (também do Estadão e Jornal da Tarde) de 1997 a 2010
Organizou e realizou cobertura fotográfica de quatro copas do mundo (Alemanha, África, Brasil e Rússia), três olimpíadas (Pequim, Londres e Brasil), crises civis no Haiti, Equador, eleições e viagens presidenciais (Vietnã e China)
Tem publicados os livros “Retrato de Jornal” (Letras do Brasil, 2013) e “Retratos” (Ipsis, 2022). Recebeu as seguintes premiações: Prêmio Estado de Jornalismo 2003, 2006 e 2009; Prêmio Líbero Badaró 2006; Prêmio Vladimir Herzog 2002. Indicado ao Prêmio Esso 2002 e 2006
EVA FURNARI
Nasceu em Roma em 1948 e veio para o Brasil com 2 anos de idade. Formou-se em Arquitetura pela USP e foi professora de artes no Museu Lasar Segall de 74 a 79.
Começou sua carreira de escritora e ilustradora de livros infantis e juvenis em 1980 e tem 64 livros publicados. Publicou, por quatro anos, histórias da Bruxinha nos suplementos infantis dos jornais Folha de São Paulo e Estado de São Paulo. Seus livros foram publicados na Inglaterra, Turquia, China, Chile, México e muitos deles foram adaptados para o teatro.
Ao longo de sua carreira, foi premiada diversas vezes. Recebeu 8 vezes o Prêmio Jabuti pela CBL, foi premiada 9 vezes pela FNLIJ e recebeu o APCA pelo conjunto da obra.
GABRIELA ROMEU
Escritora, jornalista e documentarista, com mais de vinte anos de atuação em projetos que criam pontes entre infâncias.No jornal Folha de S.Paulo, editou o caderno Folhinha e coordenou o projeto Mapa do Brincar (www.mapadobrincar.com.br), vencedor do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo (2010).
Atua na crítica de teatro infantil, membro da APCA, e escreveu sobre literatura e cinema, sempre integrando diversas comissões de festivais, mostras e editais voltados à produção cultural para a infância. É curadora de exposições e instalações que circulam em diferentes espaços culturais (Sescs, festivais).
É autora de livros que recontam o real e o imaginário das infâncias brasileiras.
É corroteirista do documentário “Disque Quilombola” e diretora de “Meninos e reis” e “Quintais do Xingu”. Atuou como cocuradora da exposição “Trilhas do Brincar”, que circulou por três unidades do Sesc-SP, e das instalações “Inventário dos Cabinhas”, “Infâncias” e “Na rua dos Meninos” em unidades do Sesc e outros espaços culturais.
GEOMETRIAS (IN)CONGRUENTES
Geometrias (In)congruentes é uma metodologia de pesquisa para artes cênicas que serve tanto para improvisação guiada levada a público, como também para o uso interno em grupos artísticos e instituições de ensino a fim de desenvolvimento didático e criativo. Trata-se de um tabuleiro para se jogar teatro, uma ação cênica improvisada a partir de um jogo de dados. O tabuleiro é dividido em quatro áreas – luz, som, corpo e vídeo -, e os dados determinam o perfil da criação – características da qualidade de ação, imagem ou som gerada. Há um microfone no espaço, acessível a qualquer um que queira intervir nas cenas com comentários, depoimentos, leituras de materiais literários disponíveis ou quaisquer outras declamações.
Desenvolvida pelo artista transmidiático pernambucano Luiz Manuel, a metodologia investiga fruição e formação artística por meio da improvisação guiada, sob uma perspectiva tanto artística quanto sociológica. Propõe também uma reflexão acerca da autonomia do público, que faz uso de seu próprio repertório e bagagem cultural para a criação, interligando memória, identidade e jogo no espaço-tempo artístico e teatral.
No dia 30, o Núcleo de Treinamento Geometrias (In)congruentes estará presente na PUC-SP para participação no Projeto PLIT, apresentando uma rodada-demonstração do jogo, exibindo o mini-documentário da pesquisa e conduzindo um diálogo acerca das relações entre teatro, literatura, memória e performatividade. O coletivo pretende demonstrar as maneiras com que os atravessamentos da leitura na contemporaneidade podem ser levados à cena, por meio de improvisos que evocam os repertórios de cada indivíduo e põem em xeque os paradigmas atrelados ao purismo das artes e das linguagens.
RENATA MEIRELLES
Educadora e documentarista. Viaja pelo país estudando a infância brasileira e seus brincares.
Mestre em educação pela USP. Idealizadora do Projeto BIRA – Brincadeiras Infantis da Região Amazônica (www.projetobira.com) e do Projeto Território do Brincar (www.territoriodobrincar), uma co-realização com o Instituto Alana.
Publicou os livros “Giramundo e Outros Brinquedos e Brincadeiras dos Meninos do Brasil” (editora Terceiro Nome), vencedor do Prêmio Jabuti de 2008 e “Cozinhando no Quintal”, da mesma editora.
Curadora de exposições sobre o brincar em unidades do SESC: “Mais de Mil Brinquedos para a Criança Brasileira” – SESC Pompéia, “Trilhas do Brincar” SESC Santos, Santo André e Araraquara e “Brinquedos dos Meninos do Brasil”, Regional SESC Santa Catarina.
Diretora de diversos curtas-metragens sobre a temática do brincar, tais como como “Bambeia” e “Disque Quilombola”, vencedores de prêmios em festivais de cinema nacionais e internacionais.
Dirigiu os documentários “Território do Brincar”, uma co-produção de Maria Farinah Filmes e Ludus Videos, e “Brincar Livre: de dentro para fora”, que, em parceria com o Instituto Alana, acompanhou famílias diversas da Grande São Paulo durante a pandemia e registrou os processos pelos quais as crianças e suas brincadeiras passaram ao longo desse período.
SOBRE O PROJETO PLIT:
O PLIT, Programa-laboratório integrado transdisciplinar para formação acadêmica e pedagógica, é um projeto financiado pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), no Programa de Pós-Doutorado Estratégico. Engendrado na cultura de design e projeto (PIVETTI, 2019), o PLIT é uma proposta experimental destinada à idealização de modelos inter e transdisciplinares, que promove a aproximação da literatura com outras áreas do conhecimento a partir de uma perspectiva de pesquisa inovadora e tendo por objetivo final a criação de proposições de impacto social. Entendendo a pesquisa como método de inovação e experimentação, o projeto lança mão de uma abordagem experimental programática e investiga por que caminhos de concepção metodológica e crítica é possível se contribuir para uma formação em literatura que, baseada em transdisciplinaridade, possa articular pensamento, experiência e produção científica de modo a disparar práticas e intervenções de valia social, na educação e outros setores. Para isso, o Programa-laboratório propõe integrar processos e produtos, visando criar diversificadas oportunidades de engajamento para os pesquisadores, ampliar as relações com a literatura e a sociedade e valorizar uma formação de intercâmbio cultural, dentro e fora do espaço acadêmico, atraindo públicos diversos.
Coordenação: Diana Navas, supervisora e docente PUC-SP e Michaella Pivetti, designer-curadora e pesquisadora pós-doutoranda do PPGLCL, PUC-SP.
Celebridades
Weekend Festival cresce e atrai público de 7 estados para sua maior edição em Florianópolis.
À frente do projeto, Mari Casagrande fala sobre expansão, estrutura inédita e os bastidores do evento que consolida sua marca no cenário LGBTQIA+.
Na sexta edição do Festival Weekend, a empresária Mari Casagrande eleva o conceito de entretenimento e transforma o festival em uma verdadeira jornada premium. De experiências imersivas a voo exclusivo, o evento promete marcar definitivamente o calendário nacional.
“NUNCA FOI SÓ SOBRE FESTA. É SOBRE EXPERIÊNCIA.”
Com mais de uma década de atuação no mercado, Mari Casagrande construiu uma trajetória sólida no segmento de entretenimento. Fundadora da Brigthon Experience, ela sempre teve uma visão clara: criar algo que ultrapassasse o palco e o som.

“Meu objetivo nunca foi apenas produzir eventos, mas criar momentos marcantes que conectem pessoas, marcas e emoções em um único ambiente.”
E é exatamente essa proposta que consolida o festival como um dos mais aguardados do país.
SEXTA EDIÇÃO, NOVO PATAMAR
Depois de passar por destinos icônicos como Ilhabela, Búzios e Capitólio, o festival desembarca agora em Florianópolis, unindo turismo e entretenimento em um formato que já virou assinatura da marca.
A cada edição, a produção evolui: mais estrutura, mais tecnologia, mais entrega. O crescimento é estratégico e consistente — e o público sente isso.

O DIFERENCIAL: EXPERIÊNCIA IMERSIVA + VOO EXCLUSIVO
Se o Weekend já era conhecido pela curadoria refinada e público selecionado, nesta edição o nível sobe ainda mais.
Um dos grandes anúncios é o voo exclusivo fechado em parceria com a Gol Linhas Aéreas, com pacotes que incluem passagem, hospedagem e convite para o festival.
Além disso:
Cenografia impactante
Estrutura premium
Ativações de grandes marcas
Tecnologia aplicada à experiência do público
“Estamos investindo pesado para entregar algo verdadeiramente inesquecível.”

LINEUP ESTRATÉGICO
O lineup foi pensado para equilibrar grandes nomes nacionais e talentos em ascensão. A proposta é clara: unir peso de mercado com novas apostas que vêm conquistando espaço no cenário.
O resultado? Uma pista pulsante, diversa e alinhada com o conceito sofisticado do evento.

O PÚBLICO: ESTILO, ENERGIA E CONEXÃO
O Festival Wekend já é conhecido por reunir um público estiloso, de alto astral e que valoriza experiências premium.
Gente bonita, conectada e que entende que o evento vai além da festa — é networking, lifestyle e posicionamento.
EVENTO DE INTERESSE NACIONAL
As vendas já alcançam estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e, claro, Santa Catarina.
O festival deixou de ser regional. Hoje, é nacional.

A PROMESSA
Entrega.
Qualidade.
Intensidade.
Se depender de Mari Casagrande, essa edição não será apenas mais um evento — será um marco.
FONTE: Mathaus Sanchez
Cultura
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Celebridades
Acupuntura e seus benefícios, Dr. Volnei Barboza.
As crenças iniciais da acupuntura se baseavam em conceitos que são comuns na medicina tradicional chinesa, como uma energia da vida chamada qi
Acreditava-se que o qi fluía dos órgãos primários do corpo (órgãos zang fu) para tecidos “superficiais” do corpo como pele, músculos, tendões, ossos e juntas através de canais chamados meridianos. Os acupontos se localizam, quase sempre, ao longo dos meridianos Os que não se localizam ao longo dos meridianos são chamados extraordinários, e aqueles que não têm localização específica são chamados pontos a-shi.
Os acupontos propriamente ditos ficam sob a pele, não na superfície, e para que sejam estimulados devidamente e com segurança, as agulhas são introduzidas em diferentes graus de inclinação conforme o caso. Yintang, por exemplo, um acuponto localizado entre as sobrancelhas, deve ser punturado perpendicularmente em relação à pele no sentido do topo da cabeça para baixo, pinçando-se a pele levemente entre os dedos no momento da introdução da agulha; VB30, por outro lado, um ponto localizado em ambas as nádegas, deve ser punturado profundamente em ângulo de 90º.
O sentido das agulhas, o tempo e a forma de estimulação também podem variar conforme o tratamento específico. Condições de excesso (de chi ou de xué) são tratadas com estimulações menos vigorosas e pouco demoradas, ao passo que condições de vazio ou deficiência pedem manobras de entrada e retirada (não se retira totalmente a agulha, apenas se dá pequenos solavancos para cima e para baixo), fricção (na parte áspera da agulha), giros de um lado para outro ou mesmo pequenos petelecos na ponta exposta da agulha.
É costume também utilizar um “mandril” para inserir as agulhas. Trata-se de um pequeno tubo plástico descartável dentro do qual corre a agulha. A leve pressão da ponta do mandril sobre a pele ajuda a reduzir a dor da entrada, mas acupunturistas muito experientes muitas vezes optam por inserir a agulha em um movimento rápido à mão livre até a profundidade indicada, o que não é possível com o mandril (a diferença entre o comprimento do mandril e da agulha é o quanto se conseguirá inserir da agulha no primeiro movimento).
Sensação de qi
De-qi (Chinês: 得气; pinyin: dé qì; “chegada de qi”) se refere a uma alegada sensação de torpor, distensão ou formigamento elétrico no local da agulha. Se essa sensação não ocorre, então se justifica dizendo que o acuponto não foi localizado corretamente, ou a agulha não foi inserida na profundidade correta, ou houve manipulação inadequada. Se o de-qi não é imediatamente sentido no local de inserção da agulha, várias técnicas de manipulação costumam ser empregadas para promovê-la, como arrancar, sacudir e tremer.[61]
Uma vez que o de-qi é observado, técnicas podem ser utilizadas para “influenciar” o de-qi: por exemplo, através de certa manipulação, o de-qi pode, supostamente, ser transferido do local da agulha para locais mais distantes do corpo. Outras técnicas objetivam “tonificar” (chinês: 补; pinyin: bǔ) ou “sedar” (chinês: 泄; pinyin: xiè) o qi.
As primeiras técnicas são usadas em padrões de deficiência, as últimas em padrões de excesso de energia.[61] O de-qi é mais importante na acupuntura chinesa, enquanto os pacientes ocidentais e japoneses podem não considerá-lo uma parte necessária do tratamento.[52]
Práticas relacionadas
Do-in, uma forma não invasiva de trabalho corporal, usa pressão física aplicada aos acupontos por meio das mãos, dos cotovelos ou de outros instrumentos.A acupuntura é, frequentemente, acompanhada de moxabustão, a queima de preparações cônicas de moxa (feitas a partir de várias espécies do gênero Artemisia secas) sobre ou próximo à pele, frequentemente porém nem sempre em acupontos ou próximo a eles. Tradicionalmente, a acupuntura é usada para tratar doenças agudas, enquanto a moxabustão é usada para tratar doenças crônicas.
A moxabustão pode ser direta (o cone é colocado diretamente sobre a pele e permite-se que ele queime a pele, produzindo uma bolha e, eventualmente, uma cicatriz) ou indireta (o cone é colocado sobre uma fatia de alho, gengibre ou outro vegetal, ou um cilindro de moxa é mantido acima da pele, perto o bastante para aquecer ou queimar a pele).
Ventosaterapia é uma antiga forma chinesa de medicina alternativa na qual é criada uma sucção local sobre a pele; os praticantes acreditam que isso mobiliza um curativo fluxo de sangue.
Eletroacupuntura é uma forma de acupuntura na qual as agulhas são ligadas a um aparelho que gera pulsos elétricos contínuos (isso já foi descrito como, essencialmente, estimulação nervosa elétrica transdermal TENS mascarada como acupuntura).
Acupuntura de agulha de fogo é uma técnica que envolve a rápida inserção de agulhas aquecidas por fogo em partes do corpo.
Sonopuntura é uma estimulação do corpo similar à acupuntura usando som ao invés de agulhas. Isso pode ser feito usando transdutores que emitam ultrassom a uma profundidade de oito a seis centímetros em acupontos da pele. Alternativamente, pode ser usado um diapasão ou outros aparelhos emissores de som.
Injeção em acupontos é a injeção de várias substâncias (como remédios, vitaminas ou extratos herbais) nos acupontos. Essa técnica combina acupuntura tradicional com a injeção de uma dose efetiva de um remédio aprovado, e seus defensores sustentam que ela é mais eficiente que qualquer tratamento isolado, especialmente para o tratamento de alguns tipos de dor crônica. Entretanto, um estudo de 2016 revelou que a maior parte dos trabalhos publicados sobre o tema era de pouco valor devido a problemas metodológicos, e que testes em escala mais ampla seriam necessários para chegar a conclusões mais precisas.
Com base no conceito de microssistemas de acupuntura e sob os mesmos fundamentos da medicina tradicional chinesa que caracterizam a acupuntura, se desenvolveram técnicas explorando as possibilidades terapêuticas de regiões específicas do corpo como o pavilhão auricular (orelha) e as mãos.
Dentre estas, a mais antiga e difundida é a auriculopuntura ou auriculoterapia, já registrada no Neijing (500-300 a.C.). Tal técnica conta hoje com mais de uma escola: a chinesa clássica e a francesa, tendo sido esta última fundada pelo neurocirurgião francês Paul Nogier em 1957. Bem mais recente, o microssistema de acupuntura dos pontos das mãos – Korio Soo-Ji-Chim (Acupuntura de Mão, Coreana) foi desenvolvida apenas em 1975, por Tae Woo Yoo.[75] Os microssistemas são identificados seguindo a mesma lógica da reflexologia, ou seja, uma determinada área do corpo traz pontos reflexos de todo o corpo. Na auriculoterapia, por exemplo, visualiza-se um feto invertido sobre o pavilhão auricular para saber a que parte do corpo se refere cada região da orelha. Não há evidência científica, no entanto, de que a auriculoterapia possa curar doenças. A acupuntura do couro cabeludo, desenvolvida no Japão, é baseada em considerações reflexológicas do couro cabeludo.
A acupuntura cosmética é o uso da acupuntura numa tentativa de reduzir as rugas do rosto.
A acupuntura de veneno de abelha é a injeção de veneno de abelha purificado e diluído nos acupontos.
Colin A. Ronan, em sua “História ilustrada da ciência da Universidade de Cambridge”, assinala o período histórico de surgimento/consolidação de algumas das ideias básicas da ciência chinesa que eventualmente levaram ao desenvolvimento da técnica da acupuntura, como a concepção de Yin / Yang (陰陽) no princípio do século IV a.C. e a teoria dos Cinco elementos Wu Xing (五行), entre 370 e 250 a.C. por Tsou Yen (Zou Yan), o membro mais destacado da Academia Chi-Hsia (Zhi-Xia) do príncipe Hsuan (Xuan).
Na medicina tradicional chinesa, a doença é, geralmente, percebida como uma desarmonia em energias como yin, yang, qi, xuĕ, zàng-fǔ e meridianos, e na interação entre o corpo e o ambiente.[62]:77 A terapia se baseia em quais “padrões de desarmonia” podem ser identificados.[80][81]:1 Por exemplo, acredita-se que algumas doenças são causadas quando meridianos são invadidos por excesso de frio, vento e umidade.[81]:169-73 Visando a determinar qual é o padrão existente, os praticantes examinam itens como cor e formato da língua, a força relativa dos pontos de pulsação, o odor da respiração, a qualidade da respiração e o som da voz.[82][83] A medicina tradicional chinesa não diferencia claramente causa e efeito dos sintomas.[84]
FONTE: http://drvolneibarboza.com.br/
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