Entrevista
Em entrevista exclusiva Morgana KLEIN relembra sua infância e aborda temas mais que relevantes da atualidade
Eu fui uma criança muito comportada. Bem certinha mesmo. Cabelo chanel, franjinha no lugar, obediente à minha mãe — dessas que não dão trabalho. Eu gostava de estar perto dela, de acompanhar tudo. E quando ela tentou me colocar na creche, eu não queria ir de jeito nenhum. Eu chorava. Eu queria ficar no salão com ela.
Então eu cresci ali… no meio das pessoas, puxando conversa com quem aparecia. Na época não tinha horário marcado, era por chegada, então sempre tinha alguém esperando. E eu falava MUITO. Perguntava, respondia, me metia, queria saber da vida dos outros e contar da minha também. As pessoas me davam atenção, riam, me escutavam. E eu amava aquilo.
Do lado do salão tinha um ponto de ônibus. Cidade pequena, tudo perto. Minha mãe conseguia me ver, então às vezes eu ficava ali também, conversando com quem estava esperando a circular. Perguntava pra onde ia, comentava qualquer coisa. Eu não tinha vergonha. Eu simplesmente falava.
Só fui pra escola com seis anos. Minha mãe me ensinou a ler e escrever em casa — e acho que as clientes ajudaram também, de tanto que conversavam comigo. Com meu pai, eu aprendia matemática. Então, quando cheguei na escola, eu já vinha pronta. Eu ia bem, aprendia fácil, tirava nota boa.
Mas teve um dia em que um menino falou que não adiantava nada eu ser inteligente e bonita se eu não tinha uma calça decente. E era verdade. Eu não tinha.
Eu tinha duas calças de gorgurão. Uma azul e uma preta. Sonhava em ter uma calça jeans. E acho que foi ali a primeira vez que eu senti que talvez o que eu era não fosse suficiente do jeito que estava.
Depois a vida mudou. Meus pais cresceram, as coisas melhoraram, eu tive acesso a outras coisas. Mas aquilo nunca foi sobre a calça. E eu fui entendendo isso com o tempo.
Talvez tenha sido ali que eu comecei a aprender a lidar com julgamento. Porque hoje muda o cenário, muda o tamanho, mas a lógica é a mesma. Sempre vai ter alguém tentando te reduzir. Sempre tem um hater pronto pra te desmerecer.
Eu trabalhei muitos anos com público. Tive comércio, tive casa lotérica, passei muito boleto na vida — o dia inteiro falando com gente de todo tipo. E isso te ensina rápido. Você aprende a olhar, entender, resolver, se virar. Não tem muito espaço pra enrolação.
E, ao mesmo tempo, eu sempre tive essa vontade de falar, de aparecer, de ser conhecida. Mas não de qualquer jeito. Eu queria ser sendo eu. E isso, na prática, dá mais trabalho do que parece.
Hoje eu moro na roça. Tenho uma vida simples em muitos aspectos. O silêncio aqui é gostoso, mas às vezes também incomoda. Porque ele te deixa muito consigo mesma. Não tem distração o tempo inteiro. E eu gosto da cidade grande também — gosto do movimento, gosto de estar onde as coisas acontecem. Acho que fico nesse meio, sabe? Entre uma coisa e outra.
Eu sou mãe do Pedro e da Eva, sou esposa do Tony. Essa sou eu — e isso é o que importa pra mim.
Eu gosto de falar, gosto de me posicionar, gosto de participar das coisas. E isso acabou alcançando mais gente do que eu imaginava, mesmo eu estando longe dos grandes centros.
E, olhando hoje, com tanta coisa sendo dita sobre o que é ser mulher, com tantos significados sendo colocados o tempo todo, eu acho que o mais difícil — e ao mesmo tempo o mais valioso — é conseguir se manter inteira. Se encontrar dentro da própria família, dentro do que você acredita, dentro do que você está construindo… e crescer sem se desconectar disso.
Saber onde você está, no que você acredita, cuidar da sua família, da sua casa, e ao mesmo tempo ir construindo outras coisas… um pouco aqui, um pouco ali. Porque a vida não vem separada em partes. Os filhos crescem, você se ajusta, se dedica mais em um momento, depois em outro… e vai dando tempo. Quando é de verdade, dá.
E, na dúvida…
brega é se perder de si só pra caber.
Celebridades
Entrevista Especial – Tuani Batista
Ela nasceu e foi criada em uma comunidade bem pequena de 600 habitantes no interior de Santa Catarina, onde morou até seus 15 anos.
Teve uma infância feliz e livre no interior, mas nem sempre fácil. Seu padrasto trabalhava com serviços braçais em troca de um teto para morar como parte do pagamento.
Com isso, sua familia mudáva muito de um lado para o outro. Foi uma fase difícil, faltava tudo!
Com 12 anos ela começou a fazer faxina para ganhar algum dinheiro.
Os anos foram se passando e tudo que surgia ela tentava: ia de porta em porta vender produtos nas casas, fazia unha, ia pra roça, fazia de tudo um pouco.
Quando seu avô faleceu, foi outro período bem difícil, pois sua mãe sempre sofreu de depressão e tudo só se agravou mais.
Foi então que sua família tentou a vida na cidade -Orleans.
Ela conclui seu ensino médio a noite enquanto trabalhava durante o dia e entrou na faculdade.
Ela decidiu fazer medicina veterinária, mesmo sabendo que seria um desafio estudar em período integral sem dinheiro algum, mas seguiu firme no propósito e deu tudo certo!
Conseguiu uma bolsa de estudos e um emprego na faculdade a noite e aos finais de semana para qualquer custo extra.
E foi uma vitória! Conseguiu se formar! Conseguiu arcar com tudo, pois ela sabia que seus pais não teriam condições de ajudar ela com nada além de moradia. Foi um orgulho para mim e para os meus pais!
Se formou e logo em seguida conheceu seu atual marido, o Lucas.
Trabalhou por 1 ano como veterinária, mas acabei saindo da profissão. O Lucas passou a apoiar ela muito em tudo.
Ele a convidou para trabalhar na farmácia de sua família.
Ela queria fazer algo a mais por ela . Algo que partisse dela, só não sabia o que. Então olhou a primeira vez para o seu Instagram como um potencial instrumento de trabalho.
E desde então ela vem criando conteúdo, hoje com uma vida muito mais confortável e muito grata por tudo o que conquistou até aqui!
Seus valores e propósitos?
Meus valores são pautados em:
-Determinação
-Autenticidade
-Criatividade
-Fé
-Transparência
-Alegria
Meus propósitos:
Meu propósito é ser lembrada de forma positiva e autêntica por onde passo. Assim como alegrar o dia das pessoas e criar conexões genuínas com meu público e que isso alcance e marque a vida de mais e mais pessoas diariamente.
Sua trajetória e impacto?
Minha trajetória na internet num primeiro momento começou a se desenhar criando conteúdos sobre viagens. Foi a primeira ideia que eu tive.
Como eu disse anteriormente, minha vida estava muito mais confortável e realizei o sonho de fazer uma viagem para o exterior em 2022. Aproveitei o gancho para começar a gravar conteúdos. Tudo muito amador e eu não sabia direito o que estava fazendo, mas a ideia era começar de algum lugar.
Apertei na tecla dos conteúdos de viagem por um tempo, mas não foi ali a virada de chave.
Em um belo dia, isolada com COVID em casa, decidi fazer um meme sobre Santa Catarina e o meme viralizou.
Foi muito mais fácil pois eu só abri a câmera e fui eu mesma, sem precisar sair de casa, sem disfarçar sotaque…
E aí eu entendi, que não é o conteúdo mais mirabolante que se destaca, mas sim o que gera mais identificação. E o simples funciona muito bem!
Migrei para o lado do entretenimento e dia a dia fui trazendo a Tuani raiz que cresceu no interior, me inspirando em mim, na minha família e em pessoas que passaram pela minha vida e tudo passou a ser mais fácil.
O impacto que gera é justamente o de identificação. Quando comecei a criar conteúdos como “a catarinense” por exemplo, as pessoas acabavam se vendo naqueles vídeos e me marcavam através daquilo, pois não haviam muitos conteúdos iguais na internet. Isso é o legal de colocar sua autenticidade no que está fazendo!
Qual sua força e as qualidades que uma mulher precisa ter nos dias atuais?
Minha força é Deus, minha família e minha mente, afinal ela pode me levar do céu ao inferno se não estiver blindada.
Nos dias atuais a mulher precisa ter autonomia emocional e não depender de validação constante. Ter clareza do que quer e do que já não aceita mais na vida, no trabalho e em relacionamentos…
E claro, leveza e bom- humor! Mas isso vale para todo mundo! Não tem coisa mais chata do que passar pela vida levando tudo ao pé da letra.
Não seja o espalha bolo que ninguém quer por perto ou a pessoa que ninguém chamaria pra um churrasco. A vida é curta demais pra levar tudo tão a sério, divirta-se durante o processo também.
Empreendedorismo
Entrevista especial com a DRA e empresária com projeção internacional Clemilda Thomé
*1. Seus valores e propósitos*
Meus valores sempre foram muito claros para mim: fé, família, trabalho, disciplina e gratidão.
São eles que sustentam tudo o que construí ao longo da vida.
Acredito que o verdadeiro sucesso não está apenas nas conquistas externas, mas na maneira como escolhemos viver, servir e impactar positivamente a vida de outras pessoas.
Meu propósito sempre foi construir com significado, gerar valor e inspirar pessoas — especialmente mulheres — a entenderem que é possível ocupar lugares de relevância sem abrir mão da essência, da elegância e dos princípios.
*2. Sua trajetória e impacto*
Minha história começou de forma simples, com uma infância humilde, mas nunca me faltaram valores, fé e vontade de construir algo maior. E talvez tenha sido justamente aí que nasceu a base de tudo o que me tornei.
Muitas pessoas olham para a minha trajetória hoje e imaginam que sempre vivi em um ambiente de abundância. Mas a verdade é que tudo foi construído com muito trabalho, disciplina, constância e coragem.
Se existe algo que considero importante na minha caminhada, é mostrar que a origem não determina o destino. É possível começar de forma simples e, com fé, perseverança e valores sólidos, construir uma vida de impacto, prosperidade e propósito.
*3. A força que representa*
A força que eu represento vem da minha essência, da minha história e de tudo o que escolhi preservar dentro de mim ao longo do caminho.
Eu acredito em uma força que não precisa ser barulhenta para ser firme. Uma força que se revela na postura, na serenidade, na constância e na capacidade de permanecer fiel aos próprios valores, mesmo diante dos desafios.
Para mim, força também é isso: seguir com delicadeza, mas com firmeza. Com sensibilidade, mas com segurança. Com elegância, mas sem nunca abrir mão da coragem.
*4. Quais as qualidades que uma mulher de sucesso precisa ter nos dias atuais?*
Acredito que uma mulher de sucesso, hoje, precisa antes de tudo saber quem é.
Ter identidade, valores e clareza sobre aquilo que deseja construir.
Para mim, algumas qualidades são indispensáveis: disciplina, coragem, resiliência, inteligência emocional, postura, constância e fé.
O mundo exige presença, mas também preparo. Exige sensibilidade, mas também firmeza.
E eu acredito muito que a mulher de sucesso dos dias atuais é aquela que consegue unir essas forças com naturalidade: a delicadeza e a decisão, a elegância e a autoridade, a feminilidade e a potência.
*Fechamento*
Se a minha história puder tocar outras mulheres, eu espero que seja para lembrá-las de algo muito importante:
Não é sobre onde você começou.
É sobre aquilo que você escolhe construir todos os dias.
Quando existem fé, disciplina, valores e coragem, uma história simples pode se transformar em uma trajetória extraordinária.
E essa, talvez, seja uma das mensagens mais bonitas que eu posso deixar: é possível crescer, prosperar e conquistar grandes espaços sem perder a essência, a delicadeza e a verdade de quem você é.
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