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Especialista Camila Silveira explica o que é shadowban, punição do Instagram que prejudica o seu engajamento

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A especialista em vendas pelas redes sociais Camila Silveira dá dicas para que você não seja “punido” na rede social

O Instagram está presente na vida de muitas pessoas. E para quem usa a rede social como trabalho, é uma importante ferramenta, já que além de ser um

A especialista em vendas pelas redes sociais Camila Silveira dá dicas para que você não seja “punido” na rede social

O Instagram está presente na vida de muitas pessoas. E para quem usa a rede social como trabalho, é uma importante ferramenta, já que além de ser um ótimo canal de relacionamento com o público, ele aumenta a visibilidade. Devido a isso, é preciso ficar atento a tudo que você faz na rede para sua conta não levar shadowban e seu engajamento cair.

A especialista em vendas nas redes sociais Camila Silveira explica que a palavra shadowban pode ser traduzida como “bloqueio fantasma” e trata-se de uma ação de bloqueio do Instagram que impede o desempenho das postagens de forma não explícita.

“Ou seja, um Shadowban acontece quando um usuário é penalizado no Instagram, mas ele não sabe disso. No Instagram, acontece quando seu conteúdo deixa de aparecer em feeds de hashtags, de localização ou até mesmo na aba explorar. Dessa forma, seus posts só aparecem para as pessoas que já te seguem, o que pode diminuir bastante o alcance e a conquista de novos públicos. Isso faz com que o uso de hashtags estratégicas e localizações caia por terra totalmente, já que ninguém novo vai ser atingido pelos seus posts. Por outro lado, para o Instagram faz sentido que isso ocorra com alguns perfis porque muitos deles se utilizam de técnicas impróprias para expandir os números como bots, automações e hashtags irrelevantes, que não necessariamente têm relação com o conteúdo postado. O que acaba prejudicando a experiência dos usuários, última coisa que o Instagram quer”, pontua.

Camila cita 4 maneiras para você descobrir se sua conta foi afetada pelo shadowban?

1. Faça uma publicação no perfil que você desconfia que sofreu shadowban;
2. Na publicação, utilize uma das hashtags que você usa frequentemente (opte por uma que não seja tão grande porque pode ser difícil de avaliar se o post foi escondido pelo shadowban ou pela competição da tag);
3. Peça para que cinco perfis que não te seguem pesquisar pela hashtag que você usou na publicação;
4. Veja se você está aparecendo para as pessoas nesse feed de hashtags.
Se algumas dessas contas conseguem ver seu post, pode ficar tranquilo. Você só está passando por uma queda de engajamento.
Por outro lado, se seu post não apareceu nas pesquisas de nenhum desses perfis, sua conta realmente pode ter sofrido shadowban.

Camila afirma que contas que contas que se beneficiam de práticas indevidas para conseguir mais seguidores, curtidas e engajamento são reconhecidas e penalizadas pelo Instagram. Ela cita alguns exemplos de ações indevidas na plataforma que causam o Shadowban:

“Compra de seguidores ou curtidas; uso de bots para interação; uso de hashtags irrelevantes ou que nada têm a ver com o conteúdo apenas com o intuito de promover maior alcance”, elenca.

Ela aconselha o internauta a fazer uma pesquisa das hashtags que pretende usar antes de publicar. Veja se elas estão funcionando normalmente.

“Tenha cuidado com a quantidade e o tipo de hashtag que usa. O próprio Instagram recomenda uma média de 5 hashtags por postagem, sendo um máximo de 30. Ultrapassar essa quantidade pode levantar suspeitas de que estão sendo usadas apenas para conseguir mais alcance, podendo atrapalhar os usuários na hora de fazer uma pesquisa. Um exemplo de hashtag que era bastante utilizada é a “#sextou”, que faz referência ao fato de que a sexta-feira chegou, ou mesmo a algum evento legal na sexta, como sair com os amigos. Ela foi banida do Instagram porque faz alusão a uma outra hashtag em inglês que também se escreve “#sextou”, mas que se pronuncia “sex to you”. Muitas contas estrangeiras passaram a utilizar a hashtag para publicação de vídeos e imagens de conteúdo sexual, prática que vai contra às diretrizes do Instagram”, destaca.

A especialista conta que o Instagram nunca admitiu publicamente que faz o “shadowban”. Mas emitiu uma declaração abordando o problema que os usuários estavam tendo com publicações que não apareciam para determinadas hashtags. “No fim das contas, ficou parecendo uma confirmação, só que com outras palavras”, completa.

Silveira também deu dicas de como reverter o shadowban?

Dê um tempo da rede social

Saia da sua conta e espere cerca de 24 a 48 horas para logar novamente.

Saia também de outros dispositivos como computador e tablet. Essa é uma tentativa para fazer com que o Instagram pare de rastrear a sua conta.

Exclua algumas hashtags

Algumas hashtags podem estar prejudicando a sua conta no Instagram, por isso é bom retirá-las. Por exemplo, a hashtag “sextou” é uma delas.
Remova também aquelas que não têm qualquer relação com o conteúdo publicado.

Troque o tipo de conta

Outra dica é trocar o tipo de conta. Provavelmente, a sua é comercial ou de produtor de conteúdo. Troque para uma conta pessoal e só depois de algum tempo, retorne para a que tinha antes.

Elimine os acessos de outros aplicativos

Muitas vezes permitimos o acesso de outros aplicativos na conta e é importante revogar essa permissão.

Revogue todos e retorne com a autorização apenas para aqueles que realmente você precisa, como os utilizados para programar os seus posts.

Reporte o problema ao Instagram

Se você realmente acredita que foi penalizado injustamente e que suas publicações cumprem com o que é exigido pelo Instagram, então reclame sobre o problema. Basta ir em “Configurações”, “Ajuda” e “Relatar um problema”. Por fim, escolha a opção “Algo não está funcionando”.

Mas como saber se uma hashtag foi banida. Uma lista proibida de hashtags muda com frequência, tornando imperativo realizar pesquisas adequadas antes de incluí-las na postagem.

“Você pode descobrir as tags proibidas do Instagram pesquisando as mesmas na barra de pesquisa. Para isso, você precisa clicar no ícone da lupa que aparece na guia explorar e digitar a hashtag. Assim que o nome da hashtag aparecer, você precisa clicar no mesmo e rolar pelas imagens a seguir. Ao chegar ao ponto final, você pode encontrar uma mensagem informando ‘atualmente oculto’, o que indica que a hashtag foi banida pelo Instagram. Algumas das hashtags são banidas temporariamente. No entanto, é sempre aconselhável reformular o mesmo para evocar alto engajamento e divulgar sua postagem”, aconselha.

Hashtags comuns do Instagram banidas 2022, segundo Camila.

#UMA
#vida adulta
#abc7ny
#sozinho
#sempre
#americangirl
#armparty
#adulto
#Ásia
#atraente
#assday
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#agariogaming
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ótimo canal de relacionamento com o público, ele aumenta a visibilidade. Devido a isso, é preciso ficar atento a tudo que você faz na rede para sua conta não levar shadowban e seu engajamento cair.

A especialista em vendas nas redes sociais Camila Silveira explica que a palavra shadowban pode ser traduzida como “bloqueio fantasma” e trata-se de uma ação de bloqueio do Instagram que impede o desempenho das postagens de forma não explícita.

“Ou seja, um Shadowban acontece quando um usuário é penalizado no Instagram, mas ele não sabe disso. No Instagram, acontece quando seu conteúdo deixa de aparecer em feeds de hashtags, de localização ou até mesmo na aba explorar. Dessa forma, seus posts só aparecem para as pessoas que já te seguem, o que pode diminuir bastante o alcance e a conquista de novos públicos. Isso faz com que o uso de hashtags estratégicas e localizações caia por terra totalmente, já que ninguém novo vai ser atingido pelos seus posts. Por outro lado, para o Instagram faz sentido que isso ocorra com alguns perfis porque muitos deles se utilizam de técnicas impróprias para expandir os números como bots, automações e hashtags irrelevantes, que não necessariamente têm relação com o conteúdo postado. O que acaba prejudicando a experiência dos usuários, última coisa que o Instagram quer”, pontua.

Camila cita 4 maneiras para você descobrir se sua conta foi afetada pelo shadowban?

1. Faça uma publicação no perfil que você desconfia que sofreu shadowban;
2. Na publicação, utilize uma das hashtags que você usa frequentemente (opte por uma que não seja tão grande porque pode ser difícil de avaliar se o post foi escondido pelo shadowban ou pela competição da tag);
3. Peça para que cinco perfis que não te seguem pesquisar pela hashtag que você usou na publicação;
4. Veja se você está aparecendo para as pessoas nesse feed de hashtags.
Se algumas dessas contas conseguem ver seu post, pode ficar tranquilo. Você só está passando por uma queda de engajamento.
Por outro lado, se seu post não apareceu nas pesquisas de nenhum desses perfis, sua conta realmente pode ter sofrido shadowban.

Camila afirma que contas que contas que se beneficiam de práticas indevidas para conseguir mais seguidores, curtidas e engajamento são reconhecidas e penalizadas pelo Instagram. Ela cita alguns exemplos de ações indevidas na plataforma que causam o Shadowban:

“Compra de seguidores ou curtidas; uso de bots para interação; uso de hashtags irrelevantes ou que nada têm a ver com o conteúdo apenas com o intuito de promover maior alcance”, elenca.

Ela aconselha o internauta a fazer uma pesquisa das hashtags que pretende usar antes de publicar. Veja se elas estão funcionando normalmente.

“Tenha cuidado com a quantidade e o tipo de hashtag que usa. O próprio Instagram recomenda uma média de 5 hashtags por postagem, sendo um máximo de 30. Ultrapassar essa quantidade pode levantar suspeitas de que estão sendo usadas apenas para conseguir mais alcance, podendo atrapalhar os usuários na hora de fazer uma pesquisa. Um exemplo de hashtag que era bastante utilizada é a “#sextou”, que faz referência ao fato de que a sexta-feira chegou, ou mesmo a algum evento legal na sexta, como sair com os amigos. Ela foi banida do Instagram porque faz alusão a uma outra hashtag em inglês que também se escreve “#sextou”, mas que se pronuncia “sex to you”. Muitas contas estrangeiras passaram a utilizar a hashtag para publicação de vídeos e imagens de conteúdo sexual, prática que vai contra às diretrizes do Instagram”, destaca.

A especialista conta que o Instagram nunca admitiu publicamente que faz o “shadowban”. Mas emitiu uma declaração abordando o problema que os usuários estavam tendo com publicações que não apareciam para determinadas hashtags. “No fim das contas, ficou parecendo uma confirmação, só que com outras palavras”, completa.

Silveira também deu dicas de como reverter o shadowban?

Dê um tempo da rede social

Saia da sua conta e espere cerca de 24 a 48 horas para logar novamente.

Saia também de outros dispositivos como computador e tablet. Essa é uma tentativa para fazer com que o Instagram pare de rastrear a sua conta.

Exclua algumas hashtags

Algumas hashtags podem estar prejudicando a sua conta no Instagram, por isso é bom retirá-las. Por exemplo, a hashtag “sextou” é uma delas.
Remova também aquelas que não têm qualquer relação com o conteúdo publicado.

Troque o tipo de conta

Outra dica é trocar o tipo de conta. Provavelmente, a sua é comercial ou de produtor de conteúdo. Troque para uma conta pessoal e só depois de algum tempo, retorne para a que tinha antes.

Elimine os acessos de outros aplicativos

Muitas vezes permitimos o acesso de outros aplicativos na conta e é importante revogar essa permissão.

Revogue todos e retorne com a autorização apenas para aqueles que realmente você precisa, como os utilizados para programar os seus posts.

Reporte o problema ao Instagram

Se você realmente acredita que foi penalizado injustamente e que suas publicações cumprem com o que é exigido pelo Instagram, então reclame sobre o problema. Basta ir em “Configurações”, “Ajuda” e “Relatar um problema”. Por fim, escolha a opção “Algo não está funcionando”.

Mas como saber se uma hashtag foi banida. Uma lista proibida de hashtags muda com frequência, tornando imperativo realizar pesquisas adequadas antes de incluí-las na postagem.

“Você pode descobrir as tags proibidas do Instagram pesquisando as mesmas na barra de pesquisa. Para isso, você precisa clicar no ícone da lupa que aparece na guia explorar e digitar a hashtag. Assim que o nome da hashtag aparecer, você precisa clicar no mesmo e rolar pelas imagens a seguir. Ao chegar ao ponto final, você pode encontrar uma mensagem informando ‘atualmente oculto’, o que indica que a hashtag foi banida pelo Instagram. Algumas das hashtags são banidas temporariamente. No entanto, é sempre aconselhável reformular o mesmo para evocar alto engajamento e divulgar sua postagem”, aconselha.

Hashtags comuns do Instagram banidas 2022, segundo Camila.

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Celebridades

Acupuntura e seus benefícios, Dr. Volnei Barboza.

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As crenças iniciais da acupuntura se baseavam em conceitos que são comuns na medicina tradicional chinesa, como uma energia da vida chamada qi

 

Acreditava-se que o qi fluía dos órgãos primários do corpo (órgãos zang fu) para tecidos “superficiais” do corpo como pele, músculos, tendões, ossos e juntas através de canais chamados meridianos. Os acupontos se localizam, quase sempre, ao longo dos meridianos Os que não se localizam ao longo dos meridianos são chamados extraordinários, e aqueles que não têm localização específica são chamados pontos a-shi.

 

Os acupontos propriamente ditos ficam sob a pele, não na superfície, e para que sejam estimulados devidamente e com segurança, as agulhas são introduzidas em diferentes graus de inclinação conforme o caso. Yintang, por exemplo, um acuponto localizado entre as sobrancelhas, deve ser punturado perpendicularmente em relação à pele no sentido do topo da cabeça para baixo, pinçando-se a pele levemente entre os dedos no momento da introdução da agulha; VB30, por outro lado, um ponto localizado em ambas as nádegas, deve ser punturado profundamente em ângulo de 90º.

 

O sentido das agulhas, o tempo e a forma de estimulação também podem variar conforme o tratamento específico. Condições de excesso (de chi ou de xué) são tratadas com estimulações menos vigorosas e pouco demoradas, ao passo que condições de vazio ou deficiência pedem manobras de entrada e retirada (não se retira totalmente a agulha, apenas se dá pequenos solavancos para cima e para baixo), fricção (na parte áspera da agulha), giros de um lado para outro ou mesmo pequenos petelecos na ponta exposta da agulha.

 

É costume também utilizar um “mandril” para inserir as agulhas. Trata-se de um pequeno tubo plástico descartável dentro do qual corre a agulha. A leve pressão da ponta do mandril sobre a pele ajuda a reduzir a dor da entrada, mas acupunturistas muito experientes muitas vezes optam por inserir a agulha em um movimento rápido à mão livre até a profundidade indicada, o que não é possível com o mandril (a diferença entre o comprimento do mandril e da agulha é o quanto se conseguirá inserir da agulha no primeiro movimento).

 

Sensação de qi

De-qi (Chinês: 得气; pinyin: dé qì; “chegada de qi”) se refere a uma alegada sensação de torpor, distensão ou formigamento elétrico no local da agulha. Se essa sensação não ocorre, então se justifica dizendo que o acuponto não foi localizado corretamente, ou a agulha não foi inserida na profundidade correta, ou houve manipulação inadequada. Se o de-qi não é imediatamente sentido no local de inserção da agulha, várias técnicas de manipulação costumam ser empregadas para promovê-la, como arrancar, sacudir e tremer.[61]

 

Uma vez que o de-qi é observado, técnicas podem ser utilizadas para “influenciar” o de-qi: por exemplo, através de certa manipulação, o de-qi pode, supostamente, ser transferido do local da agulha para locais mais distantes do corpo. Outras técnicas objetivam “tonificar” (chinês: 补; pinyin: bǔ) ou “sedar” (chinês: 泄; pinyin: xiè) o qi.

As primeiras técnicas são usadas em padrões de deficiência, as últimas em padrões de excesso de energia.[61] O de-qi é mais importante na acupuntura chinesa, enquanto os pacientes ocidentais e japoneses podem não considerá-lo uma parte necessária do tratamento.[52]

 

Práticas relacionadas

 

Do-in, uma forma não invasiva de trabalho corporal, usa pressão física aplicada aos acupontos por meio das mãos, dos cotovelos ou de outros instrumentos.A acupuntura é, frequentemente, acompanhada de moxabustão, a queima de preparações cônicas de moxa (feitas a partir de várias espécies do gênero Artemisia secas) sobre ou próximo à pele, frequentemente porém nem sempre em acupontos ou próximo a eles. Tradicionalmente, a acupuntura é usada para tratar doenças agudas, enquanto a moxabustão é usada para tratar doenças crônicas.

A moxabustão pode ser direta (o cone é colocado diretamente sobre a pele e permite-se que ele queime a pele, produzindo uma bolha e, eventualmente, uma cicatriz) ou indireta (o cone é colocado sobre uma fatia de alho, gengibre ou outro vegetal, ou um cilindro de moxa é mantido acima da pele, perto o bastante para aquecer ou queimar a pele).

Ventosaterapia é uma antiga forma chinesa de medicina alternativa na qual é criada uma sucção local sobre a pele; os praticantes acreditam que isso mobiliza um curativo fluxo de sangue.

Eletroacupuntura é uma forma de acupuntura na qual as agulhas são ligadas a um aparelho que gera pulsos elétricos contínuos (isso já foi descrito como, essencialmente, estimulação nervosa elétrica transdermal TENS mascarada como acupuntura).

Acupuntura de agulha de fogo é uma técnica que envolve a rápida inserção de agulhas aquecidas por fogo em partes do corpo.

Sonopuntura é uma estimulação do corpo similar à acupuntura usando som ao invés de agulhas.  Isso pode ser feito usando transdutores que emitam ultrassom a uma profundidade de oito a seis centímetros em acupontos da pele. Alternativamente, pode ser usado um diapasão ou outros aparelhos emissores de som.

Injeção em acupontos é a injeção de várias substâncias (como remédios, vitaminas ou extratos herbais) nos acupontos.  Essa técnica combina acupuntura tradicional com a injeção de uma dose efetiva de um remédio aprovado, e seus defensores sustentam que ela é mais eficiente que qualquer tratamento isolado, especialmente para o tratamento de alguns tipos de dor crônica. Entretanto, um estudo de 2016 revelou que a maior parte dos trabalhos publicados sobre o tema era de pouco valor devido a problemas metodológicos, e que testes em escala mais ampla seriam necessários para chegar a conclusões mais precisas.

Com base no conceito de microssistemas de acupuntura e sob os mesmos fundamentos da medicina tradicional chinesa que caracterizam a acupuntura, se desenvolveram técnicas explorando as possibilidades terapêuticas de regiões específicas do corpo como o pavilhão auricular (orelha) e as mãos.

Dentre estas, a mais antiga e difundida é a auriculopuntura ou auriculoterapia, já registrada no Neijing (500-300 a.C.). Tal técnica conta hoje com mais de uma escola: a chinesa clássica e a francesa, tendo sido esta última fundada pelo neurocirurgião francês Paul Nogier em 1957. Bem mais recente, o microssistema de acupuntura dos pontos das mãos – Korio Soo-Ji-Chim (Acupuntura de Mão, Coreana) foi desenvolvida apenas em 1975, por Tae Woo Yoo.[75] Os microssistemas são identificados seguindo a mesma lógica da reflexologia, ou seja, uma determinada área do corpo traz pontos reflexos de todo o corpo. Na auriculoterapia, por exemplo, visualiza-se um feto invertido sobre o pavilhão auricular para saber a que parte do corpo se refere cada região da orelha. Não há evidência científica, no entanto, de que a auriculoterapia possa curar doenças. A acupuntura do couro cabeludo, desenvolvida no Japão, é baseada em considerações reflexológicas do couro cabeludo.

A acupuntura cosmética é o uso da acupuntura numa tentativa de reduzir as rugas do rosto.

A acupuntura de veneno de abelha é a injeção de veneno de abelha purificado e diluído nos acupontos.

 

Colin A. Ronan, em sua “História ilustrada da ciência da Universidade de Cambridge”, assinala o período histórico de surgimento/consolidação de algumas das ideias básicas da ciência chinesa que eventualmente levaram ao desenvolvimento da técnica da acupuntura, como a concepção de Yin / Yang (陰陽) no princípio do século IV a.C. e a teoria dos Cinco elementos Wu Xing (五行), entre 370 e 250 a.C. por Tsou Yen (Zou Yan), o membro mais destacado da Academia Chi-Hsia (Zhi-Xia) do príncipe Hsuan (Xuan).

 

Na medicina tradicional chinesa, a doença é, geralmente, percebida como uma desarmonia em energias como yin, yang, qi, xuĕ, zàng-fǔ e meridianos, e na interação entre o corpo e o ambiente.[62]:77 A terapia se baseia em quais “padrões de desarmonia” podem ser identificados.[80][81]:1 Por exemplo, acredita-se que algumas doenças são causadas quando meridianos são invadidos por excesso de frio, vento e umidade.[81]:169-73 Visando a determinar qual é o padrão existente, os praticantes examinam itens como cor e formato da língua, a força relativa dos pontos de pulsação, o odor da respiração, a qualidade da respiração e o som da voz.[82][83] A medicina tradicional chinesa não diferencia claramente causa e efeito dos sintomas.[84]

 

FONTE: http://drvolneibarboza.com.br/

 

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Cultura

Anistia?

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A anistia é um instrumento jurídico que permite ao Estado perdoar determinados crimes, extinguindo a punibilidade ou impedindo que o autor seja responsabilizado. Geralmente, esse tipo de medida é utilizado em contextos políticos — períodos de transição democrática, tensões sociais, conflitos internos ou momentos de grande polarização.

Para especialistas, a anistia cumpre uma função importante para reconstrução institucional, mas também pode gerar debate por seus limites e consequências.

 

 Anistia Ampla: um perdão sem fronteiras legais

A anistia ampla é aquela que atua de forma abrangente, “cobrindo” a maioria — ou até a totalidade — dos envolvidos em um período de conflito político ou social. Ela não diferencia autorias, motivações ou tratamentos.

Características da anistia ampla

  • Abrange quase todos os crimes cometidos em um contexto específico.
  • Beneficia tanto opositores políticos quanto agentes estatais.
  • Pode incluir crimes graves, dependendo da lei aprovada.
  • Normalmente é pensada como parte de um processo rápido de pacificação.

No Brasil, o exemplo mais conhecido é o da Lei de Anistia de 1979, promulgada durante o regime militar. Apesar de ter sido celebrada por permitir o retorno de exilados e libertar presos políticos, a lei também beneficiou agentes da repressão, gerando críticas que permanecem até hoje.

Especialistas em direitos humanos afirmam que a amplitude da medida acabou dificultando investigações sobre violações graves, como tortura e desaparecimentos forçados.

📣 O que dizem os especialistas?

Segundo juristas, a anistia ampla costuma “apagar” o passado de forma mais brusca, o que pode ajudar na restauração institucional, mas também impedir processos de reconciliação baseados no esclarecimento da verdade.

 

Anistia Restrita: limites e critérios mais rigorosos

A anistia restrita é diferente. Trata-se de uma forma de perdão mais controlada, aplicável a grupos específicos ou a certos tipos de delitos.

Características da anistia restrita

  • Só perdoa crimes selecionados pela lei.
  • Normalmente exclui crimes graves, como:
    • tortura
    • homicídio qualificado
    • estupro
    • terrorismo
  • Pode exigir critérios como reparação, colaboração com a Justiça ou confissão.

Esse modelo busca equilibrar o desejo de pacificação com a necessidade de responsabilização, evitando que pessoas envolvidas em crimes graves fiquem impunes.

🧭 Quando a anistia restrita é aplicada?

Em processos de transição democrática de diversos países — como Chile, Argentina e África do Sul — modalidades de anistia restrita foram utilizadas junto a comissões de verdade, permitindo que o país avançasse sem abrir mão da memória histórica.

 

 A disputa entre o “esquecer” e o “lembrar”

A discussão entre anistia ampla e restrita não é apenas jurídica — ela representa um choque entre dois caminhos políticos:

Caminho 1: pacificação rápida

  • O foco é “virar a página”.
  • Evita conflitos e tensões institucionais.
  • Tende à anistia ampla.

Caminho 2: justiça e responsabilização

  • O foco é esclarecer o passado.
  • Exige investigação e reconhecimento de erros.
  • Tende à anistia restrita.

No Brasil, as disputas sobre qual modelo é mais adequado costumam refletir o clima político de cada época. Em momentos de polarização, o debate volta com força.

 

 

Maria Helena Duarte, professora de Direito Constitucional:
“Toda anistia é um ato político. A diferença está no grau de responsabilidade que a sociedade está disposta a assumir sobre seu próprio passado.”

Rafael Motta, pesquisador de Direitos Humanos:
“A anistia ampla pode impedir que a sociedade compreenda a dimensão das violações cometidas. Já a restrita permite avançar com mais equilíbrio, sem apagar a necessidade de justiça.”

 

Linha do tempo resumida das anistias no Brasil
  • 1979: Lei da Anistia — ampla, geral e irrestrita; marco do processo de abertura política.
  • Anos 1990–2000: Debates sobre a revisão da lei, especialmente em casos de violações graves.
  • Anos recentes: O tema ressurge em discussões políticas contemporâneas, reacendendo debates sobre responsabilidade e limites do perdão estatal.

 

 Conclusão

Compreender a diferença entre anistia ampla e restrita é essencial para entender como o Brasil — e qualquer sociedade — lida com períodos de conflito e transição. Enquanto a anistia ampla busca pacificação imediata, a restrita tenta equilibrar perdão e justiça, preservando a memória coletiva.

O debate permanece vivo, e sua evolução depende tanto do ambiente político quanto da capacidade do país de refletir sobre seu passado sem medo de encarar as próprias contradições.

 

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Cultura

Projeto paranaense leva acesso à internet para comunidades excluídas do mapa digital.

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Política inovadora troca ICMS por instalação de torres de transmissão e conecta mais de 300 mil pessoas em um ano.

 

Vencedor do Prêmio Espírito Público, na categoria Gestão e Transformação Digital, o Programa de Conectividade Rural do Paraná enfrentou uma das principais lacunas do desenvolvimento no estado: a exclusão digital em áreas remotas. Com 98% do território paranaense situado em zona rural, um levantamento realizado em 2023 identificou cerca de 920 localidades sem qualquer acesso à telefonia ou internet, atingindo vilas, assentamentos, comunidades quilombolas e pequenos povoados fora do radar das grandes operadoras, que não viam retorno financeiro para investir.

Sem acesso, agricultores enfrentavam dificuldades para receber crédito; jovens precisavam caminhar quilômetros para conseguir sinal e estudar; famílias ficavam sem falar com os filhos que migraram para as cidades. O projeto nasceu nesse cenário em 2023, e rapidamente se consolidou como política do estado. Em um ano, a cobertura rural saltou de 51,45% para 61,17%, beneficiando diretamente mais de 300 mil pessoas.

 

Hoje, envolve 17 órgãos do governo e adotou metodologias modernas de gestão, como Business Intelligence (BI), Análise Hierárquica de Processos (AHP) e design thinking, para priorizar áreas de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e com predominância de agricultura familiar, rios, matas e alta vulnerabilidade social.

Para o engenheiro agrônomo Julio Cesar de Oliveira, coordenador de Políticas Públicas de Inovação do Paraná, o acesso à internet deixou de ser um diferencial para se tornar um direito básico. “Hoje, a internet é como água e oxigênio: é vida, é um direito. Levamos conectividade com o objetivo de garantir cidadania.”

A grande inovação do projeto foi criar mecanismos inéditos de fomento e de financiamento. Em vez de depender de orçamento público, o Paraná criou um regime especial de compensação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que atraiu investimentos privados. Assim, créditos de impostos foram convertidos em infraestrutura feita por investimentos privados.

A estratégia deu certo: a TIM já se comprometeu a instalar 116 torres de transmissão; a Claro, 382; e a Vivo outras 411 torres. No total, serão quase 900 novas estruturas até 2027, sem gasto direto do Tesouro estadual. Dessas, cerca de 500 torres já estão em funcionamento.

Júlio apelida essa estratégia de “corrida do bem”. “Brinco com as operadoras: ‘Vocês vão deixar a concorrente ser a primeira do estado?’ Essa competição saudável acelera a instalação das torres. Quem ganha é o cidadão do campo”, afirma.

Modelo que inspira outros estados

Além dos ganhos sociais, o impacto econômico também é relevante. De acordo com o coordenador do projeto, estudos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) estimam que apenas os acordos com duas operadoras de telefonia – a TIM e a Claro – gerarão R$ 2 bilhões em retorno para o estado do Paraná, além de cerca de 40 mil empregos formais e informais e arrecadação de R$ 213 milhões em ICMS.

O projeto ainda está em andamento. Até 2026, a expectativa é que todas as localidades rurais do Paraná estejam conectadas. A estratégia já desperta interesse de outros estados, como Espírito Santo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Tocantins e Piauí, que buscam entender a experiência paranaense.

Agrônomo e também teólogo, Júlio fala do projeto com a paixão de quem enxerga nele quase uma missão pessoal. “Cada torre que se ergue é como se fosse uma vitória. Eu vibro, porque sei que ali a gente está levando vida, dignidade, igualdade. Internet no campo não é luxo. É oxigênio.”

 

FONTE: Julio César e Lincoln

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